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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Pacto Anti-Comintern


No dia 25 de Novembro de 1936, seria assinado o Pacto Anti-Comintern entre o Terceiro Império Alemão (mais conhecido como Alemanha Nazista, já que "Reich" designa "Império" ou "Reino", mas na Alemanha de Hitler não existia Imperador ou Rei nenhum) e o Império Japonês, marcando uma das diversas etapas da revolução diplomática alemã na década de 30 do século XX, e o início de uma série de tratados que culminariam em criar a aliança militar conhecida como Eixo (ou Eixo Roma-Berlim-Tóquio). Este pacto buscava a união de diferentes nações mundo afora (geralmente regimes autoritários) com o objetivo de impedir a entrada do comunismo em seus países, ou seja, bloquear a "Comintern", sigla de "Internacional Comunista". Esta organização internacional, fundada por Lenin, buscava a integração dos diversos partidos comunistas de todos os continentes em torno do mesmo objetivo: a queda do capitalismo e a ditadura do proletariado sendo cada vez mais difundida entre os diferentes países.

Adolf Hitler, enquanto declarado anti-comunista e nacionalista exacerbado, comandaria esforços para que o avanço do comunismo pela Europa e demais continentes fosse barrado, assinando inicialmente com o Japão o Pacto, que previa a ajuda mútua para defender os interesses comuns em caso de um ataque da URSS. Um dos empecilhos que os nazistas encontraram foi que a Alemanha era, historicamente, uma aliada chinesa, e o Japão era, também historicamente, o pior inimigo dos chineses, com conflitos recentes (para a época) entre os dois. Numa vitória diplomática, eles imporiam o conceito do nacionalismo e da proteção da pátria contra os comunistas (que preocupavam o Partido Nacionalista Chinês assim como o Império Japonês, e fariam ambas as nações assinar o Pacto Anti-Comintern.

A Alemanha Nazista, em 1939, viria a romper com este tratado, assinando um Pacto de Não-Agressão com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mais conhecido como Pacto Molotov-Ribbentrop. Como poderia assinar um acordo de não agressão com a União Soviética, enquanto com os demais países do mundo fazia tratados para se proteger de um possível ataque soviético? Mas os japoneses compreenderam a política externa alemã: tratando com o Reino Unido para isolar a URSS e com estes para isolar os britânicos,

Adolf Hitler tentava ganhar tempo num possível ataque à França ou à Polônia, visando que a luta em duas frentes não ocorresse: acabaria com as democracias ocidentais antes de enfrentar as garras do urso soviético, ou vice-versa. Assim, o Pacto duraria os cinco anos pelos quais foi proposto, até que no ano de 1941 fosse renovado por mais cinco. Infelizmente para os membros deste acordo, a Alemanha Nazi não duraria mais cinco anos após 1941 para que renovassem a aliança.

IMAGEM= O Pacto Anti-Comintern, fotografado nos arquivos do Ministério das Relações Exteriores do Japão.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

O Seppuku


Esse ritual japonês de suicídio era todo cercado por regras e cerimônias. Os grandes guerreiros que o realizavam se preparavam com banhos de purificação, escreviam poemas e até contavam com testemunhas. O ato visava, na maioria das vezes, reparar a honra do suicida, manchada, por exemplo, por alguma conduta indigna. Em japonês, o termo haraquiri significa algo como "cortar a barriga" e é uma formar vulgar de se referir ao seppuku ("cortar o ventre"), a expressão mais nobre para esse tipo de suicídio. O ritual fazia parte do código de ética dos samurais, grandes guerreiros nipônicos do passado. No chamado período feudal, entre os séculos 12 e 19, o Japão foi governado por grandes proprietários de terras, conhecidos como daimiôs, que costumavam ter um exército particular, composto por samurais. Estes eram muito habilidosos com a espada, virtuosos e só podiam servir a um único daimiô na vida. Assim, não era incomum que, quando um mestre morresse, o samurai resolvesse segui-lo. Um ditado samurai diz: "Perca a honra e a vida também estará perdida. Além da honra, o seppuku era uma maneira de demonstrar a lealdade a seu senhor e acompanhá-lo no além-morte". O ritual podia ser feito no campo de batalha, para evitar a captura pelo exército inimigo, ou de forma mais cerimoniosa, com o suicida se preparando previamente para a morte.

