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domingo, 4 de dezembro de 2016

O Chefe da Casa Imperial desembarca no Brasil pela primeira vez


O Chefe da Casa Imperial desembarca no Brasil pela primeira vez no dia 31 de agosto de 1922 em Rio de Janeiro.

O Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Pedro Henrique, com apenas 12 anos de idade, vê, desembarca e pisa pela primeira vez em terras Brasileiras no dia 31 de Agosto de 1922. A bordo do navio Massília ele havia dois dias antes do desembarque perdido seu avô, o Conde d’Eu, era também órfão de pai desde 1920, portanto veio somente acompanhado da sua mãe, a Princesa Maria Pia das Duas Sicílias e do irmão mais novo Dom Luiz Gastão, em outro navio se juntariam à ele mais tarde seu tio o Príncipe-Titular de Orléans e Bragança, Dom Pedro de Alcântara com sua tia e primos.

O momento que tanto sonhara durante sua infância foi marcado com um profundo luto e tristeza.

O Príncipe Dom Pedro Henrique quase não teve infância, como seu bisavô o Imperador Dom Pedro II teve que entrar para vida adulta rapidamente, com muitas responsabilidades que sua posição como chefe da Família Imperial lhe incumbiam.

O jovem Chefe da Casa Imperial e de jure Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil veio ao Brasil a convite das autoridades republicanas para o Centenário da Independência, em suas palavras, “como representante direto de meu trisavô e bisavô, respectivamente Dom Pedro I e Dom Pedro II”.

Imagem: O Príncipe Dom Pedro Henrique como Príncipe Imperial em 1920.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O Príncipe Imperial Dom Luís Maria falece


O Príncipe Imperial Dom Luís Maria falece no dia 26 de março de 1920 em Cannes.

O Príncipe Imperial Dom Luís Maria adquiriu um raríssimo tipo de reumatismo ósseo nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, tendo que ser retirado do campo de batalha em 1915 por estar paralisado.

Nos cinco anos seguintes Dom Luís Maria somente conseguia se locomover por meio de uma cadeira de rodas que ele pedalava para não imobilizar por completo suas articulações. Com sua condição parte da Família Imperial deixa o Palacete em Boulogne-sur-Seine e se muda para Cannes por causa do clima do Mediterrâneo. Passa a residir no modesto Palacete de seus sogros, o Conde e Condessa de Caserta, chamado de Vila Maria Teresa.

Já fraco e com friagem após o inverno de 1920, o Príncipe Imperial falece precocemente de uma congestão pulmonar em 26 de Março de 1920 na Vila Maria Teresa. Quem o sucedeu como Príncipe Imperial do Brasil foi seu filho mais velho, o Príncipe do Grão-Pará, Dom Pedro Henrique, então com apenas onze anos.

Seu corpo foi enterrado no mausoléu da Capela Real de Dreux, repousando junto com seus outros familiares, entre eles o seu irmão mais novo e companheiro Dom Antônio que havia falecido dois anos antes.

Imagem: Dom Luís em sua cadeira de rodas ao lado da Princesa Dona Isabel em Cannes.



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Manifesto de 1913 do Príncipe Imperial vira pauta do Congresso Nacional


O Manifesto de 1913 do Príncipe Imperial vira pauta do Congresso Nacional no mês de Setembro de 1913 em Rio de Janeiro.

O Manifesto de 6 de Agosto de 1913, escrito em Montreux pelo Príncipe Imperial do Brasil, acusando o governo republicano em diversas áreas, entre elas a negligência ao povo miserável dos estados do Norte, enquanto o governo privilegiava os empreendedores do Sul, o sucateamento do Exército, a Justiça descentralizada, as grandes taxas de analfabetismo e a falta de investimento do governo em educação, gerou furor na capital, e consequentemente mal-estar dos parlamentares.

Com isso, o manifesto do Príncipe entrou na pauta do Congresso Nacional Brasileiro, sendo discutido pelos parlamentares. O manifesto e seu resultado mostraram a preocupação da Família Imperial com sua pátria e o respeito que o povo e até as instituições políticas tinham pelos Príncipes exilados.

