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quarta-feira, 29 de março de 2017

Filme - A Dama de Ferro


Margareth Thatcher, em 1979, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha. Foi a precursora do neoliberalismo e seu governo durou 11 anos.

No ano de 1979, a Europa se encontrava em um período de recessão econômica, elevadas taxas de inflação, altos índices de desempregos e uma quase incontornável crise petrolífera. Durante esse período de turbulência social, assumiu o poder na Grã-Bretanha a líder do partido conservador inglês, Margareth Thatcher.

Thatcher foi a primeira mulher que ocupou o cargo de Primeiro-Ministro britânico. Logo no início do seu mandato, efetivou uma série de medidas e mudanças, anunciou um plano para a redução dos impostos e passou a controlar e a realizar reformas institucionais nos sindicatos trabalhistas. Essas reformas lhe valeram o apelido de “Dama de Ferro”.

A Primeira-Ministra permaneceu no cargo de 1979 até 1990, ou seja, ocupou o cargo por 11 anos. Nos primeiros cinco anos, suas medidas e estratégias de governo não resultaram em melhorias na economia britânica; ao contrário, muitos estudiosos disseram que a Grã-Bretanha entrou num momento de maior recessão econômica. Entretanto, outros estudiosos, que compactuam com uma visão política liberal-conservadora, defenderam veemente o governo de Thatcher.

Os primeiro cinco anos do primeiro mandato de Margareth Thatcher foram bastante conturbados, por sua política anticomunista. O primeiro governo de Thatcher ficou marcado por diversas greves e manifestações dos sindicatos trabalhistas. Mas sua intervenção nas Guerras das Malvinas (Guerra entre Inglaterra e Argentina), em 1982, aumentou sua popularidade. Thatcher conseguiu sua primeira reeleição em 1984 em decorrência desse fato.

Após o primeiro mandato, Thatcher promoveu um programa de privatizações das empresas estatais e continuou combatendo de forma radical os movimentos sindicais trabalhistas. A Primeira-Ministra britânica tornou-se uma das precursoras do neoliberalismo.

No ano de 1984, não negociou a liberação dos presos políticos e sofreu um ataque contra sua vida, realizado pelo grupo terrorista IRA (Exército Republicano Irlandês). Saindo ilesa do atentado, ganhou força e compactuou ainda mais com o capitalismo. Certa vez, disse: “A ganância é um bem” – essa frase é a clara concordância que a “Dama de Ferro” tinha com a acirrada concorrência capitalista.

No final da década de 1980, Margareth Thatcher continuava seu governo de forma rígida e inflexível. Conseguiu controlar a inflação e acelerou a valorização da moeda inglesa, porém não conseguiu baixar a taxa de desemprego. Sua segunda reeleição aconteceu em 1989, entretanto sua relação com o partido não era boa, o que levou à sua renúncia no ano de 1990. Acentuada ainda pela vitória do presidente norte-americano, George Bush, não simpatizante de Thatcher, um dos motivos da renúncia foi a perda do apoio externo dos Estados Unidos da América.

A “Dama de Ferro” assumiu o cargo de Primeira-Ministra inglesa no ano de 1979, em plena Guerra Fria, e deixou o poder político britânico em 1990, após a queda do muro de Berlim (fim da Guerra Fria).

Margareth Thatcher morreu no dia 08 de Abril de 2013, aos 87 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral.

Margareth Thatcher


Filme - A Dama de Ferro




quinta-feira, 16 de março de 2017

As conquistas de mulheres conservadoras que não servem para esquerda


O dia internacional da mulher passou e naturalmente que o centro das homenagens tenha sido a mulher, certo? Mais ou menos. Pelo que pude ver, o 8 de Março caminha cada vez mais para ser o dia de “certas mulheres”. Sim, pois há mulheres que não servem a narrativa da força e da liberdade feminina, tão festejadas na data. Prova recente deste fato foi a reação negativa à reportagem da revista VEJA, feita já há algum tempo, sobre a primeira-dama Marcela Temer, descrita como uma senhora bela, recatada e do lar. Inúmeras mulheres correram para as redes sociais para criticar e ironizar o suposto machismo da matéria, esquecendo-se que ser “bela, recatada e do lar” pode ser sim uma honrosa opção.