Uma curiosidade, o primeiro ritual de seppuku foi registrado no ano de 1170, quando o samurai Minamoto Tametomo se suicidou atirando-se sobre sua própria espada, após a derrota para um clã rival. Já o último ritual famoso aconteceu em 1970 e foi feito pelo grande escritor japonês Yukio Mishima, três vezes indicado ao prêmio Nobel de literatura.




Os Ronins


Segundo a cultura japonesa, os samurais só obtinham sua honra ao proteger seu senhor, caso falhasse nessa tarefa, eles se submetiam ao ritual do Sepukku, pois para eles, um samurai sem mestre é um samurai sem honra. Porém, haviam casos, que por determinação de seu mestre ou até mesmo por decisão própria, eles não cometiam suicídio que seu código dizia, e acabavam denominados "Ronins". Posteriormente, por conta de suas habilidades, acabam sendo contratados para serviços por dinheiro, apesar de ainda portar em suas espadas, seus símbolos de samurai, e por conta disso acabou-se criando secretamente a irmandade dos ninjas que, no início, era composta apenas por Ronins.



A Guerra Russo-Japonesa


A Guerra Russo-Japonesa foi o conflito armado que ocorreu entre o Império do Japão e o Império Russo, que estavam disputando certos territórios da Coreia e da Manchúria, no período datado de 1904 a 1905. O que realmente aconteceu é que os dois países tinham uma grande intenção de conquistar territórios tanto na Coreia quanto a região conhecida como Manchúria (uma vasta região do leste da Ásia que atualmente inclui o nordeste da China), e foi justamente essa disputa, e procura pela dominação que gerou o conflito.

[5/8 22:15] Lucas Dias: A guerra aconteceu no nordeste asiático da Rússia e fez com que o regime politico do Czar Nicolau II da Rússia fosse extremamente abalado devido a uma série de revoltas, em 1905, envolvendo operários, camponeses, marinheiros e soldados do exército. Houve vários protestos, várias greves contra o regime absolutista do Czar em várias regiões da Rússia, alguns lideres socialistas procuravam até mesmo organizar os trabalhadores em certos conselhos (denominados sovietes), nos quais debatiam as decisões a serem tomadas e seguidas pelo país no ramo da politica.

Houve várias tentativas de acordos diplomáticos para tudo ser resolvido da melhor maneira possível, porém tudo foi em vão. Os Japoneses tomaram posse do Porto Arthur, enfrentaram e confrontaram os Russos, além é claro de derrota-los também. E essa foi a primeira vez na História que um país Europeu foi derrotado por uma nação asiática

Esse confronto, para os Japoneses, é lembrado com bons olhos. Além de serem os vitoriosos, houve uma grande comoção por parte dos Japoneses, afinal, nenhuma outra nação Europeia havia sido derrotada por uma nação Asiática. Além disso o Japão era uma país que já tinha uma certa tradicionalidade militar, tinha um exército muito forte, e uma bela marinha (que apesar de ser formados por barcos de pequeno porte, eles tinham uma grande mobilidade dentro do mar, e principalmente tinha um grande poder de fogo). Foi dessa maneira que os Japoneses conseguiram derrotar os Russos e os impor uma derrota considerada por muitos como humilhante. Essa guerra inclusive, é citada por muitos estudiosos como o grande marco da soberania Japonesa. Foi com essa vitoria que todos começaram a olhar o Japão com “novos olhos”. Com ela que todas as nações (europeias ou não) viram o Japão como uma grande potência imperialista.

