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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Capitania de Humaitá


A Capitania de Humaitá, na qual peças de artilharia e sua munição esperam para serem carregadas e levadas pelos navios da Armada Imperial Brasileira (como era chamada a Marinha Brasileira à época) aos frontes de batalha no Paraguai, durante o conflito na região da Bacia do Prata chamado de "Guerra da Tríplice Aliança" ou simplesmente "Guerra do Paraguai". Note os mastros dos navios ao fundo da imagem, feita a partir da terra, e a bandeira brasileira da época do Império tremulando no mastro (canto superior esquerdo). O Império mantinha sempre suas Forças Armadas preparadas, embora uma invasão nunca fosse esperada. O estouro do conflito e a invasão à província do Mato Grosso (atualmente seriam Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) por tropas de Solano Lópes assustaram os brasileiros e levaram a uma resposta imediata de nossa Força mais bem preparada: A Armada Imperial Brasileira, segunda mais poderosa do mundo à sua época, só perdendo para o Império Britânico.

Imagem da Capitania de Humaitá


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A Artilharia brasileira em ação na Guerra do Paraguai


Artilharia brasileira em ação na Guerra do Paraguai. As nossas forças de artilharia se mostrariam uma grande vantagem frente às forças terrestres paraguaias, basicamente compostas por cavalaria e infantaria leve. Parem de pensar nos fatos relacionados à imagem, e admirem os soldados da Pátria, homens! Não é necessário uma descrição longa para uma imagem tão emblemática.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Soldados brasileiros curvam-se diante da estátua de Nossa Senhora da Conceição


Soldados brasileiros curvam-se diante da estátua de Nossa Senhora da Conceição, durante procissão. Vale lembrar que a religiosidade é um dos maiores incentivadores nos tempos de guerra, sendo o Brasil um país, à época, de religião oficialmente Católica Apostólica Romana. Em nosso país, à época do Império (1822-1889), a liberdade de culto era grande, tendo diversos grupos religiosos que perduram até hoje imigrado para cá nestes tempos. Vale lembrar que, pela Constituição de 1824, redigida por Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal, o Imperador, embora adotasse como religião oficial a católica de Roma e seguisse todos os rituais, da coroação ao funeral, tinha o poder de aceitar que ordens do Vaticano, dadas pela pessoa do Papa, seriam aplicadas ou bloqueadas em nosso território, garantindo assim uma maior autonomia nacional e dando maiores poderes ao Imperador frente à Igreja.




domingo, 16 de outubro de 2016

Baile da Ilha Fiscal


Baile da Ilha Fiscal no dia 9 de Novembro de 1889 em Ilha Fiscal.

Em oposição ao ânimo do Imperador Dom Pedro II, que detestava festas ainda mais as suntuosas, é realizado o um Baile no recém-inaugurado Palácio da Ilha Fiscal organizado pelo Gabinete Ministerial chefiado pelo Visconde de Ouro Preto em homenagem aos oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane".

O evento, que fora adiado de 19 de Outubro para 9 de Novembro em razão do falecimento do Rei Dom Luís I de Portugal, foi a festa mais suntuosa que o Brasil já tinha visto. Entre 3 e 4 mil pessoas foram convidadas à festa que contou com seis salões de dança e um banquete servido em duas mesas em forma de ferradura para 500 convidados, tudo decorado com flores, balões venezianos, lanternas chinesas, vasos franceses e Bandeiras do Império e do Chile.

O baile teve início às oito e meia, porém a primeira parte da Família Imperial só desembarcou às 10 horas. Dom Pedro II estava de casaca preta de Almirante com a Ordem do Tosão de Ouro, Dona Teresa Cristina com vestido de renda de chantilly preta guarnecido de vidrilhos e Dom Pedro Augusto de casaca preta civil. A Princesa Imperial Dona Isabel e o Conde d’Eu chegaram poucos minutos depois. Dona Isabel estava com um vestido de moiré preto listado, colo alto bordado de ouro e usando um diadema de brilhantes. O Imperador Dom Pedro II dançou somente uma vez, com uma debutante, a filha do Barão Sampaio Vianna, já Dona Isabel foi uma das mais animadas da festa competindo com seu sobrinho, o Príncipe Dom Pedro Augusto que ficou dançando até o amanhecer.

