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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Kremlin: Ataque à Síria é um estrago considerável nas relações entre EUA e Rússia




Interfax, uma agência russa de notícias, divulgou nesta sexta-feira 07 de abril, declarações do governo russo sobre o ataque dos Estados Unidos contra uma base aérea na Síria.  O Kremlin, se pronunciou sobre o ataqueagressão à soberania de um Estado que viola leis internacionais”.
 

O governo russo, segundo a nota, nega que o exército da Síria tenha armas químicas. Estas estariam nas mãos dos rebeldes que se opõem ao governo do presidente Bashar al-Assad
O Kremlin deu sua versão da história, que o governo de Assad bombardeou por acidente um depósito de armas químicas de propriedade dos rebeldes, o que teria provocado vazamento do gás. 

Ainda segundo a Interfax, o governo russo afirmou que o ataque desta sexta-feira à Síria “é estrago considerável nas relações entre EUA e Rússia”. 

Interfax news


Com informações de Interfax, tradução e adaptação Natan Falbo - Conservadores

https://apoia.se/conservadores

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Polônia acusa Rússia de causar a queda do avião que matou ex presidênte anti-Rússia





Os promotores polacos disseram na segunda-feira, 03 de abril,  que iriam acusar dois controladores de tráfego aéreo russos de contribuir deliberadamente para um acidente de avião em 2010 que matou o presidente da Polónia e outras 95 pessoas.

O acidente perto de Smolensk no oeste da Rússia matou o presidente polaco Lech Kaczynski e sua esposa, bem como o chefe do banco central, comandantes do exército e vários legisladores.

Um inquérito do governo polonês anterior atestou que foi falha do piloto da aeronave, mas o Partido Lei e Justiça (
Prawo i Sprawiedliwość) liderado pelo irmão gêmeo de Kaczynski. Jaroslaw, disse que o acidente pode ter sido causado por uma explosão a bordo.

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Os promotores disseram que uma nova análise das gravações das conversas entre os pilotos e os controladores russos justificava as acusações.

"Uma análise das evidências ... permitiu que os promotores formulassem novas acusações contra os controladores de tráfego aéreo, cidadãos da Federação Russa", disse o promotor-geral polonês, Marek Pasionek, em entrevista coletiva.


Referindo-se às acusações, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a mídia, nesta segunda-feira que as circunstâncias da tragédia já foram cuidadosamente estudadas e "certamente não é possível concordar com tais conclusões".

A Rússia até agora se recusou a devolver os destroços do jato à Polônia.

As acusações dos promotores polacos, que o
Partido Lei e Justiça trouxe, são susceptíveis de agravar as relações com Moscou - já tensas sobre o conflito na Ucrânia - e aumentar as tensões dentro da sociedade polonesa. 

Polônia e Rússia não tem uma boa relação diplomática desde o fim da União Soviética. O ex presidente Lech Kaczynski possuía fortes posições anti-Rússia.  

O relatório do governo polonês anterior indicou que os controladores de tráfego Smolensk involuntariamente contribuíram para o acidente, acusações de que Moscou tinha considerado como falso. Um relatório russo sobre o acidente coloca a culpa diretamente nos poloneses.

Os promotores polacos disseram que uma reabertura dos caixões das vítimas, que havia sido selados na Rússia, revelou que em dois casos os restos estavam nos caixões errados e em cinco caixões havia fragmentos de outros corpos.


Mas muitos poloneses ficaram chocados com imagens de vídeo mostrando os trabalhadores russos empurrando grandes partes dos destroços com escavadeiras, cortando cabos e jogando sem cuidado peças menores em um monte em um caminhão.

O acidente aconteceu quando os pilotos tentaram pousar um TU-154 fabricado pelos soviéticos em um aeroporto raramente usado perto de Smolensk para participar de comemorações de 22 mil policiais executados lá pela polícia secreta soviética em 1940 em Katyn.


 
Com informações de Reuters, tradução e adaptação por Natan Falbo - Conservadores



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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A tortura em Orcha, Rússia


Orcha, Rússia, 1918. Depois de inúmeras torturas, um oficial do exército polonês é pendurado em uma árvore e empalado vivo por soldados do exército vermelho. Vê-se na foto, uma estaca introduzida no ânus da vítima. Dois anos depois, Lênin envia tropas soviéticas para invadir a Polônia, sofrendo uma flagorosa derrota do patriótico exército polonês. A propaganda comunista não surtiu efeito entre os poloneses, que viam na expansão do bolchevismo, não somente como o terror em massa, como também a perda da soberania tão buscada contra o domínio do Império Russo. Em 1939, a Polônia seria o palco das piores atrocidades totalitárias: esmagada pelos nazistas a oeste, e pelos russos, a leste, sentirá o extermínio de uma boa parte de sua população civil e, depois da guerra, as amarras da tirania soviética, só desbaratada, a partir dos anos 80.





sábado, 15 de outubro de 2016

Guerra da Criméia: A Última Cruzada


Desde o fim do século XVIII, os russos tentavam aumentar a sua influência nos Balcãs. Em 1853, o czar Nicolau I invocou o direito de proteger os lugares santos para os cristãos em Jerusalém, então parte do Império Otomano. Sob esse pretexto, as suas tropas invadiram os principados otomanos do Danúbio (Moldávia e Valáquia, na atual Roménia). O Império Otomano, contando com o apoio do Reino Unido e da França, rejeitou as pretensões do czar, declarando guerra à Rússia. Mediante a declaração de guerra, a frota russa destruiu a frota turca na Batalha de Sinop.

