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quinta-feira, 30 de março de 2017

Adam Smith é considerado o pai da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico


Adam Smith ( Kirkcaldy, 5 de junho de 1723 — Edimburgo, 17 de Julho de 1790) foi um filósofo e economista britânico nascido na Escócia. Teve como cenário para a sua vida o atribulado século das Luzes, o século XVIII.

É o pai da economia moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Autor de "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", a sua obra mais conhecida, e que continua sendo usada como referência para gerações de economistas, na qual procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos inclusive (e não apenas exclusivamente) pelo seu próprio interesse (self-interest), promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica.

Adam Smith ilustrou bem seu pensamento ao afirmar "não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu "auto-interesse".

Assim acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental. A competição livre entre os diversos fornecedores levaria não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, no afã de baratear o custo de produção e vencer os competidores.

Ele analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar a economia. Uma frase de Adam Smith se tornou famosa: "Assim, o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse (self-interest), é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade." Como resultado da atuação dessa "mão invisível", o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir.

Animação que conta a história de Adam Smith e discute a atualidade de seu pensamento. Adam Smith é considerado o pai da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico.

Adam Smith.

Animação que conta a história de Adam Smith e discute a atualidade de seu pensamento. Adam Smith é considerado o pai da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico.




sábado, 24 de dezembro de 2016

12 proposições sobre um entendimento cristão de economia


Infelizmente, muitos cristãos americanos sabem pouco sobre economia. Além disso, muitos cristãos
assumem que a Bíblia não tem absolutamente nada a dizer sobre isso. Mas uma cosmovisão bíblica, na verdade, tem muito a nos ensinar sobre assuntos econômicos. O significado do trabalho, o valor da mãode-obra e outras questões econômicas são todos parte da cosmovisão bíblica. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a cosmovisão cristã não exige ou promove um sistema econômico específico.

Por causa disso, os cristãos devem permitir que os princípios econômicos encontrados na Escritura
moldem nosso pensamento, embora reconhecendo, ao mesmo tempo, que podemos agir à luz desses
princípios em qualquer cenário econômico, cultural ou geracional.

1. Um entendimento econômico cristão tem a glória de Deus como seu maior objetivo. Para os cristãos, toda teoria econômica começa com um objetivo de glorificar a Deus (1 Coríntios 10.31).
Temos uma autoridade econômica transcendente.

2. Um entendimento econômico cristão respeita a dignidade humana.
Não importa o sistema de crenças, aqueles que trabalham manifestam a glória de Deus, quer saibam ou não. As pessoas podem acreditar que estão trabalhando por seus próprios motivos, mas elas estão, na verdade, trabalhando a partir de um impulso pelo que foi colocado em seus corações pelo Criador para a sua glória.

3. Um entendimento econômico cristão respeita a propriedade privada e a posse.
Alguns sistemas econômicos tratam a ideia de propriedade privada como um problema. Mas a Escritura nunca considera a propriedade privada como um problema a ser resolvido (ver, por exemplo, os Dez Mandamentos). A visão da Escritura de propriedade privada implica que este é o galardão pelo trabalho e domínio do indivíduo. O Oitavo e Nono Mandamentos nos ensinam que não temos o direito de violar as recompensas financeiras do diligente.

4. Um entendimento econômico cristão leva plenamente em conta o poder do pecado.
Levar o ensino bíblico sobre os efeitos penetrantes do pecado plenamente em conta significa que
presumimos que coisas ruins acontecem em todos os sistemas econômicos. Um entendimento econômico cristão tenta atenuar os efeitos do pecado.

5. Um entendimento econômico cristão defende e recompensa a retidão.
Todo sistema econômico e de governo vem com incentivos embutidos. Um exemplo disso é o código
tributário americano, que estimula procedimentos econômicos desejados. Se ele funciona ou não é uma questão de interminável recalibragem política. Contudo, na cosmovisão cristã, essa recalibragem deve continuar defendendo e recompensando a retidão.

6. Um entendimento econômico cristão recompensa a iniciativa, o empreendimento e o investimento.
Iniciativa, empreendimento e investimento são três palavras cruciais para o vocabulário econômico e
teológico do cristão. A iniciativa vai além da ação. É o tipo de ação que faz a diferença. O
empreendimento é o trabalho humano feito corporativamente. O investimento é parte do respeito pela
propriedade privada encontrado na Escritura. O investimento, pelo que se constata, é tão antigo quanto o Jardim do Éden. Aquilo que agrega valor é respeitável, e o impulso para agregar esse valor também. Assim, uma teoria econômica cristã culpa
qualquer um que não deseja trabalhar, não respeita a propriedade privada e não recompensa o
investimento.

7. Um entendimento econômico cristão busca recompensar e incentivar a moderação.
Em um mundo caído, dinheiro e investimento podem rapidamente ser distorcidos para fins idólatras. Por esse motivo, a moderação é um item muito importante na cosmovisão cristã. Em um mundo caído, a fartura de um dia pode se transformar em escassez no próximo. A moderação pode ser aquilo que vai possibilitar a sobrevivência em tempos de pobreza.

8. Um entendimento econômico cristão defende a família como a unidade econômica mais básica.
Quando pensamos sobre a teoria econômica embutida no início da Bíblia, o mandato de domínio é central, mas assim é a instituição divina do casamento. O padrão de deixar edividir descrito em Gênesis 2 é fundamental para o nosso entendimento econômico. Adão e Eva foram a primeira unidade econômica. Disto, conclui-se que a família (biblicamente definida) é a mais básica e essencial unidade da economia.