A Família Imperial, com exceção de Dom Pedro Augusto, partiu pouco depois da meia noite, quando o banquete foi servido, vendo pouco da fatídica festa que marcaria o fim do sistema monárquico no país e da primeira grande festa na Corte desde 1852.

Imagem: Baile da Ilha Fiscal com alegorias republicanas, Francisco Figueiredo, séc. XX, atualmente no Museu Histórico Nacional.


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Os primeiros cursos de Direito no Brasil


São criados os cursos de Direito em São Paulo e Olinda no dia 11 de agosto de 1827.

O Imperador Dom Pedro I por meio da Lei Imperial de 11 de agosto de 1827 cria os primeiros cursos de Direito para o desenvolvimento do império. O interesse imperial era a formação de profissionais para atuarem no governo e na administração pública com o intuito de estruturar o Império Brasileiro.

Imagem: "Academia de Direito e Convento de São Francisco", Militão Augusto de Azevedo, 1862, atualmente na Biblioteca Mario de andrade.



sábado, 27 de agosto de 2016

2 de Dezembro - Nasce Dom Pedro II


No dia 2 de dezembro de 1825 nascia o jovem Pedro de Alcântara, o sétimo filho de Dona Leopoldina da Áustria com Dom Pedro I do Brasil.

O jovem Pedro, com a abdicação do trono por seu pai quando este ainda tinha 5 anos, teve uma infância rápida, e um amadurecimento precoce, por vista de sua preparação como herdeiro do trono brasileiro.

Durante o período da regência ( em que o jovem Imperador não tinha idade para governar e o reino era comandado por alguns regentes, homens escolhidos por vínculos familiares ou riqueza) o garoto presenciou diversas disputas por poder e intrigas na corte.

Após o Golpe da Maioridade, em que assumiu o poder do trono ainda sem ter a idade adequada para tal, Dom Pedro II governou por longos 58 anos um Brasil inicialmente instável e quase desintegrado, que sob seu governo passou por sua Era do Ouro, na qual se tornaria unido, forte e no cenário internacional, uma potência emergente.

Dom Pedro II



Dormimos Império...


Dia 14 de Novembro de 1889, Rio de Janeiro, Brasil.

O imperador está velho. O grande Dom Pedro II, um homem de novidades, o grande vencedor da quase recente Guerra do Paraguai e um diplomata nato, vencedor na Questão Christie.

O homem que estava mudando o país, está doente e fraco. Após levar ao Congresso a proposta de criação de uma república (em que o presidente seria eleito pelo povo como em todas as outras) e tê-la rejeitada pelo presidente deste, que temia represálias de D. Isabel, o Imperador sabia que estava para cair. Os ares tinham mudado. Com a Questão Religiosa, em que os maçons (boa parte da aristocracia e dos chefes militares) foram dispensados de ordens militares religiosas e igrejas em todo o país, haviam sido presos vários clérigos. Com o apoio da população da Igreja o Império Brasileiro já não contava. Com a Guerra do Paraguai, o exército foi forçado a crescer em níveis de armamento e número de homens de forma jamais vista.

O país, antes com pouquíssimos e mal equipados homens no exército, teve de chamar os “Voluntários da Pátria”. A muito brilhante ideia do também brilhante Dom Pedro II, juntamente com empréstimos externos, levaram a Tríplice Aliança à vitória. Porém, entre os veteranos desta guerra, crescia a ideia republicana, aflorada pela influência desses ideais nas escolas onde passaram a se formar os jovens do Exército. Além disso, os empréstimos para a guerra haviam tornado a dívida externa do país cara demais para ser paga. Mais um dos “pilares de sustentação” do Império havia deixado de existir. Agora só restava um: A aristocracia ruralista e escravocrata. Numa política de “troca de favores”, Dom Pedro II conseguiu manter estável o cenário político do país, com aquele toque de jeitinho brasileiro: “Ah, me dá um apoio aqui que né, podemos liberar umas ferrovias” e coisas do tipo.

Porém, em 1888, quando teve de se tratar com médicos europeus de uma enfermidade, sua filha tirou seu próprio trono: Sancionou a Lei Áurea. Libertos os escravos, sem nenhum ressarcimento aos senhores de terra, estes começaram a engrossar as reuniões dos partidos republicanos de vanguarda. Sem seu último pilar, a monarquia estava em completo colapso. Foi aí que, na manhã do dia 15 de novembro, em meio a sonolentos bocejos e monarcas exilados, acordamos República.





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