O Reino Unido, sob a rainha Vitória, temia que uma possível queda de Constantinopla diante das tropas russas lhe pudesse retirar o controle estratégico dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, cortando-lhe as comunicações com a Índia. Por outro lado, Napoleão III de França mostrava-se ansioso para mostrar que era o legítimo sucessor de seu tio, Napoleão I. Mediante a derrota naval dos turcos, ambas declararam guerra à Rússia no ano seguinte, seguidos pelo Reino da Sardenha (governado por Vítor Emanuel II e o seu primeiro-ministro Cavour). Em troca, os otomanos permitiriam a entrada de capitais ocidentais na Turquia.

O conflito iniciou-se em março de 1854. Em agosto, o Império Otomano, com o auxílio de seus aliados, já havia expulsado os invasores dos Balcãs. De forma a encerrar definitivamente o conflito, as frotas dos aliados convergiram sobre a península da Criméia, desembarcando tropas a 16 de setembro de 1854, iniciando o bloqueio naval e o cerco terrestre à cidade portuária fortificada de Sebastopol, sede da frota russa no mar Negro. Embora a Rússia tenha sido vencida em batalhas como a de Balaclava e em Inkerman, o conflito arrastou-se com sua recusa em aceitar os termos de paz.

Durante o memorável cerco a Sebastopol, um dos eventos mais lembrados da guerra, a doença cobrou um pesado tributo às tropas britânicas e francesas, tendo se destacado o heroico esforço de Florence Nightingale dirigindo o atendimento hospitalar de campanha. Sebastopol, em ruínas, só cedeu em setembro 1855.

Na imagem abaixo: “Defenda Sebastopol”, óleo sobre tela de Vasily Igorevich Nesterenko, 1967.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Guerra Russo-Japonesa


A Guerra Russo-Japonesa foi o conflito armado que ocorreu entre o Império do Japão e o Império Russo, que estavam disputando certos territórios da Coreia e da Manchúria, no período datado de 1904 a 1905. O que realmente aconteceu é que os dois países tinham uma grande intenção de conquistar territórios tanto na Coreia quanto a região conhecida como Manchúria (uma vasta região do leste da Ásia que atualmente inclui o nordeste da China), e foi justamente essa disputa, e procura pela dominação que gerou o conflito.

[5/8 22:15] Lucas Dias: A guerra aconteceu no nordeste asiático da Rússia e fez com que o regime politico do Czar Nicolau II da Rússia fosse extremamente abalado devido a uma série de revoltas, em 1905, envolvendo operários, camponeses, marinheiros e soldados do exército. Houve vários protestos, várias greves contra o regime absolutista do Czar em várias regiões da Rússia, alguns lideres socialistas procuravam até mesmo organizar os trabalhadores em certos conselhos (denominados sovietes), nos quais debatiam as decisões a serem tomadas e seguidas pelo país no ramo da politica.

Houve várias tentativas de acordos diplomáticos para tudo ser resolvido da melhor maneira possível, porém tudo foi em vão. Os Japoneses tomaram posse do Porto Arthur, enfrentaram e confrontaram os Russos, além é claro de derrota-los também. E essa foi a primeira vez na História que um país Europeu foi derrotado por uma nação asiática

Esse confronto, para os Japoneses, é lembrado com bons olhos. Além de serem os vitoriosos, houve uma grande comoção por parte dos Japoneses, afinal, nenhuma outra nação Europeia havia sido derrotada por uma nação Asiática. Além disso o Japão era uma país que já tinha uma certa tradicionalidade militar, tinha um exército muito forte, e uma bela marinha (que apesar de ser formados por barcos de pequeno porte, eles tinham uma grande mobilidade dentro do mar, e principalmente tinha um grande poder de fogo). Foi dessa maneira que os Japoneses conseguiram derrotar os Russos e os impor uma derrota considerada por muitos como humilhante. Essa guerra inclusive, é citada por muitos estudiosos como o grande marco da soberania Japonesa. Foi com essa vitoria que todos começaram a olhar o Japão com “novos olhos”. Com ela que todas as nações (europeias ou não) viram o Japão como uma grande potência imperialista.

No outro extremo temos a Rússia, que além de amargar essa derrota teve que admitir a fraqueza do regime Czarista, pela queda desse regime e posteriormente pela Revolução de 1917.




1º de Agosto do ano de 1914 - A Alemanha declara guerra à Rússia


Na metade do ano de 1914, as declarações de guerra estão à toda no Velho Continente. No dia 1º de Agosto, o Império Alemão, aliado do Império Austro-Húngaro, declararia guerra ao Império Russo, aliado da Sérvia. Estes dois países lutariam no front oriental até o ano de 1917, na Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial.

IMAGEM= "Soldado francês preparando sua correspondência" escrevendo numa mesa de madeira, na comuna francesa de Soissons, no ano de 1917.


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