Mas as mulheres que não servem à narrativa da “independência” não são apenas donas de casa.
Tente lembrar da última vez que você viu um tributo à vida e obra da freira italiana Maria Gaetana Agnesi, que em 1727, com apenas 9 anos, preferiu um discurso em latim sobre o direito feminino a educação e posteriormente tornou-se a primeira mulher do mundo a ter uma cátedra universitária em matemática por suas publicações sobre cálculo diferencial e integral.

A freira Mary Kenneth Keller, outra mulher notável, também dificilmente será homenageada no dia de hoje. Algo difícil de entender, já que esta foi, em 1965, a primeira mulher a receber o título de Ph.D em ciências da computação nos EUA. Mary Keller foi também uma das desenvolvedoras do BASIC, linguagem de programação conhecida entre 10 de 10 programadores até os dias de hoje.
E o que dizer de Marie Curie, não apenas a primeira mulher, mas a primeira pessoa na história a ser laureada com dois prêmios Nobel, em Física (1903) e Química (1911). Marie Curie não foi apenas uma cientista fenomenal, foi também esposa devota e mãe provedora de uma educação exemplar; sendo sua filha Iréne Curie, também laureada com o Nobel de Química, em 1935.

Outras mulheres, em tempos mais recentes, também fizeram história. No campo da política, temos a dama de ferro Margaret Thatcher, primeira mulher a alcançar o posto de primeira-ministra britânica, liderando o governo inglês por 11 anos, entre 1979 e 1990. No ramo dos negócios, temos a texana Carly Fiorina, presidente por 6 anos (entre 1999 e 2005) da HP, uma das maiores empresas do mundo no ramo da tecnologia. Um detalhe aqui chama atenção; Carly começou sua carreira como secretária, tendo suas conquistas sido feitas por mérito totalmente próprio.

Pesquise homenagens a estas mulheres no dia das mulheres. Alguma referência ao seu legado, algum programa de TV, alguma reportagem sobre a contribuição que fizeram à sociedade. Você não vai encontrar. Sabe porquê? Elas não defenderam o aborto, não fizeram fotos sensuais empoderadas, não cantam hits lacradores, não pixaram muros, não protestam em vídeos no Facebook e o mais importante: não defenderam o feminismo. Então você sabe como é, freiras intelectuais devotas, cientistas patriotas orgulhosas do marido e dos filhos, políticas e executivas conservadoras de sucesso... não servem para a esquerda.





quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Margaret Thatcher


Margaret Hilda Thatcher, Baronesa Thatcher (Grantham, 13 de outubro de 1925 — Londres, 8 de abril de 2013) foi uma política britânica, primeira-ministra do Reino Unido de 1979 a 1990.

Nascida Margaret Roberts na localidade de Grantham, condado de Lincolnshire, Inglaterra, Thatcher estudou ciências químicas na Universidade de Oxford antes de se qualificar como barrister. Nas eleições gerais de 1959 no Reino Unido ela foi eleita parlamentar pela região de Finchley. Edward Heath nomeou Thatcher secretária do Departamento de Educação e Habilidades em seu governo de 1970. Em 1975 ela foi eleita líder do Partido Conservador, sendo a primeira mulher a liderar um dos principais partidos do Reino Unido, e em 1979 ela se tornou a primeira mulher a ser primeira-ministra do Reino Unido.

Ao liderar o governo do Reino Unido, Thatcher estava determinada a reverter o que via como o declínio nacional de seu país.[1] Suas políticas econômicas foram centradas na desregulamentação do setor financeiro, na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização das empresas estatais. Sua popularidade esteve baixa em meio à recessão econômica iniciada com a Crise do petróleo de 1979; no entanto, uma rápida recuperação econômica, além da vitória britânica na Guerra das Malvinas, fizeram ressurgir o apoio necessário para sua reeleição em 1983.

Devido ao fato de Thatcher ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato em 1984, de sua dura oposição aos sindicatos e de sua forte crítica à União Soviética, foi alcunhada de "Dama de Ferro". Thatcher foi reeleita para um terceiro mandato em 1987, mas sua impopular visão crítica à criação da União Europeia lhe fez perder apoio em seu partido, renunciando aos cargos de primeira-ministra e líder do partido em 1990.

Thatcher tinha um título vitalício de pariato como Baronesa Thatcher de Kesteven, o que lhe garantia um assento na Câmara dos Lordes.

Margaret Hilda Thatcher


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