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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Firmeza de princípios


S.A.I.R. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 a 1981, era franco, leal e coerente com os seus princípios. Delicadíssimo no trato com todas as pessoas, era incapaz de ofender a quem quer que fosse. Mas, em matéria de princípios, era inflexível. Suas convicções anticomunistas, nunca teve medo de afirmá-las de público, sem jactância, mas com ufania, mesmo em seus últimos anos de vida, quando passou a ser “politicamente incorreto” ser conservador.

O Príncipe Dom Pedro Henrique, sempre fiel a tais princípios, neles se empenhou em formar sua numerosa prole. E via com satisfação que dois de seus filhos – os Príncipes Dom Luiz (atual Chefe da Casa Imperial do Brasil) e Dom Bertrand (atual Príncipe Imperial do Brasil) – levaram a fidelidade aos mesmos princípios ao ponto de dedicarem o melhor de seus esforços – numa época em que a famigerada Cláusula Pétrea não lhes permitia atuar politicamente em prol da Monarquia – na defesa da Civilização Cristã ameaçada pelo avanço comunista.

Essa posição claramente anticomunista não se chocava, na mente do Príncipe Dom Pedro Henrique, com a imparcialidade política própria de um Monarca e, por extensão, de um Chefe de Casa. Sua Alteza entendia, como também entendem seus filhos, atuais herdeiros do Trono, os Príncipes Dom Luiz, Dom Bertrand e Dom Antonio, bem como já demonstram entender seus netos, herdeiros do porvir monárquico, o Príncipe Dom Rafael e a Princesa Dona Maria Gabriela, que um Monarca Constitucional não precisa esconder as ideias que tem. A imparcialidade política que deve manter não lhe pede tanto.

Todo o Brasil conhecia as convicções abolicionistas do Imperador Dom Pedro II e da Princesa Imperial Dona Isabel, que, obviamente, não violaram a Constituição por terem, nem por deixar saber que tinham, tais convicções. A respeito disso, fala o comunicado que o Círculo Monárquico Isabel, a Redentora, de Porto Alegre (RS), fez publicar no jornal “Zero Hora”, em sua edição de 23 de dezembro de 1988:

“O que se deve esperar de um pretendente ao trono numa monarquia constitucional é que, em matéria política, como em qualquer outra, ele de nenhum modo vá além dos limites que a Constituição estabeleça a seu poder. O que o obrigará, uma vez coroado, a abstenções e silêncios, quiçá dolorosos, mas que a lealdade ao juramento do respeito à Constituição, que era prestado no Brasil sobre os Santos Evangelhos, lhe obriga a respeitar escrupulosamente.”
- Baseado em trecho do livro “Dom Pedro Henrique – O Condestável das Saudades e da Esperança”, do Prof. Armando Alexandre dos Santos.

S.A.I.R. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 a 1981


domingo, 4 de dezembro de 2016

Dom Pedro Henrique é proibido de ingressar nas Forças Armadas


Dom Pedro Henrique é proibido de ingressar nas Forças Armadas em 1925.

O Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Pedro Henrique, com dezesseis anos, em 1925, têm seu pedido de ingressar nas Forças Armadas indeferido.

O mesmo Governo Brasileiro que havia revogado o Decreto do Banimento em 1920 não concedia à Família Imperial Brasileira igualdade perante seus compatriotas. Seguindo o exemplo de outros países europeus que haviam revogado o banimento de suas Famílias Reais e Imperiais, vetava-se a participação dos membros da Casa Imperial do Brasil nas Forças Armadas. A medida fora tomada pelo medo do Governo Federal tinha de que a presença do Chefe da Casa Imperial do Brasil insuflasse, entre os militares, o desejo da restauração monárquica.

Era a segunda vez que a Família Imperial passava por esta situação. Na França o ingresso também havia sido vetado por serem membros da Casa Real de Orléans, tendo seu pai e tios que servirem ao Exército imperial Austro-Húngaro antes da Primeira Guerra Mundial e ao Exército Real Britânico durante a Grande Guerra.

Com isso o Príncipe Dom Pedro Henrique manteve-se residindo na Europa onde ingressou na Universidade de Sorbonne, concluindo os cursos de Ciências Políticas e Sociais em 1932.

Imagem: O Chefe da Casa Imperial Dom Pedro Henrique (segundo da esquerda para direita), com seu primo Dom Pedro Gastão, seu tio Dom Pedro de Alcântara e Henri d’Orléans, Conde de Paris.


O Chefe da Casa Imperial desembarca no Brasil pela primeira vez


O Chefe da Casa Imperial desembarca no Brasil pela primeira vez no dia 31 de agosto de 1922 em Rio de Janeiro.

O Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Pedro Henrique, com apenas 12 anos de idade, vê, desembarca e pisa pela primeira vez em terras Brasileiras no dia 31 de Agosto de 1922. A bordo do navio Massília ele havia dois dias antes do desembarque perdido seu avô, o Conde d’Eu, era também órfão de pai desde 1920, portanto veio somente acompanhado da sua mãe, a Princesa Maria Pia das Duas Sicílias e do irmão mais novo Dom Luiz Gastão, em outro navio se juntariam à ele mais tarde seu tio o Príncipe-Titular de Orléans e Bragança, Dom Pedro de Alcântara com sua tia e primos.

O momento que tanto sonhara durante sua infância foi marcado com um profundo luto e tristeza.

O Príncipe Dom Pedro Henrique quase não teve infância, como seu bisavô o Imperador Dom Pedro II teve que entrar para vida adulta rapidamente, com muitas responsabilidades que sua posição como chefe da Família Imperial lhe incumbiam.

O jovem Chefe da Casa Imperial e de jure Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil veio ao Brasil a convite das autoridades republicanas para o Centenário da Independência, em suas palavras, “como representante direto de meu trisavô e bisavô, respectivamente Dom Pedro I e Dom Pedro II”.

Imagem: O Príncipe Dom Pedro Henrique como Príncipe Imperial em 1920.


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