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quinta-feira, 6 de abril de 2017

O Massacre da Fossa Ardeatine


24 de Março de 1944.

Neste dia decorria o Massacre da Fossa Ardeatine.

A fossa Ardeatine era um conjunto natural de grutas e cavernas na região de Roma, tendo sido no passado utilizado como pedreira para as grandes construções da Roma antiga.

As forças alemãs na Itália em 1944, país cuja metade sul estava sob o domínio aliado e a metade norte sob o domínio nazista, viviam sob constantes ataques dos rebeldes partisans.

E no dia 23 de Março, uma coluna formada pela 11ª Companhia alemã, pertencente ao 3º Batalhão do Regimento de Polícia das SS "Bozen", foram atacados numa emboscada enquanto se deslocavam por uma estreita rua em direção à Piazza di Spagna, em Roma.

O ataque foi conduzido por 16 rebeldes italianos, que fizeram explodir uma bomba, atacando os soldados em seguida com tiros de fuzil e pistola, resultando na morte de cerca de 28 soldados das SS.
O chefe de segurança de Roma, o SS Obersturmbannführer Herbert Kappler, visitou o local e, impressionado pela cena, ordenou imediatamente que fossem tomadas medidas de retaliação.
Iniciou a criação de uma lista de nomes de italianos que deveriam ser mortos e, na tarde do dia seguinte tinha listado 271 civis, muitos deles presos políticos, para além de 57 judeus.

Na tarde do dia 24 de Março foram colocados em caminhões e levados para a fossa Ardeatine, sob a supervisão dos oficiais das SS Erich Priebke e Karl Hass.

Eram levados para o interior das grutas em grupos de 5 e os soldados, muitos deles bêbados para cumprirem as ordens de execução mais facilmente, matavam as vítimas com tiros na nuca.

Para que os corpos coubessem melhor na gruta, as vítimas eram obrigadas a deitarem-se sobre os corpos dos mortos na leva anterior.

Após a execução das 335 vítimas, engenheiros militares alemães detonaram explosivos na entrada, soterrando-a parcialmente.

Os corpos foram encontrados e identificados após a guerra, com o local tendo sido transformado num Cemitério e num Monumento Nacional aberto à visitação pública.








Fonte - Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts



sábado, 15 de outubro de 2016

31 de Outubro de 475 - A posse do último Imperador Romano


Num dia de 31 de Outubro muito distante dos nossos tempos atuais, seria "empossado do cargo" por seu pai, o último soberano do Império Romano, Flávio Rómulo Augusto, ainda um adolescente.

Chegou ao trono com um Império instável em mãos, constantemente assediado por inimigos a Norte, mas que ainda assim resistia. Odoacro, o líder dos chamados "bárbaros" que viria a depor Flávio Rómulo, lhe perdoaria a vida por ser ainda muito jovem, e lhe daria uma quantia em peças de ouro para viver, como um homem livre com sua família. Seu curto reinado duraria menos de um ano - a 4 de Setembro de 476 ele seria deposto do poder -, e o fim deste marca o fim oficial da Idade Antiga e início da Idade Média. Coincidentemente, Rómulo é também o nome do fundador e primeiro Rei de Roma, mas isto não é uma grande coincidência, visto que "Rômulo" era, na época e no local, um equivalente a "João" ou "José".

A águia altiva, que uma vez imperara sobre todo o mundo conhecido, agora, chorava em luto pelo derradeiro rastro de sua grandeza perdida no tempo...




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