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quarta-feira, 29 de março de 2017

Pesquisa: 61% dos franceses diz que o Islam é incompatível com sua sociedade




Uma nova pesquisa da Ipsos (empresa do setor de inteligência e pesquisa de mercado) aponta que 61% dos franceses adultos dizem que o islamismo é incompatível com a sociedade francesa, comparado a apenas 17% que dizem o mesmo sobre o judaísmo, e apenas 6% que acreditam que o catolicismo é incompatível com a sociedade francesa.



A Lei Sharia que é aplicada a vestimentas islâmicas são especialmente impopulares na França.

A pesquisa descobriu que 77% por cento dos franceses querem que o burkini seja proibido em público, e 79%  querem que os vestes sejam proibidos nos campi universitários.

A pesquisa também mostrou que os católicos são os principais apoiadores de Le Pen, e que os muçulmanos optam por candidatos de esquerda.  

 
Com informações de Daily Caller, tradução e adaptação por Natan Falbo - Conservadores



https://apoia.se/conservadores

Le Pen diz que a União Européia "vai morrer", e os globalistas serão derrotados


 

Marine Le Pen, candidata a presidência da França disse que a União Europeia vai desaparecer, em seu comício no domingo, dia 26 de março. 

Prometendo proteger a França do globalismo, ela vem impressionando cada vez mais seus apoiadores nessas últimas quadro semanas antes das eleições. 

Aprenda mais sobre o que é Globalismo, lendo Introdução a Nova Ordem Mundial

Impulsionada pela eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e pelo voto da Grã-Bretanha para deixar a UE, a líder do partido da Frente Nacional (FN), eurocéptico e anti-imigrante, disse no comício em Lille que a eleição francesa seria o próximo passo no que ela chamou de uma rebelião global do povo. 

"A União Europeia vai morrer porque as pessoas não a querem mais ... impérios arrogantes e hegemônicos estão destinados a perecer", disse Le Pen a altos elogios e aplausos. 

"Chegou a hora de derrotar os globalistas", disse ela, acusando seus principais rivais, o centrista Emmanuel Macron e Francois Fillon, de "traição" por suas políticas pró-UE e pró-mercado.

Com informações de InforWars, tradução e adptação por Natan Falbo - Conservadores



https://apoia.se/conservadores




terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Conde d'Eu inicia sua viagem ao redor do Mundo


O Conde d'Eu inicia sua viagem ao redor do Mundo no mês de Outubro de 1897 em Paris.

A vida da Família Imperial Brasileira no exílio oscilava entre o Castelo d’Eu na Normandia, afastado das regiões urbanas, e um apartamento em Boulogne-sur-Seine em Paris, onde a Família Imperial passava o inverno em um ambiente cosmopolita e animado.

Em Outubro de 1897 o Conde d’Eu quebra a rotina realizando uma viagem ao redor do Mundo, escrevendo diários. De volta à França Gastão de Orléans publica seus diários em francês contando suas aventuras.

Imagem: O conde d’Eu como um gaúcho, Augusto Amoretty, 1885.


sábado, 15 de outubro de 2016

Guerra da Criméia: A Última Cruzada


Desde o fim do século XVIII, os russos tentavam aumentar a sua influência nos Balcãs. Em 1853, o czar Nicolau I invocou o direito de proteger os lugares santos para os cristãos em Jerusalém, então parte do Império Otomano. Sob esse pretexto, as suas tropas invadiram os principados otomanos do Danúbio (Moldávia e Valáquia, na atual Roménia). O Império Otomano, contando com o apoio do Reino Unido e da França, rejeitou as pretensões do czar, declarando guerra à Rússia. Mediante a declaração de guerra, a frota russa destruiu a frota turca na Batalha de Sinop.

O Reino Unido, sob a rainha Vitória, temia que uma possível queda de Constantinopla diante das tropas russas lhe pudesse retirar o controle estratégico dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, cortando-lhe as comunicações com a Índia. Por outro lado, Napoleão III de França mostrava-se ansioso para mostrar que era o legítimo sucessor de seu tio, Napoleão I. Mediante a derrota naval dos turcos, ambas declararam guerra à Rússia no ano seguinte, seguidos pelo Reino da Sardenha (governado por Vítor Emanuel II e o seu primeiro-ministro Cavour). Em troca, os otomanos permitiriam a entrada de capitais ocidentais na Turquia.

O conflito iniciou-se em março de 1854. Em agosto, o Império Otomano, com o auxílio de seus aliados, já havia expulsado os invasores dos Balcãs. De forma a encerrar definitivamente o conflito, as frotas dos aliados convergiram sobre a península da Criméia, desembarcando tropas a 16 de setembro de 1854, iniciando o bloqueio naval e o cerco terrestre à cidade portuária fortificada de Sebastopol, sede da frota russa no mar Negro. Embora a Rússia tenha sido vencida em batalhas como a de Balaclava e em Inkerman, o conflito arrastou-se com sua recusa em aceitar os termos de paz.

