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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A Mão Pesada do Estado


Dia após dia, o cidadão brasileiro, cansado de tanto sofrer com a mão pesada do Estado, observa com olhos tristes e lacrimosos que o estamento burocrático só aumenta no país. Um crescimento descontrolado e avassalador, o qual ninguém mais consegue parar, seja algum representante da classe política, intelectual, empresarial, etc.

O estamento burocrático está matando a vida de seu pobre povo, que, já cambaleante e ajoelhado perante seu algoz, implora por liberdade. No livro “Os Donos do Poder”, do jurista e sociólogo Raymundo Faoro, podemos observar claramente que o surgimento lento e gradual desse monstro estatal foi ganhando força e tamanho ao longo dos séculos. Ademais com o início do sistema republicano, o processo ganhou uma velocidade descomunal.

Desde 1889, o Estado é comandado por pequenos grupos que visam a seus interesses particulares e, na maioria das vezes, buscam: a) o comando militar total; b) o lento e gradual controle da população brasileira; c) o controle da economia do país, a ponto de que todo o empresariado acabe fazendo parte do esquema imposto pelo Estamento; d) o controle político, e principalmente dos partidos, para desse modo blindar o pequeno grupo que controla o Estado; e e) o controle da cultura,  que é restringida em termos de conteúdo, apenas àquilo que o grupo que domina o Estado aprecia, e que envolve a deterioração da alta cultura em favor da promoção da baixa cultura (funk, etc.),  chegando até aos absurdos da doutrinação ideológica.

Sobre o último aspecto, o processo de destruição da cultura e da alta cultura deu-se de forma muito sucinta – um dos grandes objetivos do estamento burocrático é destruir a cultura para, dessa forma, “matar a alma do povo”.

De 1889 até o presente momento, muitas ideias maléficas tomaram de assalto nosso país, vide o positivismo, que deu asas aos militares a fim de derrubar a Monarquia e acabar com ela (que vinha construindo um país sério e à frente de seu tempo).

Décadas depois, surge o sistema dos coronéis, o qual instaurou no interior do Brasil o controle total da zona rural por um seleto grupo oligárquico, além de aniquilar as liberdades do povo, dentre as quais, a de votar no candidato que ele (povo) quisesse.

Mais tarde o suprassumo do caudilhismo toma o país. Getúlio Vargas, com seu populismo, carisma, arrogância e brutalidade, subjugou o Brasil por 15 longos anos de ditadura, deixando na história brasileira a herança maldita do “Getulismo”, que, infelizmente, ainda pode ser observado em nosso país. Um exemplo notório é a família Sarney,  mistura promíscua de populismo e coronelismo que comanda o Estado do Maranhão há 48 anos.

Em suma, meus caros leitores, termino este texto com a frase profética de Raymundo Faoro: “O governo, para o povo, não é o protetor, o defensor, a guarda vigilante de sua vontade e de seus interesses: mas o explorador, o algoz, o perseguidor. Um comando político ativo e violento submete uma sociedade passiva e atemorizada, vendo no poder a insondável máquina de opressão, incapaz de provocar a confiança”.



Bibliografia:

1. FAORO, Raymundo. Os Donos do Poder.
2. GOMES, Laurentino. 1889 – Como um Imperador Cansado, um Marechal Vaidoso e um Professor Injustiçado Contribuíram para o Fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil.
3. LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, Enxada e Voto.
4. NETO, Lira. Getúlio: 1930-1945 – Do Governo Provisório à Ditadura Do Estado Novo.
5. ECHEVERRIA, Regina. Sarney: a Biografia.

Por: Salomão Campina


domingo, 15 de maio de 2016

Enéas Carneiro: A destruição família, as drogas e o Estado


Ao assistir um vídeo antigo do Enéas Carneiro, falando sobre um futuro com traficantes de cocaína nas portas das escolas . Não tem como eu deixar de me lembrar da escola Edgard de Souza, de Aparecida/SP, onde acontece EXATAMENTE isso e ninguém pode/consegue fazer nada de efetivo contra eles.
Os criminosos, possuindo todo um aparato jurídico ao seu beneficio (réu primário, pensão do INSS, redução de pena, inimputabilidade aos menores de 18, saidinha, visita íntima...) são encorajados pelo estado a delinquir.
Os pais, que na maioria das vezes são pessoas de bem e impotentes, deixam os filhos para estudarem na escola (no Brasil, estudar na escola não é pleonasmo) e oram pra que eles não vão para o mundo das drogas.
Já os policiais, os verdadeiros enxugadores de gelo, remam contra a maré. Não podem ser minimamente rígidos com aqueles destruidores de famílias e, quando conseguem prendê-los, os veem sorrindo ao sair da delegacia e retornando ao seu "ofício" o mais rápido possível.

Aquele futuro que Enéas previa é o presente.
Que o querido Dr. esteja olhando o nosso Brasil lá de cima.

Max Brenner

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