Imagem: Juramento da Constituição, Aurélio de Figueiredo, 1891. 



domingo, 30 de outubro de 2016

O Príncipe Imperial Dom Luís Maria publica seu segundo manifesto


O Príncipe Imperial Dom Luís Maria publica seu segundo manifesto no dia 6 de agosto de 1913 em Montreux.

O Príncipe Imperial Dom Luís Maria escreveu e enviou ao Diretório Monárquico do Rio de Janeiro um segundo manifesto, desta vez, endereçado a todos os Brasileiros.

No documento Dom Luís Maria trata sobre o grande progresso que país vinha ganhando nos anos finais do Império, exalta a reforma da Capital Federal realizada pelo governo republicano transformando-a em uma das mais belas cidades, porém ressalta os perigos deste governo.

O Príncipe Imperial mostra que a República é contra nossos costumes e tradições e que tem sido injusta com o povo brasileiro, pois negligenciou o Norte, tendo atenções aos estados do Sul devido ao grande esforço industrial, levando a uma luta ineficaz contra as oligarquias que resultou em revoltas sangrentas. O Príncipe ainda acusa a descentralização da Justiça, as despesas enormes do governo, a falta de economia com o dinheiro do contribuinte e retoma os mesmos assuntos tratados pelo seu Manifesto de 1909, fazendo um balanço entre aquela data e esta.

Dom Luís chega a conclusão que o Exército fora sucateado, o povo desinstruído e as instituições nacionais desmoralizadas, ou seja, em 23 anos de República todos os avanços iniciados pelo Império não tiveram continuidade.

O Príncipe retoma o programa da Casa imperial do Brasil: “Monarquia hereditária, sob a forma federativa; Constituição e reorganização de um exército e de uma marinha proporcionais à população do nosso vasto território e às nossas dilatadas costas marítimas, e vias fluviais; luta contra o analfabetismo pela instrução primária obrigatória; justiça unitária e independente; desenvolvimento da Viação; expansão do comércio e da indústria; fomento de imigração e de grandes empresas estrangeiras (ressalvados os direitos dos atuais habitantes do país); delimitação exata das atribuições dos três poderes; enfim, a mais ampla liberdade eleitoral, o respeito dos direitos das minorias, e a formação de partidos sólidos com programas definidos, superiores às subalternas considerações de interesse pessoal.”

Jura sua disposição à Pátria e resume no meio de seu texto o governo vigente: “A República Brasileira tem sido o governo de poucos contra todos e para poucos. Em um país essencialmente democrático como o nosso, a condição do povo não tem merecido a mínima atenção.”

Imagem: “Luís, Príncipe Imperial do Brasil”, Pierre Petit, 1909.



terça-feira, 25 de outubro de 2016

O Príncipe Dom Luís Gastão Antônio de Orléans e Bragança


Nasce o Príncipe Dom Luís Gastão Antônio de Orléans e Bragança no dia 19 de fevereiro de 1911 em Cannes.

O Príncipe Dom Luís Gastão Antônio Maria Filipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Bourbon, segundo varão do Príncipe Imperial Dom Luís Maria e da Princesa Dona Maria Pia das Duas-Sicílias, nasceu em Cannes no modesta Vila Maria Teresa, o palacete de exílio de seus avós maternos o Conde e a Condessa de Caserta.

O Príncipe foi elevado a Príncipe Imperial com o falecimento de sua avó, a Princesa Dona Isabel e a sucessão pelo seu irmão mais velho, Dom Pedro Henrique, como Chefe da Casa imperial Brasileira. Esteve no Brasil durante o Centenário da Independência em 1922 com toda a Família Imperial e realizou outra viagem à Tunísia e à Argélia com seu tio, o Príncipe Carlos das Duas-Sicílias.
Dom Luís Gastão Antônio faleceu com apenas vinte anos de idade em 8 de Setembro de 1931 sem ter se casado ou gerado descendência.

Imagem: Da esquerda para direita - Dom Pedro Henrique, Dom Luís Gastão, Dona Maria Pia e Dona Pia Maria. 


O Príncipe Imperial publica seu primeiro manifesto


O Príncipe Imperial publica seu primeiro manifesto no ano de 1909.