No outro extremo temos a Rússia, que além de amargar essa derrota teve que admitir a fraqueza do regime Czarista, pela queda desse regime e posteriormente pela Revolução de 1917.




domingo, 28 de agosto de 2016

Os Samurais


No princípio, os samurais serviram como soldados de milícia e guardiões da casa imperial japonesa. No ano de 1185, quando o mais poderoso dos clãs guerreiros da época estabeleceu um governo militar centralizado, após longos anos de guerras civis, os samurais tomaram efetivamente o poder como elite guerreira. Em 1192, Minamoto Yoritomo, declarou-se xogun (general supremo) dando início ao xogunato (ou bakufu) de Kamakura, o primeiro dos três regimes da era samurai, que iriam dominar a sociedade, a política e a cultura japonesa por longos 700 anos.

Antes, os samurais já tinham grande importância na sociedade japonesa, mas ainda não faziam parte do poder. No início do período Heian (794 a 1192) no Japão, "samurai" ou saburai (vem do verbo Saburau que significa "servir ao senhor") eram aqueles que serviam no palácio da imperatriz e das comcubinas do soberano ou ainda príncipes regentes e ministros da Corte. Já se podia verificar a partir dessa época, a importância dos samurais na hierarquia, ficando acima de criados e servidores comuns. O termo "bushi" (guerreiro), apareceu como sinônimo de samurai pela primeira vez em registros do século 8 e já representava guerreiro adestrado nas artes militares, mas ainda não indicava um funcionário de um senhor feudal como nos anos que sucedem.

O imperador estava no topo da cadeia de vassalagem no Japão. Porém, com o tempo, o trono imperial esvaziou-se de autoridade, ao passo que poderosos clãs de samurais se formaram pelo interior do país. Com a ascensão dos samurais, o imperador tornou-se figura decorativa. Entre 1180 e 1185 aconteceu a Guerra de Genpei, na qual o clã de Minamoto venceu o combate contra as tropas de Taira pelo controle do Japão.

No período kamakura, que vai de 1192 a 1333, os samurais passaram a ser os guardiões do novo regime, desempenhando funções como a cobrança de impostos aos camponeses e atividades militares como a de proteção.

Em 1338, Ashikaga Takauji nomeou-se xogun, tendo início o segundo xogunato conhecido como Ashikaga ou Muromachi. Nessa época, a insatisfação dos lavradores que altercavam a autoridade do governo e a criação do pagamento de diversas taxas, obrigou os samurais a se afastarem da zona rural, e prestarem serviços exclusivamente militares aos chamados Daimyo ou senhores feudais.
As ambições dos senhores feudais afloraram sob o reinado dos xoguns Ashikaga. No século 15 houve uma descentralização no feudalismo japonês, quando os clãs mais poderosos, começaram uma guerra entre si pela supremacia do poder no Japão. Esse período de lutas e conflitos que durou mais de 100 anos é conhecido como Sengoku Jidai, ou a Era dos Estados em Guerra e foi marcado pela revolta dos vassalos em relação aos seus senhores feudais.

A partir daí o feitio moral das batalhas mudou drasticamente. Milhares de samurais cruzaram o país para sitiar castelos. Fazendeiros se viram obrigados a combater como soldados. À medida que foi se alterando a configuração dos conflitos armados, sua postura modificou-se. Os samurais começaram como cavalheirescos guerreiros eqüestres, mas, com a crescente rivalidade entre os clãs, diante de exércitos cada vez maiores, passaram a ser treinados no combate corpo a corpo. As armas de fogo chegaram ao Japão em 1543 na época das navegações, trazidos por portugueses que haviam se desviado da rota para China. Os portugueses iniciaram um próspero comércio com os nipônicos e introduziram entre outras coisas, as armas de fogo. O Japão rapidamente aprendeu a tecnologia e em pouco tempo seus exércitos já estavam equipados com as armas. Em 1549, o cristianismo foi introduzidos por missionários estrangeiros e percebendo a rápida propagação, o xogun proíbe a atividade missionária, banindo o cristianismo e expulsando os portugueses. Em 1640 o Japão praticamente já estava isolado do resto do mundo.