9. Um entendimento econômico cristão deve respeitar a comunidade. A maioria dos pensadores seculares e economistas começam com a comunidade e, então, passam para a família. No entanto, pensar a partir das unidades econômicas maiores para as menores não somente não funciona na teoria, mas também não funciona na prática. Começar com a unidade da família e então
evoluir para a comunidade é uma opção muito mais inteligente. A doutrina da subsidiariedade – que
surgiu a partir da teoria da lei natural – ensina que o significado, verdade e autoridade residem na menor unidade significativa possível. Se a unidade da família é deficiente, governo algum consegue fazer frente às necessidades de seus cidadãos. Quando a família é forte, o governo pode ser pequeno. Quando a família é fraca, contudo, o governo precisa compensar o prejuízo. Ao focar na família, respeitamos e aperfeiçoamos a comunidade.

10. Um entendimento econômico cristão recompensa a generosidade e a mordomia apropriada. Os cristãos que estão comprometidos com a economia do Reino e com o bem da geração seguinte devem
viver com uma perspectiva financeira orientada pelo futuro. Cada um de nós tem a responsabilidade, quer tenhamos muito ou pouco, de entender que nossa generosidade perdura muito além de nossa expectativa de vida. Uma generosidade viva, a qual é tão evidente na Escritura, é essencial para uma cosmovisão econômica cristã.

11. Um entendimento econômico cristão respeita a prioridade da igreja e sua missão. Os cristãos devem abraçar prioridades econômicas que o restante do mundo simplesmente não vai entender. Eles devem investir em igrejas, seminários e missões internacionais. Esses são compromissos financeiros cristãos distintivos. Nosso compromisso financeiro último não é para conosco mesmos ou nossos investimentos particulares, mas para o Reino de Cristo. Assim, os cristãos deviam sempre estar prontos a experimentar reviravoltas em suas prioridades e esquemas econômicos, pois as questões urgentes do reino podem intervir a qualquer momento.

12. Um entendimento econômico cristão foca no juízo e promessa escatológicos. A vida e suas riquezas não podem proporcionar a alegria última. A cosmovisão cristã nos lembra que
devemos viver com a ideia de que prestaremos contas ao Senhor pela administração de nossos recursos. Ao mesmo tempo, os cristãos devem olhar para a promessa escatológica dos Novos Céus e Nova Terra como nossa esperança econômica derradeira. Devemos juntar tesouros no céu, não na terra.


Autor: Albert Mohler - Fonte: Site do autor - Tradução: Leonardo Bruno Galdino

Via: Política Reformada


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A verdade sobre a PEC 241


A PEC 241 diz o seguinte:
- Os gastos serão controlados por 20 anos a partir de 2017, com o teto de correção pela inflação do ano anterior. Atenção: é teto, ou seja, os gastos de um ano só podem crescer até o limite da inflação do ano anterior. Em 2017 a correção será de 7,2% (inflação de 2016). Desenhando: em 2017 os gastos crescerão 7,2% sobre 2016. Não haverá congelamento.
- Dentro de 10 anos haverá uma revisão. É provável que esse ponto seja negociado para 5 anos.
- A Saúde terá regra própria em 2017: 15% da receita corrente líquida, o que significa R$ 113,7 bilhões, 10 bilhões a mais do que era previsto. A partir de 2018 passa a seguir a mesma regra dos demais setores.
- A Educação também terá regra própria: 18% da arrecadação de impostos. Em 2018 passa a seguir a mesma regra dos outros setores.
- E se precisar de mais dinheiro para Saúde ou Educação, será possível remanejar de outras áreas.
- Quem bater no teto não poderá elevar despesas como salários dos servidores, abrir concursos públicos, etc.

Resumo: não haverá congelamento, o que haverá será o crescimento seguindo a inflação, e com o tempo algumas revisões serão feitas. Esse terror que está sendo disseminado pelas mídias sociais e imprensa só tem um objetivo: fazer que o governo Temer seja o vilão.
Não dá pra sair de uma crise financeira sem medidas duras, sem dor. E a culpa da dor não é de quem está tentando corrigir, mas de quem colocou o país nessa situação."

QUAL O BENEFÍCIO ENTÃO?
Se o governo não corta gastos e fica deixando os gastos crescerem e depois aumenta impostos, o setor produtivo fica com a conta através de tributação, taxas, impostos enfim!
Daí, pegam seu dinheiro e fogem do Brasil como o capeta da cruz. Interrompem suas atividades e desempregam pessoas, que vão depender do sus e da educação, aumentando gastos, impostos e fugindo com mais investidores do Brasil, aumentando os desempregados e reduzindo a arrecadação...
Se não fosse aprovada essa PEC nenhum investidor colocaria dinheiro aqui... E nunca sairíamos da crise!