O “Príncipe Perfeito” como foi alcunhado pelo Rei da Bélgica, Príncipe Imperial Dom Luís Maria escreve em 1909 seu primeiro manifesto aos membros do Diretório Monarquista no Rio de Janeiro, pouco tempo após sua elevação à Príncipe Imperial do Brasil e casamento com a Princesa Dona Maria Pia das Duas-Sicílias.

O documento, uma exposição das posições políticas do Príncipe Imperial, tratava da defesa do federalismo, do papel das forças armadas para manter a unidade nacional em um sistema federalista, de uma justiça unitária e independente como um dos maiores vínculos da coesão nacional, de uma educação livre e regulada pelo Estado, assim como da educação familiar. Dom Luís Maria ainda defendeu ainda a expansão da viação férrea para o desenvolvimento das indústrias e do comércio nacional, a união e entendimento da classe operária e da classe proprietária dos bens de produção para dissipar desconfianças, um novo ajuste entre a Igreja Católica e o Estado Brasileiro, mas defendendo também a laicidade dos estabelecimentos públicos. Por fim, o Príncipe Imperial argumentou em favor da restauração do Conselho de Estado, do mandato vitalício dos senadores, do reestabelecimento das ordens honoríficas, da separação dos Poderes, complementando com a proteção da “mais ampla liberdade eleitoral, o respeito do direito das minorias, a formação de partidos sólidos com programas políticos bem definidos, superiores às mesquinhas questões de interesse individual”.

Todas estas diretrizes enviadas como programa do Diretório Monárquico pelo Príncipe Imperial visavam “fazer do Brasil o que já foi, um Brasil onde se consorciem a ordem com a liberdade, o capital com o trabalho, o progresso com a probidade, o respeito ao governo com a inviolabilidade de todos direitos garantidos pela Constituição”.

Imagem: Imagem do Príncipe Imperial do Brasil, Dom Luís Maria.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O Príncipe Dom Pedro de Alcântara casa-se com a Condessa Dobrzensky de Dobrzenicz


O Príncipe Dom Pedro de Alcântara casa-se com a Condessa Dobrzensky de Dobrzenicz no dia 14 de novembro de 1908 em Versalhes.

Após dez dias do casamento do seu irmão, O Príncipe Imperial, e duas semanas de sua renúncia o Príncipe Dom Pedro de Alcântara casa-se, após um noivado de oito anos, com a Condessa Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz em Versalhes, no dia 14 de novembro de 1908.

O casal teve cinco filhos, todos com descendência. A Princesa Dona Isabel, Condessa de Paris por casamento; o Príncipe Dom Pedro de Alcântara Gastão, segundo Príncipe-Titular de Orléans e Bragança casado com a Princesa Dona Maria da Esperança de Bourbon-Duas Sicílias; a Princesa Dona Maria Francisca, Duquesa de Bragança por casamento; o Príncipe Dom João Maria; e a Princesa Dona Teresa Teodora.

O ramo não dinástico de Petrópolis recebeu este nome pelo Príncipe Dom Pedro de Alcântara ter se instalado no Palácio do Grão-Pará em Petrópolis, cidade aonde o Príncipe viria a falecer em 29 de Janeiro de 1940.

Imagem: Dom Pedro de Alcântara e a Condessa Dobrzensky de Dobrzenicz, autor desconhecido, 1908.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Príncipe Dom Luís Maria desafia o Decreto de Banimento


O Príncipe Dom Luís Maria desafia o Decreto de Banimento no mês de Maio de 1907 em Baía Da Guanabara.

O Príncipe do Brasil Dom Luís Maria Felipe desafia o Decreto de Banimento viajando ao Rio de Janeiro em Maio de 1907.

O Príncipe mesmo antes da sua elevação à Príncipe Imperial desenvolvia uma atividade política, social, esportiva e literária muito intensa. Dom Luís já havia escalado o Mont Blanc em 1896, realizado tours ao sul da África, Ásia Central e Índia, publicando sempre livros após suas jornadas, entre eles Dans les Alps (1901), Tour d’Afrique (1902), livros que lhe renderam o ingresso no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e À travers l’Indo-Kush (1906), livro premiado pela Academia Francesa e pela Societé de Geographie de France.