Por volta de 1560 o Japão se encontrava no auge da guerra entre os feudos e nos 40 anos seguintes, o mais poderoso xogun de todos os tempos, Tokugawa Ieyasu, subiria ao poder e imporia a paz aos Daimyo, submetendo-os às suas necessidades e estabelecendo assim, uma unificação ao país. Antes de Ieyasu, dois grandes generais tentaram a unificação, porém nenhum deles conseguiu.
Em 21 de Outubro de 1600, aconteceu a mais famosa e importante batalha do Japão, a de Sekigahara, na qual o general Tokugawa Ieyasu e seu exército derrotaram os clãs rivais. Em 1603, Tokugawa tornou-se xogun e estabeleceu-se o xogunato Tokugawa, marcado por um governo dominador, autocrático e centralista.

Nos 250 anos que se seguiu, muitos samurais viraram aristocratas ociosos, subsidiados pelo Estado, ou, como não havia mais rivais, alguns samurais passaram a se dedicar a outras atividades como filosofia, literatura, caligrafia, cerimônia do chá. Neste último xogunato, os guerreiros samurais eram ao mesmo tempo, administradores públicos e funcionários militares do governo, alem de estarem instalados no topo de um rígido sistema de classes.

Em primeiro, vinha o samurai ou bushi, a classe mais alta. Somente esta podia portar duas espadas. Os samurais nessa época tinham o compromisso de defender o governo do xogun nos períodos turbulentos, em troca, recebiam anualmente uma pensão em arroz, medida em unidades chamadas koku e que eram pagas às custas dos impostos que recaíam sobre a colheita dos membros da segunda classe, os fazendeiros, que chegavam a dar 60% das safras de arroz, aos samurais. Em seguida, os artesãos, terceiro lugar nas classes, davam roupas, espadas, armaduras e saquê. Por último, os comerciantes, marginalizados pela elite, ocupavam o mais baixo estrato. O comportamento de cada classe era ditado por leis.

Ainda no período Tokugawa, os samurais passaram a enfrentar bastantes dificuldades com a pobreza. O custo de vida aumentou, diminuindo assim o valor do estipêndio em arroz a que o guerreiro tinha direito e a classe mercantil ganhava cada vez mais riquezas e poder. Muitos samurais arrumaram emprego como burocratas, professores de artes marciais, policiais e guarda-livros como meio de subsistência. Alguns tiveram até que vender a própria espada para se manterem.
O Japão era até então, um país isolado do mundo desde 1630. Em 1853 o navegador norte-americano Matthew Perry chegou à baía do Japão e exigiu a reabertura dos portos. O xogun percebeu que a abertura dos portos seria inevitável e assinou o tratado firmando pactos comerciais com outros países. Tal atitude foi vista como ato de fraqueza do xogun, provocando rebeliões de diversos clãs samurais, muitos deles contrários a Tokugawa.

Agindo em nome do imperador, há tempos esquecidos, os samurais rebeldes com apoio de comerciantes e fazendeiros insatisfeitos foram à luta contra as forças do xogun Tokugawa e o expulsaram do poder. O governo Meiji, nomeado pelo jovem imperador e composto de muitos samurais instruídos, impulsionou O Japão para um rápido processo de modernização, junto com o Ocidente. Em Janeiro de 1868 foi anunciada a restauração Meiji. As classes sociais foram logo abolidas, dessa forma, os samurais perderam seus privilégios como a remuneração por estipêndio e foram proibidos de usar as duas espadas.

Alguns samurais que haviam ajudado o imperador a chegar ao poder, se sentiram traídos, pois estes acreditavam que seria reinstalado um governo baseado na classe guerreira.
As habilidades militares dos samurais já haviam decaído e eram suplantados em riquezas por muitos comerciantes. Até que no fim dos anos 1860, as forças leais ao imperador, incluindo samurais descontentes, "derrubaram" a outrora indômita classe guerreira.

Muitos samurais se recusaram a se render e ao invés disso, cometeram o seppuku ou harakiri. Aos poucos, os próprios guerreiros perceberam que uma mudança de cunho-político-social seria necessária e aceitaram o sacrifício da extinção de sua classe. Alguns deles voltaram para o campo e outros foram para o comércio, indústria, funcionalismo público, policial e até forças armadas. Mas até hoje eles habitam o psiquismo japonês.





quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O pronunciamento de Harry Truman, antes da segunda bomba atômica ser lançada em Nagasaki


8 de Agosto de 1945.