É muita gente que não entende de Economia e Política, que escutam as mesmas pessoas que colocaram o País nesta situação e agora ficam berrando que tudo é golpe, ficam falando besteiras que escutam de outros que acham que antes estava melhor (lógico eles estavam mamando nas tetas e para eles estava melhor mesmo), agora vamos deixar e ver o que de bom vai acontecer ou não, é lógico, quando PT, PSOL, REDE, PC do B, e outros clubes do nariz vermelho dizem que é retrocesso, tenha certeza, vai ser melhor para você!




sexta-feira, 29 de julho de 2016

Adapte-se... ou corra para debaixo da saia do Estado


Em meu primeiro artigo aqui no Conservadorismo do Brasil, quero analisar uma reportagem feita pelo G1 sobre o Uber e seus impactos em São Paulo. Esta matéria é um prato cheio para nós por vários motivos. Explico:

Quando os entrevistados são os usuários, os relatos são positivos - o transporte ficou mais barato, mais confortável, mais seguro e se torna de fato uma opção viável ao próprio carro. 93% dos passageiros aprovam o Uber, que se popularizou na cidade inteira.

A pesquisa também mostrou que um quarto dos paulistanos já pegou um Uber, e 93% deles avaliaram o serviço como ótimo ou bom. Gente que antes nem pensava em pegar táxi para não gastar muito, hoje vai para cima e para baixo de “motorista particular”.
Aqui pode-se extrair um paralelismo interessante. Lula e Dilma vivem bradando aos quatro ventos que seus governos permitiram que "o pobre andasse de avião". É possível que, em um futuro não tão distante, Haddad use como trunfo o "no meu governo, pobre anda de motorista particular". Ora, o que permitiu o acesso a ambos os serviços, antes considerados de elite? Foi o governo, ou foi a abertura do mercado e a redução de preços e aumento da qualidade causados pela concorrência?

Além disso, com os aplicativos inundando as ruas de carros, os motoristas precisarão dirigir cada vez mais horas para conseguir lucrar com a atividade. [...] O primeiro impacto da chegada da Uber foi tirar os taxistas do ponto morto. Se antes para ter passageiros bastava rodar ou esperar no ponto, hoje eles dão desconto e abrem mão de taxa de retorno de 50% sobre a corrida para outros municípios na tentativa de chegar a um preço próximo do praticado pelo aplicativo.
Mais um impacto positivo da concorrência, e talvez o motivo principal que leva taxistas a protestar e até mesmo agredir motoristas do Uber. A concorrência e o livre mercado destroem monopólios estabelecidos, remove os piores prestadores de serviços e nivela por cima - ao contrário das pesadas regulamentações estatais, que protegem os maus trabalhadores.

Especialistas em mobilidade afirmam que toda concorrência é boa e que a chegada da Uber trouxe mudanças importantes para o transporte. Porém, quando uma empresa passa a eliminar os demais e dominar o mercado, o cliente perde. Com cerca de US$ 15,3 bilhões em caixa, a Uber pode reduzir cada vez mais a tarifa, a taxa que cobra dos motoristas e caminhar para o monopólio do setor.

“Fiquei exclusivamente no Uber por um ano e oito meses e hoje uso dois aplicativos. O Cabify paga incentivo, e eu recebo R$ 1,2 mil se ficar 60 horas conectado por semana e concluir 30 corridas” - motorista não identificado
Ora, os táxis não monopolizaram o transporte particular pago por décadas? Não existem, hoje mesmo, concorrentes do Uber a ponto da própria reportagem compará-los em termos de preços e benefícios? E a disputa pela mão de obra não tende a elevar seu valor? Pelo visto o G1 se esqueceu de convidar especialistas em economia (que não seja um lunático socialista) para traçar o mesmo cenário que já foi demonstrado milhares de vezes ao longo da História (volto nisso mais tarde). Veja, a própria reportagem reconhece que motoristas e usuários podem sair ganhando com o Uber e seus concorrentes - mas faz um alerta estranho, como se tarifas mais baixas e um serviço de qualidade fossem um pesadelo comparado ao cenário de preços tabelados e serviço porco atuais.
“Não é uma realidade auspiciosa para o motorista de táxi. São empregos que vão virar pó. [...] Se os consumidores não ganhassem, eles não estavam usando  - Sérgio Ejzenberg, consultor de transporte

Os motoristas que hoje reclamam da "ameaça sombria" do Uber sobre seus empregos têm a opção de se adaptar, seja se unindo ao maldito inimigo, ou buscando melhorar os seus próprios serviços. Aliás, os mesmos devem se lembrar que, tempos atrás, o transporte era feito por charretes, e antes delas outros meios quaisquer. O próprio emprego deles de hoje se deve a uma evolução tecnológica, e todos se beneficiam.

A célebre frase diz "adapte-se ou morra". Aqui no Brasil, mudaram a célebre citação.

Por Eduardo Maia



quinta-feira, 21 de julho de 2016

História econômica brasileira


O problema incorporado na economia brasileira está ligado a diversos fatores, causas históricas e contemporâneas diretas. Distúrbios políticos, desorganizações e estruturas estagnantes, fazem parte de característica econômica administrativa, além de coeficientes internos e externos em práticas de baixos investimentos nas próprias baixas empresariais. Neste rápido prólogo, venho a dizer de antemão de que as formas econômicas do governo Dilma são de caráter essencialmente parcial de toda a história.

(1950) A grande origem inflacionária brasileira está incluída desde o governo de Juscelino Kubitschek (1956 – 1961), em toda aquela utopia em tentar fazer “cinquenta anos em cinco”. Por existir tal intuição de uma suposta forma mágica econômica, o governo de J.K decide imprimir dinheiro de forma completamente desorganizada, dentro dos efeitos de gerar pagamento a mineiros para fazer estradas, prédios da maneira mais rápida possível. O exemplo mais notável faz parte da grande rapidez na construção de Brasília, cujo todos os equipamentos de construções, entre outras coisas essenciais, foram levados de avião. Gerando este grande potencial inflacionário.