Em 1903 o Príncipe fica noivo de sua prima a Princesa Maria Pia das Duas-Sicilias e em Maio 1907 parte para sua jornada ao Brasil. Ao chegar aqui foi impedido pelas autoridades de desembarcar, porém parcialmente Dom Luís atingiu seu objetivo, causando um grande alvoroço e rebuliço na capital. Sua visita foi amplamente noticiada, milhares de fiéis monarquistas e curiosos foram até o cais para receber o neto de Dom Pedro II.

O Príncipe sensibilizou a sua mãe, a Princesa Dona Isabel, enviando-lhe um telegrama da Baía de Guanabara no dia 13 de maio, comemoração da Lei Áurea. Retornando à França Dom Luís escreveu o livro Sous la Croix-du-Sud (Sob o Cruzeiro do Sul) em 1912 contando sua tentativa de entrar no Brasil, desafiando o governo republicano. O livro foi traduzido para o português pelo Príncipe com o auxílio de Simplício de Mello Resende.

Imagem: “Luís, Príncipe Imperial do Brasil”, Pierre Petit, 1909.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Nasce o Príncipe Dom Luís Maria de Orléans e Bragança


Nasce o Príncipe Dom Luís Maria de Orléans e Bragança no dia 26 de janeiro de 1878 em Palácio Imperial de Petrópolis.

O Príncipe Dom Luís Maria Filipe Pedro de Alcântara Gastão Miguel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança nasceu no Palácio Isabel em Petrópolis em 26 de Janeiro de 1878, segundo filho da Princesa Imperial do Brasil Dona Isabel e do Príncipe Gastão de Orléans, Conde d’Eu.

Dom Luís Maria era tido como um aluno aplicado, brilhante com aptidão às Letras e muito centrado. Acompanhou seus avós, junto com Dom Pedro Augusto, na última viagem que o Imperador Dom Pedro II faria à Europa. O Príncipe, seguindo os passos de seu irmão e de seus primos, ingressou na Academia Militar de Wiener Neustadt do Exército Austro-Húngaro.

O Príncipe muito ativo era praticante de alpinismo tendo escalado o Mont Blanc em 1896, fez ousadas excursões ao sul da África, à Ásia Central e à Índia.

Tornou-se Príncipe Imperial do Brasil com a renúncia de seu irmão em 1908 e logo após casou-se. Como Príncipe Imperial teve sucesso em ações para retomar a campanha da causa monárquica, causando furor inclusive no Congresso Nacional.

O Príncipe era conhecido como “O Príncipe Perfeito” e defendia como ativista o federalismo, o serviço militar obrigatório e uma melhoria na qualidade de vida dos operários. Impedido de lutar no Exército Francês durante a Primeira Guerra Mundial, assim como seu irmão mais novo Antônio, alistou-se em 1914 no Exército Britânico, lutando bravamente até 1915 quando combatendo nas trincheiras de Flandres, Dom Luís contraiu um tipo agressivo de reumatismo ósseo que o deixou em estado grave debilitado e incapaz de andar.

Por sua bravura no campo de batalha O Príncipe Imperial recebeu Medalha Militar do Yser, pelo Rei Alberto I da Bélgica, a Legião de Honra, no grau de cavaleiro e a Cruz de Guerra, pelo governo francês e pelo Reino Unido a British War Medal e a Victory Medal e Star.

Imagem: Príncipe Dom Luis Maria, Carl Pietzner, 1873, acervo do Museu Imperial.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

O nascimento do Príncipe Imperial, Dom Pedro de Alcântara


Nasce o Príncipe Imperial, Dom Pedro de Alcântara no dia 2 de dezembro de 1825 em Palácio Imperial.

O futuro Imperador do Brasil, Dom Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, nasce intitulado desde o nascimento Príncipe imperial do Brasil, sendo filho varão do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Dona Leopoldina.

O Príncipe Imperial nasceu às duas e meia da manhã do dia 2 de Dezembro, sendo batizado na Capela Imperial no dia 9 e reconhecido por mera formalidade ante a Assembleia Geral com solenidades devido a Lei de 26 de agosto de 1826.

Imagem: "retrato de Dom Pedro de Alcântara", Debret, 1826, Museu Histórico e Diplomático do Palácio do Itamaraty.


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