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sábado, 25 de fevereiro de 2017

O tirânico ditador Pol Pot


O tirânico ditador Pol Pot, que governou o Camboja entre 1975 a 1979, na verdade se chamava Saloth Sar, e nasceu membro de uma família rica na Indochina, realizando seus estudos na França. Militante do Partido Comunista Francês, absorveu várias ideologias revolucionárias, entre os quais Lênin e Frantz Fanon, cuja pregação racista e terceiro-mundista contra os europeus e contra as cidades, influenciou muito sua visão política. Sem contar o próprio Jean Paul Sarte, que exaltava a violência anticolonial como forma de redenção e justiça social.

Em 1960, fundado o Partido dos Trabalhadores khmer, torna-se seu militante e, posteriormente, seu líder. Em 1966, aproxima-se da linha maoísta de exaltação dos camponeses como classe revolucionária e, com o apoio logístico e militar chinês, arma camponeses analfabetos fanatizados, treinados para obedecer ao chefe e matar sem questionar. A guerra civil explode no país, em 1970, e com o vácuo do poder no país, os comunistas khmers aproveitam da situação para usar sua força militar, ocasião em que a capital do país, Phnom Pem, é tomada em 1975.

Ao pregar a visão idealizada de um comunismo rural primitivo e a hostilidade doentia às cidades, Pol Pot manda evacuar toda a capital do país, na época, com 2,5 milhões de pessoas, para os campos e aí que começa a tragédia e o terror. Durante 44 meses, o regime totalitário do Camboja eliminou 2 milhões de pessoas, cerca de 25% da população do país. A população, que em 1975, era de 7,3 milhões de pessoas, foi reduzida, em 1979, a 5,8 milhões. As classes superiores do país são as primeiras a serem chacinadas. Médicos, advogados, profissionais liberais, juízes, tradutores, universitários, escritores, comerciantes, considerados"corrompidos" pela cultural ocidental e inadequados a sociedade do "novo homem" puro socialista, são virtualmente exterminados, junto com suas famílias.

A população civil é reduzida à escravidão nos campos da agricultura: escolas e hospitais são fechados e suas salas transformadas em fábricas de tortura e assassinato em massa. O país se torna um gigantesco campo de concentração e extermínio. A coletivização forçada e o controle estatal sobre a remessa de alimentos prejudicaram a produção de comida, levando a população à fome maciça. Somando ao desprezo ideológico a tudo que parecesse diferente, os khmers nutriam um ódio violento dos vietnamitas. Na fronteira do Vietnam, chacinas patrocinadas pelo khmer contra o país vizinho são registradas.

Mulheres vietnamitas foram estupradas e tiveram suas vaginas cravadas com baionetas de fuzil. Gestantes tinham suas barrigas abertas e os fetos eram arrancados de seus ventres. Houve casos de mulheres com seios amputados e demais outras atrocidades.
O mundo ocidental tinha esquecido o Camboja e, inclusive, alguns intelectuais apoiavam o regime criminoso de Pol Pot, vide Noam Chomsky, o "maior intelectual do mundo", na visão da esquerda atual. A esquerda ocidental dizia que as denúncias de violações de direitos humanos naquele país era invenção da propaganda norte-americana. Foi preciso que o Vietnã invadisse o país, em 1979, para acabar com a orgias de violência e derrubar o regime de Pol Pot. Foi preciso que um país comunista totalitário acabasse com as os crimes de outro país totalitário. As barbaridades do khmer vermelho foram retratadas em um famoso filme, "Os Gritos do Silêncio".

Ditador Pol Pot



domingo, 28 de agosto de 2016

O Regime Comunista de Khmer Vermelho


O Khmer Vermelho foi um grupo comunista que, de 1975 a 1979, dominou o Comboja, provocando total destruição política, econômica e demográfica. O grupo se aproveitou do caos seguinte à Guerra do Vietnã para derrubar a república e estabelecer o que o líder da organização, Saloth Sar, chamou de socialismo agrário.

Após a instauração do regime, todos os cambojanos trabalharam como escravos, sofrendo torturas até a morte. Todos os livros encontrados pelo país eram queimados, da mesma forma que o dinheiro. Bancos e hospitais foram derrubados e todas as religiões, banidas. Os horrores acontecidos nesse regime são eternamente angustiantes.

FOTÓGRAFO: Rob Elliott. 
LOCAL: Phnom Pehn, Camboja. 
Esqueletos em um museu em Phnom Pehn (Camboja) vitimados pelo Regime Khmer Vermelho. 

O Regime de Pol Pot e o Khmer Vermelho

Vítimas do regime de Pol Pot

Crianças vítimas do Khmer Vermelho.

Depósito de restos mortais de vítimas do Khmer Vermelho

As crianças tiveram que aprender a conviver com a morte

Vítimas do regime comunista de Pol Pot

Líder khmer assume responsabilidade no genocídio do Camboja, Um quarto da população foi morta em menos de quatro anos, entre 1975 e 1979.




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