(1960) Com a faculdade inflacionária muito forte, acirrando-se com a renúncia de Jânio Quadros (1961) e com o governo João Goulart (1961 – 1964), passa a existir distúrbios políticos muito grandes. Uma desordem econômica e política passam a predominar em todos os setores públicos e privados, com toda a responsabilidade – ainda não cumprida – pela esquerda que tentava tomar o poder.

(1964) Debelada pelo governo militar, mais especificadamente a dupla Bulhões e Campos, formam planos de governo como o Instrumento de correção Monetária, a fim de manter a ordem já destruída pela esquerda e Goulart tempos anteriores. O plano deu certo e logo após veio Delfim Neto e o Brasil obteve um crescimento de 11 – 12%. Este sucesso, por sua vez, foi ficando menor no governo Ernesto Geisel (1974- 1979) que, apesar de muitos méritos devidos, era um governante altamente estatizante. E por conta desse fator, acabou fazendo com que houvesse um crescimento de instituições públicas – e crescimento de pessoas dentro dessas instituições.

(1985) Quando se chegam à democratização no governo de José Sarney (1985 - 1990), a população e o próprio estado acabam obtendo uma visão errônea do que se compreende como democracia. Neste contexto, entendem de que a democratização visa atender qualquer reivindicação feita pela sociedade, criando uma espécie desorganização total no estado e, associado aos problemas de indexação, geraram juntas uma hiperinflação. Neste período, todo mundo tinha uma intuição de que poderia transferir/transportar seus preços aos preços da inflação passada. Resultado: Aumento desordenado da taxa de inflação (em um determinado mês, houve cerca de 70% da taxa inflacionária).

(1992) Após Fernando Collor de Mello ter sofrido o Impeachment pelo Senado, assume inteiramente Itamar Franco (1992 – 1994), no qual Fernando Henrique Cardoso era Ministro da Fazenda, e debelama hiperinflação de uma maneira muito inteligente. Com a equipe de economistas, visaram dar um golpe total na indexação, criando-se a URV – uma moeda não manual. Com a URV, em conceito bem simples, um Dólar que não é Dólar, todos tinham a inflação corrigida na sua remuneração. Ou seja, ninguém, naquele tempo, percebia que tinha inflação, afinal ela era igual para todos. Ótimo.

(1995) Não obstante, a segunda parte da conta não foi resolvida, isto é, desde o governo J.K, o estado brasileiro acredita que é possível produzir atividade econômica a partir de dinheiro falso. Nisso, quando entra FHC (1995 – 2003), sua atividade consiste em trocar o financiamento da inflação, gerando empréstimos e aumentando a carga do endividamento tributário público. Para pagar estas dívidas, o governo coleta todos os recursos do mercado financeiro para ele próprio. Não tendo dinheiro disponível para distribuir aos empresários (pessoas físicas) e jurídicas, não há dinheiro. Nisso, acontece uma redução muito grande na dita FBPK (Formação Bruta de Capital Fixo) que consiste em um dos critérios que os economistas utilizam para julgar se a economia cresce ou não.

Baixo investimento se deu em baixas nas empresas. Eles apenas estavam trabalhando para pagar suas contas correntes. A taxa tributária, quando somada mais ao juro, faz-se a transferência dos recursos das pessoas que trabalham, para um setor que finge que trabalha: Estado.

(2003) Na chegada do governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003 – 2011), existia uma intuição praticamente generalizada no pensamento brasileiro, de que Lula iria quebrar contratos, abolir a propriedade privada e fazer a revolução assim tão benevolente prometida. Gerando, no entanto, uma surpresa. Lula não havia cumprido absolutamente nada daquilo que propôs em todas as suas campanhas – desde as primeiras cujo veio a perder. Acontece que o movimento revolucionário percebe desde 1931 – dado as demonstrações por Ludwig Von Mises – de que não existe outra economia a não ser o próprio capitalismo. Logo, é evidente de que as ações correspondentes no governo Lula, foram determinadas na busca de crescimento para favorecer a futura revolução que ali se implantava – deve-se, a partir de agora, compreender a economia brasileira a partir da estratégia do Foro de São Paulo.

Os problemas que ali aconteceram, se deram pela fomentação na alta estatização nas partes públicas e meramente privadas, assim refletindo nas áreas de impostos e tributos. Em oito anos de governo, a expansão média do PIB – antes 2,3% no governo FHC – a média foi um pouco maior atingindo o ponto de 3,5%. Porém, a economia ligada aos meios estatizantes, não quer dizer de que a economia local estava na mesma, isto é, a própria população. Ademais, o crescimento populacional permaneceu desregulado com o crescimento econômico (que por sua vez deveria ter alcançado 12%), gerando enfim futuros problemas no governo Dilma. Ainda nesses oito anos, houve aquilo que os economistas chamam de “Fuga de Capitais”, florescendo tais resultados no câmbio em que o dólar disparou para quase quatro. Consequentemente, o IPCA, por causa da disparada do câmbio, fechando o ano de 2002 em 12,5%.