Durante o memorável cerco a Sebastopol, um dos eventos mais lembrados da guerra, a doença cobrou um pesado tributo às tropas britânicas e francesas, tendo se destacado o heroico esforço de Florence Nightingale dirigindo o atendimento hospitalar de campanha. Sebastopol, em ruínas, só cedeu em setembro 1855.

Na imagem abaixo: “Defenda Sebastopol”, óleo sobre tela de Vasily Igorevich Nesterenko, 1967.


sábado, 1 de outubro de 2016

A Guerra Franco-Prussiana


A Guerra Franco-Prussiana foi um conflito armado ocorrido entre 1870 e 1871 pelo controle da Alsácia-Lorena. Travada entre Prússia - com apoio da Confederação da Alemanha do Norte - e a França - comandada por Napoleão III - a guerra foi significativa para a queda do Segundo Império Francês e para a Unificação Alemã, estimulando, ainda, o revanchismo francês, um dos motivos da Primeira Guerra Mundial.

Após as Guerras Napoleônicas e a Guerra da Crimeia, Otto Von Bismarck, chanceler prussiano, iniciou um processo de unificação dos Estados Germânicos sobre a liderança da Prússia. Após a Guerra dos Ducados e a Guerra Austro-Prussiana, contra Dinamarca e Áustria respectivamente, restavam apenas os Estados do Sul para serem unificados. Bismarck chegou a conclusão de que o melhor meio para isso seria uma guerra contra a França, estimulando assim um nacionalismo alemão nos Estados sulistas.

Após uma crise envolvendo a sucessão do trono espanhol, na qual o principal candidato era prussiano - o que gerou um grande protesto francês - os franceses, através de Napoleão III, começaram a mandar cartas para o monarca prussiano Guilherme I, atacando o crescimento da Prússia. Bismarck, se aproveitando de uma carta escrita por Guilherme I, alterou o seu conteúdo, insultando o monarca francês e dando, assim, início à guerra.

A Prússia, contando com o apoio dos Estados Germânicos do Sul e com a presença do estrategista Helmuth von Moltke como chefe do Estado-Maior, avançou para dentro do território francês. Em contraste com a ineficácia da mobilização de tropas francesa, a ofensiva alemã foi extremamente eficiente, conseguindo expulsar as tropas francesas da Alsácia. Napoleão III em pessoa, passou, então, a liderar um exército destinado à libertação do general francês François Achille Bazaine, cercado em Metz. Todavia, acabou também cercado pelos alemães, na batalha de Sedan, que decidiu o conflito.

Capturado e desacreditado aos olhos franceses, Napoleão III deixou de ser Imperador. Um novo governo francês surgiu, estabeleceu a república e viu a sua capital, Paris, cercada e sitiada. O principal líder do novo governo, Léon Gambetta, fugiu de Paris em um balão rumo ao interior, de onde tentou reorganizar o exército. Surgiram 36 divisões, todas fracassadas. Em 28 de janeiro de 1871 ocorreu a capitulação oficial de Paris. Thiers, um político francês, assumiu como líder do executivo e solicitou, junto à Bismarck, um armistício. O acordo foi assinado em 26 de fevereiro e gerou revolta da população, que depôs Thiers e estabeleceu a Comuna de Paris.

Quanto à situação dos Estados Germânicos, a vitória em Sedan estimulou o nacionalismo no sul da Alemanha e os estados de Hesse, Baden, Baviera e Württemberg entraram na Confederação. A Unificação Alemã estava, finalmente, completa.




domingo, 28 de agosto de 2016

1 dia após a libertação de Paris, o General Charles de Gaulle descia pelo Champs Élysées


26 de Agosto de 1944.

Neste dia, apenas 1 dia após a libertação de Paris, o General Charles de Gaulle descia pelo Champs Élysées na primeira parada da vitória na capital francesa após 4 anos de ocupação alemã.

A parada começou no Arco do Triunfo, mas poucos minutos depois alguns snipers alemães abriram fogo contra a multidão que se aglomerava na região.

Apesar do perigo, o General de Gaulle seguiu em frente, descendo calmamente o Champs Élysées até a Place de la Concorde.

Apesar da libertação, ainda haviam alguns pequenos focos de resistência alemã na cidade, com os snipers ceifando muitas vidas civis e militares.

O General Charles de Gaulle descendo o Champs Élysées, ignorando completamente os snipers alemães que ainda estavam ativos em Paris.

O General Charles de Gaulle descendo o Champs Élysées, ignorando completamente os snipers alemães que ainda estavam ativos em Paris.

O General Charles de Gaulle descendo o Champs Élysées, ignorando completamente os snipers alemães que ainda estavam ativos em Paris.

Parisienses procurando abrigo na Place de la Concorde diante do ataque de snipers alemães durante a parada do General Charles de Gaulle.

Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/



A Marselhesa


O Hino da França, uma das canções mais famosas em todo o mundo (senão a mais famosa, e não, não estamos considerando música do Justin Bieber como canção na contagem), não conquistou sua fama à toa: é a síntese da Era das Revoluções e do próprio conceito da Sociedade Ocidental Contemporânea, em que "todo o poder emana do povo".

Pois bem, acho que todos nós sabemos o que foi a Revolução Francesa e a magnitude do impacto deste evento na História Mundial, não sabemos? Caso não conheça, recomendo dar uma olhada na Wikipédia sobre, porque a Wikipédia é melhor que nada. Pois bem, essa canção é a voz do povo francês nesta revolução (a mais radical do mundo à época), que no ano de sua composição, 1792, encontrava-se à beira do colapso total: com a Monarquia de Luís XVI dando um último suspiro, os revolucionários divididos entre matar, exilar ou coroar novamente o Rei e as Guerras Revolucionárias Francesas se iniciando, algo precisava reacender a esperança dos franceses nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

Neste contexto, na parte oriental da França, o prefeito da cidade de Estrasburgo, alguns dias após a declaração de guerra dos franceses aos austríacos, dentro dos esforços de guerra, pede ao oficial e músico Claude-Joseph Rouget de Lisle para que componha uma canção de motivação aos soldados franceses, para animar a frente revolucionária ante os infantes dos Habsburgo. Entre a noite do dia 25 de abril e o dia 26 do mesmo mês, ficou pronta a música que se tornaria o hino francês em poucos anos, o "Canto de Guerra para o Exército do Reno".

Tudo bem, mais uma canção de rebeldia entre tantas outras. Mas o que diferencia o "Canto de Guerra" a ponto dele vir a se tornar o símbolo da Revolução Francesa? Ele era a tradução do espírito francês daquele tempo: a defesa de uma pátria unida em torno de seu próprio povo, não em torno de um monarca divinamente coroado, a defesa da democracia e dos direitos à população enquanto uma instituição primária que rege toda a sociedade, e no contexto de uma guerra (tanto em termos bélicos quanto ideológicos) pela consolidação desses ideais, o que resume a Revolução Francesa.

O canto passou a ser conhecido como "A Marselhesa" pois foi levado a Paris durante a convocação das tropas revolucionárias francesas de todos os cantos do país. Como os marselheses tinham conhecido a canção, foram do Sul à capital, cortando o país, cantando a "Marselhesa" para motivar suas fileiras. Seis dias depois de sua chegada a Paris, na tomada do Palácio das Tulherias, foi cantada a canção, já popular entre os parisienses como "La Marseillaise".


IMAGEM= "Rouget de L'Isle Cantando La Marseillaise", por Isidore Pils (que não foi contemporâneo de Rouget de Lisle).



quarta-feira, 8 de junho de 2016

O reinado mais curto da história


A 2 de agosto de 1830, na França, duas abdicações reais, intercaladas por cerca de vinte minutos de lágrimas e confusão, resultaram no que ficou conhecido como o mais breve reinado da História.

Quando estoura a Revolução Francesa de Julho de 1830 (nos dias 27, 28 e 29 deste mês) em Paris, contrária às políticas opressivas de Carlos X (que havia dissolvido o parlamento e suprimido a liberdade de imprensa nas "Quatro Leis de Julho"), este monarca é forçado, por uma delegação enviada pelos revolucionários ao Palácio das Tulherias, a abdicar do trono (a contragosto) em favor de seu filho, Luís Antônio, Duque de Angoulême.

Aí inicia-se o rápido e atribulado reinado de Luís XIX de França, o penúltimo da dinastia dos Bourbon franceses. Diz-se que os vinte minutos que se passaram até Luís XIX assinar sua própria abdicação em favor do sobrinho Henrique, Conde de Chambord, foram marcados pelos apelos de sua esposa (filha de Luís XVI e Maria Antonieta, os reis da França que foram guilhotinados no início da Revolução Francesa de 1789, sabe quais?) para que ele não abdicasse - o que era praticamente impossível, já que até a Guarda Nacional Francesa havia aderido à revolução que pretendia destituir os Bourbon do poder - e pelo choro de Carlos X, já com seus 72 anos, transtornado com a situação.

Foi um reinado apenas "de jure" (expressão latina pra "pela lei", "pelo direito" ou seja, só ocorreu no papel) e há controvérsias quanto a chamá-lo um reinado de verdade. Luís XIX de França e Navarra seria sucedido pelo supracitado Conde de Chambord, ou Henrique V, que "reinaria" por sete dias até ser substituído no trono por seu regente, que se tornaria Luís Filipe I de França, "o Rei Burguês", e daria início ao reinado chamado pelos historiadores como "Monarquia de Julho", que duraria até 1848.

Luís foi também o 28º e último "Delfim de França", título concedido ao herdeiro aparente do trono francês, que é substituído por Luís Filipe I pelo título de "Príncipe Real".

        IMAGEM= Pintura francesa de Luís Antônio, Duque de Angoulême, autor desconhecido.




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