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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O Preço da Vida no Brasil


Quase tudo nessa vida têm um preço. Das coisas mais simples e comuns às mais complexas e belas que há nesse mundo, há um preço. Mas há coisas em que não podemos por à venda, que não podemos barganhar por outras, e muito menos esquecer ou deixar de lado.

Uma dessas coisas é o custo para se viver. O custo/preço que cada ocidental deverá pagar para se viver, para ter e usufruir de uma constante e plena paz individual, gozar de certa tranquilidade e liberdade, é a eterna vigília da democracia1. Só assim, com um acompanhamento constante e sábio da política, o povo não terá sua cultura, fé, literatura, e, principalmente, sua liberdade ameaçada e cerceada por nenhuma pessoa, grupo ou ideologia.

Lá na antiga Grécia, o berço das maiores ideias que já existiram nesse planeta, o grande filósofo Platão disse certa feita: “O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior".

Do século IV até o século XXI, isso não mudou em nada, nem mudará tão cedo. Podemos ver, nesse transpassar da história humana, que a lenta e constante degeneração da civilização ocidental legou aos povos “grandes lideres”, os quais usaram e abusaram da psicopatia e do mau-caratismo para destruir tudo rapidamente, demolir com o que demorou décadas e décadas para se conquistar. Não poupou  ninguém nem a si mesmo.

Infelizmente, ou felizmente, o povo brasileiro não dá a mínima atenção aos mandos e desmandos do governo central. Não faltam exemplos na história desse “rebeldismo” contra o poder. Um exemplo recente e aterrorizante desses casos que há no nosso país foi a proibição do sal nas mesas dos bares, restaurantes, lanchonetes e similares.  Na crença burra e vil do governo federal, estadual e municipal, o sal na mesa incentivaria o uso exagerado do mesmo.

Quando vamos procurar a razão da defesa dessas medidas totalitárias e estúpidas, encontramos isso: “O objetivo da proposta é evitar o consumo de sal entre a população, como uma forma de prevenção de doenças2”. Quem lê isso de cara, não deixa de rir. Mas depois de passado o riso, a tristeza vem num só golpe: a tristeza de sermos governados por asnos, os quais acham que estão lidando com crianças, e que se sentem no legítimo direito total de mandar e desmandar, de controlar toda sua vida, de dizer como você deve comer e qual quantia você deve comer. Para isso, basta lembrar o regime comunista cubano, onde a comida é racionada. A dona de casa não pode passar da cota mensal estipulada pelo governo, e, dentre outras coisas, não pode comprar mais que alguns ovos e alguns quilos de carne durante o mês.

São medidas desse naipe, através das quais o Estado e seus asseclas tentam transformar o Brasil num país insano, fora da realidade, um país de incapazes, etc. A partir desses mandos e desmandos imbecis e humorísticos, o governo sempre visa suprimir mais e mais a liberdade individual, e potencializar a loucura pelo país afora, aumentando ainda mais sua força e seu controle, sendo que o mesmo não cumpre nem com suas obrigações básicas,   tais como a saúde, a segurança pública, a educação, entre outros serviços, os quais beneficiariam positivamente a população em geral.

O Estado
quer até controlar o que você usa e deixa de usar na sua comida.  Tá aí, na cara dura, a essência tirânica, explícita e descarada, a qual objetiva o controle total sobre todos, e trabalha constantemente para isso.


Bibliografia:

1. O Nascimento da Democracia Ateniense, de Chester G. Starr.
2. http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2016/06/guaruja-sp-proibe-sal-de-cozinha-em-mesas-de-bares-e-restaurantes.html
3. A Mão Pesada do Estado, em: http://salomaocampina.blogspot.com.br/2016/03/a-mao-pesada-do-estado.html

Por: Salomão Campina


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O Tempo


Tic-tac, tic-tac... tic-tac... Assim, meus caros, vai transpassando lentamente e bem suave, de um lado para o outro, o longo, sólido e negro pêndulo do relógio da história da civilização humana. Um relógio programado para nunca parar, emperrar ou enferrujar, e obrigando a todos, nesta terra, a dançar conforme a música, ou melhor, dizendo, dançar conforme o tempo da música.

Se “pararmos” para admirar criteriosamente esse relógio da humanidade, que possui imponentes e firmes paredes entalhadas em majestosa madeira de jacarandá poderemos ficar horas a fio de fronte ao relógio, olhando e olhando, extasiado, a hora passar... Seus barulhos perfeitos e certeiros, em um ritmo preciso e conciso, é um trabalho perfeito, digno de louvor! Uma ação abençoada, meus caros.

Tudo e todos neste mundo vasto, vasto mundo, têm seu devido tempo,  início, meio e fim. (Verdade, começo de tempo inesperado, pois ninguém sabe ao certo o que aconteceu antes do início do tempo, não é, amigo leitor?) Eis aí um mistério! No meio do tempo, mais dúvidas surgem: será que temos liberdade para fazer o que bem entendermos? Será que temos todo tempo do mundo?... E no fim do tempo, no ápice da morte, chega o maior dos mistérios do tempo: Oque é que acontecerá depois?

Todavia, o presente momento é o mais importante ao indivíduo, pois é só nele que temos todo o tempo para mudar nossas ações, até porque quem não ousar mudar o tempo, acabará, inevitavelmente, perdendo o tempo. Caso viermos a cometer erros durante o tempo, teremos um consolo bem formidável, que é o próprio tempo. Como já dizia Alexandre Dumas: “Para todos os males, há dois remédios: o tempo e o silêncio”.