Na surpresa do governo Lula, nomeando a cargos econômicos liberais ortodoxos e indivíduos que podem ser considerados conservadores, evidencia que a forma de governo neoliberal – já irei catalogar de maneira rápida – estava enfim se mostrando. Liberalismo não tendo nada haver com Neoliberalismo. É preciso recordar de que a formação Liberal se trata de uma vertente que surge no século 18 e que veio passando por economistas geniais e, que tal intuito é deixar as pessoas em paz para produzirem atividade econômica. Já o Neoliberalismo, cujo intuito é resgatar a Ação Humana apenas privatizando as companhias, nos mostra de que a diferença dessas duas palavras não é apenas o “neo”. Os governos socialistas encontram então, no Neolibaralismo, uma forma de parecerem menos esquerdistas visando à economia para estatizarem a cultura e as relações humanas, criando novas formas de escravizar o empresário com tributos. Visto esses conceitos, vemos, portanto que o governo Lula esteve apenas fazendo um disfarce econômico para fortalecer-se em outras áreas.

Por fim, além do endividamento recorde e dos investimentos errôneos das indústrias, tivemos também uma disparada nos preços da gasolina e da energia elétrica, grande queda na renda real das pessoas, pedaladas fiscais e desarranjo nas contas do governo, perda do grau de investimento, e uma disparada ainda mais intensa do dólar, o que está causando uma carestia generalizada.

 (2011) Tudo isso acima se agravando ainda mais no governo de Dilma Rousseff (2011 – 2016). Não há como pensarmos de que foi somente ela que destruiu nosso país em termos econômicos. Existe uma história inteira atrás que não podemos ignorar. Fenômenos da hiperinflação, inflação generalizada, dívidas públicas internas e externas, aumento das taxas, tributos e impostos, foram apenas as medidas econômicas que acabaram por agravar e aproximar o Brasil naquilo que compreendemos como Crise.

Assim como já afirmado por diversos liberais economistas, e o próprio professor Peter St. Onge, os estímulos gerados pelo Estado não produzem absolutamente nada. Afinal isso reflete nas consequências de produzir dinheiro, no intuito de fazer rodá-lo – algo que não acontece – gerando por si uma inflação. Para ajudar as grandes empresas a adquirir estes agora mais caros insumos, e simultaneamente para ajudá-las em seus projetos de investimento, Dilma libera o BNDES para lhes emprestar dinheiro público a rodo, tudo a juros subsidiados.  E como o BNDES não tem todo esse dinheiro, ela acaba por deferir ao STN para arrecadar mais dinheiro emitindo títulos da dívida, fazendo com que a dívida bruta do país chegasse a R$ 2,823 trilhões em dezembro de 2012.

Por conta desses “mínimos” fatores econômicos, a Petrobrás acabou produzindo cada vez mais para ajudar em dívidas, e produzindo cada vez menos para lucrar.

Enxergamos através desse resumo da história econômica brasileira que não podemos dar ao Estado um poder que, naturalmente, não é ele que pode conceber e controlar. É impossível controlar a economia.

Nota:
- Em determinados anos/meses, houve pequenos crescimentos econômicos, mas nenhum deles por medidas excepcionalmente tomadas por algum governante. No mais, cada crescimento foi gerado de forma espontânea por fatores do poder de compra de cada indivíduo em que determinado mês/ano, obteve por sua vez altas nas produções e meios de produção. Quando as compras começam a acontecer de forma categórica, as produções aumentam e consequentemente rodando a economia. Quando o dinheiro fica parado e sem utilização, é formidável chegar à conclusão de que a economia estará voltada para a estagnação.


Por: Lucas Emmanuel Plaça




quinta-feira, 7 de julho de 2016

Temer anuncia meta fiscal nesta quinta e a saída é elevar os Impostos


O presidente interino da República, Michel Temer, deverá anunciar na tarde desta quinta-feira (7) a meta fiscal (economia que o governo promete fazer para pagar a dívida pública) da União para 2017, que lhe será entregue, por volta do meio-dia, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no Palácio do Planalto.

A informação foi dada hoje (6) à noite pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), um dos participantes da reunião de Temer com a equipe econômica e parlamentares da Comissão de Orçamento do Congresso para tratar do assunto, e que não chegou a uma decisão. Segundo o senador,  a intenção de Temer é que o valor seja publicado no próximo sábado (9) e aprovado  na próxima semana pelo Congresso.


Nesta quinta-feira, a equipe econômica vai se reunir com Fagundes, relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, para detalhar os números da meta fiscal. De acordo com o senador, a única hipótese em análise pelo Planalto de aumentar impostos diz respeito aos que não dependem de apoio do Congresso, como a CID (combustíveis),  IOF (operações financeiras) e PIS/Coffins (empresas).

Participaram da reunião de hoje no Planalto os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Dyogo Oliveira e da Casa Civil, Eliseu Padilha, além de integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso e os líderes governistas no Congresso.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Governo Temer prevê déficit de R$ 170,5 bilhões em 2016


O governo interino do presidente Michel Temer trabalha com estimativa de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para 2016. A projeção supera o déficit de R$ 96,7 bilhões informado em fevereiro pela equipe econômica da presidenta afastada Dilma Rousseff.

O Congresso Nacional, agora, precisa autorizar que o país encerre as contas com déficit. Caso a aprovação não ocorra até 30 de maio, o país terá de fazer contingenciamento que pode comprometer o funcionamento da máquina pública.

