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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Genocídio: O Holodomor (1932-1933) Ucraniano


Se o teu professor for de esquerda e adora falar que socialismo é uma maravilha e que o regime militar foi "ditadura". Mas não te conta casos como esse e, nem que os militares salvaram o Brasil desse tipo de gente, pergunte o sobre o Holodomor.

O Holodomor foi o genocídio metódico de milhões de ucranianos pela ditadura socialista da URSS.

Arquitetado pela União Soviética como parte de uma série de ações idealizadas para destruir a nação ucraniana, a cultura e a identidade de seu povo, o Holodomor foi o responsável pela morte de milhões de ucranianos através da FOME. Dados pessimistas apontam para a morte de até 10 milhões de pessoas, vítimas da escassez premeditada de alimentos. O episódio é apenas um exemplo do terror espalhado pelos soviéticos no leste europeu, terror que justifica até hoje o sentimento de aversão à Rússia e ao socialismo presente em vários países da Europa oriental. O Holodomor não é citado nos livros didáticos brasileiro.

Genocídio: O Holodomor (1932-1933) Ucraniano



domingo, 19 de fevereiro de 2017

Holodomor, ou a Grande Fome na Ucrânia (1932 -1933)


O povo ucraniano foi vítima de uma das maiores atrocidades do século XX: o extermínio pela fome, deportações em massa e terror, de 4 a 6 milhões de ucranianos, sem contar algumas outras nacionalidades soviéticas.

Se os judeus tiveram o "holocausto" ou o Shoah, os ucranianos e outros demais povos soviéticos tiveram o holodomor, ou a "morte pela fome", em língua ucraniana. Ao coletivizar a terra dos camponeses, Stalin deportou, pela força, milhões de cidadãos para as fazendas coletivas do Estado, ou os kholkozes.

No entanto, devido aos maus tratos e ao tratamento análogo de escravos com que eram tratados, os camponeses se rebelaram e fugiam das fazendas, além de esconder os grãos dos alimentos, para sua própria sobrevivência, uma vez que o Estado confiscava a maior parte dos cereais.

A mesma crise que matou milhões na Rússia, em 1921, ameaçava se repetir de novo, na coletivização. Todavia, Stalin não estava preocupado com isso. Como os agricultores resistiam ao confisco de seus bens e propriedades rurais, ele simplesmente usou a "arma da fome" para subjugar o campesinato soviético. Grandes extensões da Ucrânia tiveram seus grãos confiscados, e como uma massa de esfomeados fugia para as cidades, o regime comunista fechou as fronteiras das cidades, deixando a população morrer à mingua de fome.

A polícia política soviética, para controlar os passos dos fugitivos da fome no meio rural, impôs um sistema de passaportes, para fiscalizar o direito de ir e vir dos cidadãos. Quem fosse pego sem passaportes, poderia ser deportado para seu local de origem, para os campos de concentração ou então seria fuzilado. Muitas crianças esfomeadas fugiam pra Moscou e eram mandadas de volta para a Ucrânia, para morrerem lá. Stalin ainda decretou uma perversa lei, chamada pelo povo como "lei das espigas": bastava o roubo de alguns grãos de alimentos, para imputar anos de cadeia ao infrator. Ou quando não iam para seu país de origem, alguns camponeses eram mandados para o "gulag" ou como "colono especial" na Sibéria, em condições de vida desumanas. Eram usados como mão de obra da GPU, a então polícia política da época, em regime de trabalhos forçados, onde uma boa parte morria de maus tratos e exaustão.

Camponesas ucranianas maltrapilhas

Corpos abandonados em um cemitério ucraniano, causada pela fome

Os transeuntes indiferentes, enquanto outros agonizam pela fome...

Nem os animais são poupados da penúria...

A morte como espetáculo cotidiano...

Um corpo abandonado em uma carroça. 

Crianças ucranianas famintas...

Cadáver de camponesa ucraniana



segunda-feira, 4 de julho de 2016

A estátua de bronze da menina ucraniana segurando 3 espigas de milho, representa o Holodomor (Morte pela fome)


A estátua de bronze da menina ucraniana segurando 3 espigas de milho, representa o Holodomor (Morte pela fome) que o governo Socialista Soviético cometeu contra o povo ucraniano nos anos de 1932 e 1933...

A simples menção Holodomor simboliza uma faca na alma de qualquer ucraniano. A palavra no idioma local significa “morte por fome” e remete a um dos períodos mais sombrios da história do país. Hoje, a Ucrânia considera que a fome ocorrida em 1932 e 1933 na então República Socialista Soviética Ucraniana foi provocada pela mão dos russos. O número de fatalidades varia entre 2,5 e 7,5 milhões de ucranianos, dependendo de quem faz as contas. As opiniões também divergem sobre o quanto a fome foi um ato premeditado pelas autoridades de Moscou e o quanto a natureza foi responsável por uma colheita fraca.

Estas divergências ainda existem em Kiev e algumas autoridades próximas à Rússia tendem a minimizar a tragédia. Mesmo assim, em novembro de 2006, o presidente Viktor Yushchenko (no poder entre 2005 e 2010) assinou uma lei que considera a fome de 1932-1933 como “genocídio contra o povo ucraniano” e qualifica qualquer negação pública como ilegal. O decreto também estipulou que um memorial do Holodomor deveria ser erguido em Kiev. A decisão governamental foi rapidamente implementada: em novembro de 2008 o Memorial às Vítimas da Fome na Ucrânia foi inaugurado, coincidindo com o 75º aniversário da tragédia.

Está é uma estátua em bronze de uma menina raquítica, guardando cinco espigas de trigo em suas mãos. Seu nome: Memória Triste da Infância.


A fisionomia sofrida e frágil da menina camponesa sublinha a fome passada pelo povo ucraniano.


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