Neste dia o Presidente dos EUA, Harry Truman, fazia um novo pronunciamento no rádio, pedindo aos japoneses que aceitassem a rendição incondicional ou, caso contrário, seriam alvo de novos ataques nucleares.

A Fat Man, a segunda bomba atômica norte-americana, armada com uma carga de 6,2 quilos de plutônio, estava pronta para ser lançada sobre o Japão.

O pedido público de Truman, o segundo desde o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, no dia 6 de Agosto, foi mais uma vez ignorado pelo governo japonês.

A bancada militar do governo japonês acreditava que mesmo com as cidades sendo atacadas e destruídas por bombas atômicas, os soldados seriam capazes de resistir à uma eventual invasão anfíbia aliada.

Harry Truman

Fat Man, a segunda bomba atômica norte-americana, que seria lançada no dia seguinte sobre Nagasaki.

Fonte. Hoje na História da Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts 


A situação do Japão 1 dia após o ataque atômico sobre Hiroshima


7 de Agosto de 1945.

Neste dia, 1 dia após o ataque atômico sobre Hiroshima, este era o estado da frente de combate na Ásia e no Pacífico.

Como podem reparar, neste dia o Japão ainda ocupava grandes extensões territoriais na região, com destaque para grande parte da China, toda a Coréia, o Vietnam, a Tailândia, a Malásia e Singapura.

Nas ilhas principais do Japão entrincheiravam-se cerca de 4,5 milhões de soldados, acompanhados por cerca de 30 milhões de milicianos, com outros 5 milhões de soldados espalhados pelas vastas regiões ainda ocupadas.

Esse mapa serve também para refutar a "teoria" de que uma opção viável para acabar com a guerra seria com o bloqueio marítimo do país, com muitas pessoas tendo sido mal informadas a respeito da real situação militar japonesa em Agosto de 1945.

Muitas pessoas ainda acreditam que nessa época o Japão estava reduzido às suas ilhas principais, o que essa mapa vem mostrar que não era verdade.


Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts 



O último panfleto lançado pelos EUA sobre o Japão, na Segunda Guerra Mundial


7 de Agosto de 1945.

Neste dia, 1 dia após o ataque atômico de Hiroshima, os norte-americanos lançavam milhões de panfletos sobre diversas cidades japonesas.

Os panfletos informavam que a cidade de Hiroshima tinha sido destruída por uma bomba atômica e que outros ataques similares seriam feitos nos dias seguintes.

Indicava que os civis deveriam afastar-se dos centros urbanos e pedia que a população exigisse do seu governo o fim imediato da guerra.

Seria o último panfleto lançado pelos EUA sobre o Japão, algo que vinha sendo feito de forma contínua desde 1944, quando a Força Aérea dos EUA iniciou uma nova e devastadora fase de bombardeios sobre o país.


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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Operação Kikusui IX, os ataques Kamikaze do Japão


3 de Junho de 1945.

Neste dia decorria em Okinawa, no Japão, a Operação Kikusui IX.

As Operações Kikusui consistiram em 10 grandes ataques Kamikaze que, no total, englobaram 1.827 aviões Kamikaze e mais de 3.000 aviões de escolta.

E para a Operação Kikusui IX, que decorreu entre os dias 3 e 7 de Junho de 1945, os japoneses empregaram 367 aviões da Marinha e 71 aviões do exército, dos quais 54 eram Kamikazes.

Não conseguiriam afundar nenhum navio, mas danificariam seriamente 1 couraçado, 1 porta-aviões de escolta e 1 cruzador pesado.

Durante as 10 Operações Kikusui os japoneses perderam um total de 3.067 pilotos e os norte-americanos perderam 4.907 pilotos, marinheiros e oficiais, 4.824 foram feridos, 218 navios foram danificados e 36 navios foram afundados.

Nesta fotografia vemos o porta-aviões Bunker Hill após ter sido atingido por um avião Kamikaze na Operação Kikusui VI, no dia 11 de Maio de 1945. Apesar dos danos extensos, o porta-aviões não foi afundado.


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