A meta fiscal vigente no momento para o governo federal é superávit de R$ 24 bilhões. Incluindo estados e municípios, sobe a superávit para R$ 30,55 bilhões.

Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, deram a informação há pouco em coletiva de imprensa.

Ontem (19), Jucá havia informado que a nova meta só seria anunciada na segunda-feira (23), mas o governo adiantou a informação.

Hoje, por lei, tem de ocorrer a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento bimestral de publicação obrigatória, até o dia 22 de cada mês.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Refutando alguns mitos sobre a Privatização.


Diante das discussões que tem surgido nos últimos dias a respeito da privatização, uma das pautas que talvez sejam abordadas pelo governo Temer, vimos a necessidade de trazer neste post alguns esclarecimentos e fatos a respeito desta politica tao controversa e repleta de debates ideológicos em todos os confins das redes sociais e das rodas de debate politico brasil afora.


1 - Venderam o que é nosso ! 

  Um dos argumentos mais comuns que vemos por ai e o de que estão vendendo o que e nosso. Diante deste argumento eu fico me perguntando : onde esta minha gasolina grátis ? Aah o petróleo e nosso ! A Petrobras e o orgulho nacional, não podemos vende-la !




Levemos em consideração que a transformação de matéria prima em riqueza se da pelo trabalho e pelo comercio. O trabalho se da no ato de extrair e transformar o que antes não tinha valor. O comercio e a compensação pelo trabalho e esforço empregados no processo. Ter tanta riqueza e não tirar beneficio e como ser um artista de talento e cantar no banheiro. Se não trabalhar, aperfeiçoar e se posicionar no mercado e vender shows e CDs, não serve para nada.

A Vale teve um salto na mineração de ferro de 100 milhões de toneladas enquanto estatal, para 300 milhões de toneladas nos primeiros anos de privatização. Em 2005, pagou 2 bilhões de reais em impostos, o triplo de seu lucro quando estatal. Pagou 10 bilhões em 2011, mais 5,5 bilhões em salários, alem de aumentar o fluxo de dólares para dentro do pais com o aumento da produção. A vale, sozinha, investe mais de 30 bilhões de reais, contra menos de 1 bilhão enquanto estatal. O governo, ao esconder nossas riquezas por tantos anos, de fato nos roubou, roubou tempo.

Obviamente a coisa não funciona desse jeito. O petróleo, assim como os recursos naturais em geral, pertencem a união, ao governo. Poderíamos nos, afirmar com propriedade que o governo, envolto em corrupção e esquemas escusos, e nosso ?  Traçando um histórico de nossas estatais, vemos com clareza que as mesmas foram criadas em regimes ditatoriais ou por ex-ditadores, em sua maioria. Como e o caso da nossa querida Petrobras, Vale,CSN, COBRA, Telebras, entre outras. Ora, se as estatais são nossas, porque foram criadas majoritariamente por pessoas que sequer foram eleitas por nos ?

Bom, concluindo que as estatais de fato não nos pertencem, e quanto aos recursos naturais ?Ferro ? ouro ? Nióbio ? Petróleo ?  Ah eles estão sob o nosso solo, nos pertencem, e só ir la e pegar. Errado. Todos estes recursos, apesar de estarem la e possuírem valor no mercado internacional, não valem absolutamente nada debaixo da terra sem ser extraído, beneficiado,tratado, etc...  Qual a vantagem em se ter um tesouro sob o chão e miséria em cima dele ?

2 - Quanto valia a Vale ?  

Outra ladainha que se ouve demais por ai e a de que vendemos nossas empresas a preço de banana. A Vale, por exemplo, foi vendida para a iniciativa privada por cerca de 3,4 bilhões, hoje, vale em torno de 200 bilhões. Revoltante, se visto de forma superficial, mas realmente ultrajante se visto mais de perto.

Primeiro fato : Não se compara o preço da companhia hoje com o valor de quanto foi vendida. A companhia valia em 1997, sob a perspectiva mais otimista, cerca de 10 bilhões de dólares. Lembrando que a venda do controle acionário foi acompanhada da transferência da sufocante divida de 4 bilhões de dólares que a empresa possuía, ora, 6 bilhões ainda parece pouco ? A inflação acumulada entre 1997 e 2016 foi de 186,44% , o que equivale a cerca de 18 bilhões de reais atualmente, dos cerca de 28 bilhões que a companhia valia.

E sobre a capacidade produtiva e as reservas da empresa ? A Vale tinha o lucro pífio de cerca de 800 milhões  de reais ao ano. Hoje, ja privatizada, a empresa gera lucro 50 vezes maior que o lucro enquanto estatal. O ferro, principal fonte de receita da empresa, valia menos de30%do que vale hoje.

Concluímos, portanto, que não só a Vale valia pouco, como foi vendida acima do seu valor de mercado.

E quanto as demais empresas estatais ? A Embraer não gerava lucro, gerava deficit.

A Telebras não possuía qualquer estrutura. CSN era produtivamente irrelevante, e outras como COBRA, Goiasfertil, Fosfertil, Ultrafertil, tinham tanta relevância, economicamente falando, que a maioria das pessoas provavelmente sequer ouviu falar. a Telebras foi vendida a época, por 22 bilhões de reais, sem contar as licenças de operação vendidas a outras operadoras, o que gerou mais cerca de 50 bilhões de reais.