O silêncio durante o passar do tempo não só é um antídoto contra os males que rondam o pobre indivíduo, mas é também uma mordida para despertá-lo em sua consciência. É como a sensação de estar caindo da cama, aí você desperta soado e assustado, mas ao fim fica apaziguado. O tempo é o senhor do mundo e do universo, é o braço direito de Deus Pai todo poderoso, criador do céu, da terra e do tempo.

Nada nem ninguém nesse mundo ficam livre do juiz do mundo terreno, que é o Senhor Tempo. Aquele que observa serenamente cada movimento, atitude e pensamento do ser. E assim, fica calmamente esperando o Day of judgment, no qual não haverá mentiras nem meios de se fugir do seu julgamento. Sua vida, seus pensamentos e suas atitudes ao longo do tempo, serão postos na balança. Se for mais pesado que uma pena, será sentenciado ao inferno, ao qual Dante lhe conduzirá com serenidade.

Assim, depois dessa longa leitura, o tempo já passou e você ficou. O tempo não possui sentimentos, mas os conhece melhor do que ninguém, e apenas tem medo de enfrentar os grandes escritores que pregaram seus nomes no tempo, pois eles são pequenas luzes no breu do tempo.

Em suma, o tempo não para nunca para ninguém. Correr contra o tempo também é perder o tempo. A única forma de sobreviver e coexistir com o tempo é não pensar nele, é viver sua vida bem e saber agir diante das adversidades da vida.


Por: Salomão Campina


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Uma Peça Chamada Vida


Oh meus caros, este que vos fala, ira apresentar uma peça! Peça está, que todos nós temos que atuar nesse teatro imenso e estonteante! Agora, apresento-vos: Uma Peça Chamada Vida.

A vida nada mais é meus caros, que uma imensa opera. Opera na qual você levará desde a sua mais terá idade até seu último suspiro nesse piso de madeira ilustrado, em outras palavras, terra. Nessa opera, você será o ator principal, de uma longa peça trágica e as vezes hilária, que terá altos e baixos no decorrer dos atos. Certamente, com o transcorrer desses atos, levará você a diversas situações inusitadas, tranquilas, etc. Situações estas, que fará de você um grande personagem, ou um medíocre. Basta atuar bem!

Nessas inúmeras situações que irão surgir no passar do tempo, serão jogadas no seu colo, inúmeras situações para você atuar. E como bem disse caros leitores, você deverá atuar com eximia maestria, saber enganar, saber amar, lutar bravamente contra as inúmeras adversidades, ter uma fé inabalável, ser carismático com seu público e é claro, ser astuto. Pois, casso você não possua essas inúmeras qualidades, em pouquíssimos atos, você será substituído por outro ator, e assim, você será "engolido" pela nevoa densa e negra das longas cortinas do teatro.

Ah cortinas! Como tu és vil, com minha pobre alma... Legando-me, ao mais breu eterno desse teatro.

Passados alguns atos, você certamente notou, que terá que lidar com um público idiotizado. Sim meus caros leitores. Um público idiotizado, que ira fazer de tudo para não sair desse estado mental de passividade, ou, em outras palavras, estupor. Mas, em contrapartida, haverá um público exigente! Que ira exigir de você ao máximo, e assim, você irá se desdobrar para agradar e confortar este público. Mas, infelizmente, uma boa parcela desse público não irá acordar, muito menos, irá se encantar com sua atuação, pois é claro, que é impossível de se agradar gregos e troianos ao mesmo tempo.

No decorrer de sua atuação e dos atos dessa opera, você vai se deparando, que os demais atores que dividem o palco com você, não passam de pessoas extremamente falsas, sínicas, dissimuladas, maquiavélicas, etc. Uma tristeza ad infinitum ira tomar sua visão num primeiro momento, depois sua mente e por fim, sua alma. Vamos assim, numa longa e vagarosa atuação, sofrendo diversos golpes, perpetrados pelos inúmeros vilões et caterva, que surgem de catacumbas sombrias e insalubres, e em seus arsenais de maldade, eles irão puxar seu tapete, irão te atacar verbalmente e fisicamente. Mas, o grande ator é aquele que sabe resistir bravamente, ao estilo de Homero, ter fé, ter um alto controle de si mesmo, será sua única escapatória num primeiro momento e dependendo da opera, você terá que levar isso até o fim, pois, se você adentrar nesse mar bravio e permanecer como um bobo, ou como uma dama doce e infantil, você correra sérios riscos de bater num rochedo, e assim, chegar seu fim cedo demais...

Todavia, vamos aprendendo com esses inúmeros truques que a vida nessa opera lê proporciona e te obriga a aprender. Tentamos rapidamente copiar os inúmeros jeitos, os modos de agir e de se portar perante a platéia e os outros atores. Haja vista, que essa platéia, é que nem uma tribo de antropófagos, louquinhos da vida para poder devora-ló num súbito. Essa engolida, será feita com aplausos e sorrisos extremamente falsos e cínicos, que além de te seduzir, você se tornará um escravo delas. E, assim, você ficará cego nessa busca por mais e mais. Casso isso tenha ocorrido, você conseguiu prostituir sua personalidade para agradar todos e tudo.

Mas, como tudo nessa vida, você terá que sair dessa opera macabra e insana, que já levou você ao ápice do sofrimento, desgaste físico e mental. Você devera deixar tudo e ir embora, com uma mão na frente e outra atrás. Pois, como bem disse Erasmo de Rotterdam, em seu livro: "Elogio da Loucura": "Em verdade, este mundo não é senão uma sombra passageira, mas assim é a comédia que nele representamos todos os dias".


Por: Salomão Campina


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