A Eletropaulo e outras companhias de distribuição elétrica foram vendidas por cerca de 22 bilhões de dólares.

3 - Estou desempregado, culpa dos "entreguistas".

Outro argumento muito disseminado por fanáticos, apegados, nacional-desenvolvimentistas, entre outros, e o de que desestatizar gera desempregos. Procede ? Procede.

 A curto prazo, as empresas que lucram, em raros casos em que não são deficitárias, com material sucateado, atolada em dividas e sem perspectiva, precisa de cortes de pessoal não apenas pelos motivos acima, mas também pelos famosos "cabides de emprego", que assolam praticamente TODAS as nossas estatais.A baixa produtividade das empresas pela falta de investimentos em tecnologia e desenvolvimento, aliada a tradicional ineficiência de pessoas acomodadas demais, contentes por ter passado em concurso publico e com estabilidade garantida, resulta invariavelmente em ineficiência operacional, baixa qualidade de serviços e deficit orçamentário.

No setor privado não existe estabilidade garantida. Ou você trabalha duro, produz, e mostra a que veio, ou tchau. O desenvolvimento por si só, também gera desemprego. Se uma maquina operada por um único funcionário faz o trabalho de 10, então não ha porque ter 10.

No fim das contas, qual o saldo deixado por governos privatizadores ? A Vale, hoje, emprega mais de 120 mil funcionários. As siderúrgicas mineiras, do vale do aço, apos 6 mil demissões  , empregam hoje 46 mil pessoas. A CSN emprega hoje 19 mil pessoas. A Embraer, apos demitir 4 mil dos 13 mil funcionários que possuía, hoje emprega 17 mil pessoas. Isto em uma analise rasa, falando apenas em empregos diretos em estatais.

Ha porem , de se levar em conta os milhares de empregos indiretos gerados no setor privado em decorrência do avanço e do aumento de produção nos diversos ramos explorados pelas estatais. A venda da Telebras, por exemplo, abriu a corrida das operadoras, gerando mais competitividade, melhora significativa dos serviços de telecomunicações alem de criação de dezenas de milhares de postos de trabalho diretos e indiretos. A expansão do setor siderúrgico impulsionou ramos como construção civil e automobilístico, como temos notado nas ultimas décadas. Tudo gracas a quebra do monopólio exercido anteriormente pela Petrobras.

Mau caratismo não e privatizar. Mau caratismo de verdade e ser contra a privatização para não perder seu emprego ou ter que trabalhar de verdade, em detrimento dos interesses e benefícios de toda a nação.


4 - Do desenvolvimento tecnológico e qualidade dos serviços.

A queda na qualidade dos serviços e o aumento dos preços e um argumento constante em qualquer debate a respeito da privatização. Os defensores mais ferrenhos do sistema estatal, costumam utilizar o seguinte argumento : As estatais cobram um preço X. As empresas privadas cobram este preço, adicionado de sua margem de lucro. Ate que ponto isto e verdade?



O investimento estrangeiro direto coincide com a modernização e as desestatizações.

A rede ferroviária nacional, foi fundada em 1957 e privatizada em 1996. De la pra cá, o volume de cargas transportadas mais que dobrou, os acidentes caíram 80%.

No mesmo período o setor saltou de um prejuízo anual de 4 bilhões de reais para um lucro de 2 bilhões. Entre 1997 e 2011 foram investidos mais de 30 bilhões em expansão e manutenção da malha ferroviária.

Este e um setor que ainda tem muito a crescer nos próximos anos, visto que hoje o transporte ferroviário no pais ainda esta muito abaixo de países com a mesma extensão territorial. Ainda assim , o gráfico abaixo demonstra o crescimento desta modalidade de transporte pós privatização. Observe:


Ao mesmo tempo, podemos verificar os investimentos feitos neste setor ao longo dos anos. O gráfico a seguir mostra investimentos públicos e privados, alem de um total médio. Observe:



O setor ferroviário no Brasil, infelizmente e erroneamente, ainda se destina a transportes de cargas a curtas distancias. As mercadorias transportadas também diferem da predominância em outros países.

Nos EUA, por exemplo, a maior parte da produção automobilística do pais e transportada sobre trilhos, enquanto no Brasil predomina o transporte de commodities e sub produtos da mineração, com menor valor agregado.
Leia mais sobre o setor ferroviário pós privatização aqui.

Bom, falando de outro setor importante, o setor de energia, por exemplo, e, em sua maioria controlado pelo governo. Tal fato, apos anos de ingerência e sem modernização suficiente desde o regime militar, resultou nos famosos "apagões" no inicio dos anos 2000. De la pra cá, a concessão e venda de setores de produção energética reduziu praticamente a zero este tipo de problema. Tais acontecimentos se deram em sua maioria devido essencialmente a problemas de infraestrutura, o que teve fim com as concessões, visto que não era de interessa das concessionarias que seu produto não chegasse ao consumidor final.

Nos últimos anos, temos visto novo intervencionismo do governo no setor, com subsídios (grana fácil) e reduções teatrais nas tarifas de energia, nos trazendo uma conta mais cara depois. Com isso temos vivido mais próximos do retorno das crises energéticas que pareciam estar superadas.

As empresas de telefonia móvel, alem disso, ainda fornecem serviços de internet a mais de 50% dos brasileiros atualmente. Realmente não tem como dizer que não melhorou, mas poderia estar muitíssimo melhor se não fosse um órgão chamado ANATEL, o regulamentador ligado ao governo e que complica nossas vidas, querendo inclusive atacar o direito do consumidor ao limitar a internet banda larga no pais. Devemos ver capítulos conturbados a respeito do assunto nos próximos meses, certamente.

O caso mais interessante, no entanto, e o das telecomunicações. Foi um negocio realmente mal feito?

Talvez. substituímos um monopólio por um oligopólio. Bom negocio ?Teoricamente não, mas poderíamos dizer, menos pior. A Telebras costumava cobrar uma pequena fortuna pelas linhas telefônicas, alem de demorar muito para instalar, sem contar que o serviço era de péssima qualidade, e ainda assim, as linhas telefônicas eram consideradas patrimônio e eram comercializadas como se comercializa um automóvel.

De la pra cá, porem, a melhora do sistema e incomensurável. em 2002 o pais contava com pouco mais de 1,7 milhões de linhas telefônicas, atualmente beiramos os 300 milhões. Ou seja, mais de uma linha por habitante. Alias, isto apenas levando em conta as linhas moveis, sem contar as linhas fixas que passaram a ser minoria entre os usuários. Enquanto a inflação acumulada entre 2005 e 2011 foi de 35%, a tarifa telefônica subiu em media 8%.

No que se refere as riquezas geradas pelas telecomunicações, também podemos notar avanços consideráveis, como pode ser verificado no gráfico:




Participação percentual da receita dos serviços de telecomunicações sobre o PIB.
 

5 - O que podemos concluir ?

De fato não ha como discutir privatizações sem o tal maniqueísmo imposto pelos apaixonados e idolatradores ideológicos. A batalha do bem e do mal e imposta unicamente para mascarar os reais interesses dos bastidores. O balanco final de tudo isso, levando em conta os FATOS e não a paixão, e certamente positivo. Aumento de empregos, maior geração de impostos, melhora na qualidade dos serviços prestados, aumento da competitividade, etc.

E fato que as estatais, ineficientes e administradas sem responsabilidade nos trouxeram e trazem mais prejuízos que vantagens, afinal, não vemos o lucro gerado, mas recebemos todas as contas dos prejuízos, que são pagos por todos, defensores ou não. Acho muito improvável que uma empresa privada teria um rombo de 88 bilhões, colocando-a a beira da falência, sem que ninguém soubesse de nada, sem ninguém ser punido, sem saber pra onde foi o dinheiro e para que finalidade.

De nada nos adianta ter estatais apenas por ter. Mais vale dinheiro na mão, do que a vergonha de possuir empresas ineficientes e deficitárias por mero "orgulho", ter subsolos riquíssimos e não ter educação de qualidade e leitos em hospitais e inaceitável e pouco inteligente.

A realidade e que a maior proeza proporcionada pelo subsolo mais rico do mundo ate agora foi o enriquecimento e sustento dos políticos mais caros e sujos do mundo.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Petrobras antecipa financiamento de US$ 1 bi com banco chinês


A Petrobras informou hoje (9), através de nota oficial, a antecipação de financiamento de US$ 1 bilhão junto ao banco de fomento à importação e exportação da China. Na nota, a estatal informa ter assinado “um Termo de Compromisso com o China Exim Bank (Export-Import Bank of China) contendo os principais termos e condições para um financiamento de US$ 1 bilhão.”

A Petrobras informa, ainda, que “já foi iniciada a negociação do contrato definitivo do financiamento, que representa uma antecipação da captação de recursos prevista para 2017.”

O acordo está relacionado a contratos de fornecimento de equipamentos e serviços, já firmados pela Petrobras com fornecedores chineses, para atendimento aos projetos da companhia previstos no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019.



Segundo a Petrobras, a operação faz parte da estratégia financeira da Petrobras de diversificar suas fontes de financiamento.

Edição: Amauricio Borba


domingo, 8 de maio de 2016

Prefeitura do Rio quer reabrir trecho da ciclovia Tim Maia que desabou


A prefeitura do Rio de Janeiro pretende convencer a Justiça a reabrir um trecho da Ciclovia Tim Maia, disse hoje (7) o prefeito Eduardo Paes. Por causa do desabamento que matou duas pessoas no dia 21 de abril, a Justiça determinou o fechamento completo da pista.

Desde o dia do acidente, a circulação estava impedida entre o trecho que vai da favela do Vidigal ao bairro de São Conrado. Porém, uma decisão da 9º Vara da Fazendo Pública mandou a prefeitura fechar também o início da ciclovia entre o Leblon e o Vidigal.

Em entrevista à imprensa hoje durante inauguração de obras na zona portuária, Eduardo Paes argumentou que não há riscos no trecho que parte do Leblon. “É quase que a calçada da comunidade do Vidigal para chegar no Vidigal. O fechamento prejudica os moradores do Vidigal. Vamos esclarecer isso ao juiz. Ali, de fato, não tem risco”, assegurou.


O prefeito também disse que não pretende demolir a ciclovia, apesar de especialistas terem questionado erros estruturais no projeto e que podem explicar o desabamento.

Paes inaugurou o trecho do projeto de revitalização da Zona Portuária, que vai abrigar a tocha olímpica, além de sediar shows e apresentações culturais.

Edição: Amauricio Borba


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