Mostrando postagens com marcador Dom Luís Maria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dom Luís Maria. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O Príncipe Imperial Dom Luís Maria falece


O Príncipe Imperial Dom Luís Maria falece no dia 26 de março de 1920 em Cannes.

O Príncipe Imperial Dom Luís Maria adquiriu um raríssimo tipo de reumatismo ósseo nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, tendo que ser retirado do campo de batalha em 1915 por estar paralisado.

Nos cinco anos seguintes Dom Luís Maria somente conseguia se locomover por meio de uma cadeira de rodas que ele pedalava para não imobilizar por completo suas articulações. Com sua condição parte da Família Imperial deixa o Palacete em Boulogne-sur-Seine e se muda para Cannes por causa do clima do Mediterrâneo. Passa a residir no modesto Palacete de seus sogros, o Conde e Condessa de Caserta, chamado de Vila Maria Teresa.

Já fraco e com friagem após o inverno de 1920, o Príncipe Imperial falece precocemente de uma congestão pulmonar em 26 de Março de 1920 na Vila Maria Teresa. Quem o sucedeu como Príncipe Imperial do Brasil foi seu filho mais velho, o Príncipe do Grão-Pará, Dom Pedro Henrique, então com apenas onze anos.

Seu corpo foi enterrado no mausoléu da Capela Real de Dreux, repousando junto com seus outros familiares, entre eles o seu irmão mais novo e companheiro Dom Antônio que havia falecido dois anos antes.

Imagem: Dom Luís em sua cadeira de rodas ao lado da Princesa Dona Isabel em Cannes.



domingo, 30 de outubro de 2016

O Príncipe Imperial Dom Luís Maria publica seu segundo manifesto


O Príncipe Imperial Dom Luís Maria publica seu segundo manifesto no dia 6 de agosto de 1913 em Montreux.

O Príncipe Imperial Dom Luís Maria escreveu e enviou ao Diretório Monárquico do Rio de Janeiro um segundo manifesto, desta vez, endereçado a todos os Brasileiros.

No documento Dom Luís Maria trata sobre o grande progresso que país vinha ganhando nos anos finais do Império, exalta a reforma da Capital Federal realizada pelo governo republicano transformando-a em uma das mais belas cidades, porém ressalta os perigos deste governo.

O Príncipe Imperial mostra que a República é contra nossos costumes e tradições e que tem sido injusta com o povo brasileiro, pois negligenciou o Norte, tendo atenções aos estados do Sul devido ao grande esforço industrial, levando a uma luta ineficaz contra as oligarquias que resultou em revoltas sangrentas. O Príncipe ainda acusa a descentralização da Justiça, as despesas enormes do governo, a falta de economia com o dinheiro do contribuinte e retoma os mesmos assuntos tratados pelo seu Manifesto de 1909, fazendo um balanço entre aquela data e esta.

Dom Luís chega a conclusão que o Exército fora sucateado, o povo desinstruído e as instituições nacionais desmoralizadas, ou seja, em 23 anos de República todos os avanços iniciados pelo Império não tiveram continuidade.

O Príncipe retoma o programa da Casa imperial do Brasil: “Monarquia hereditária, sob a forma federativa; Constituição e reorganização de um exército e de uma marinha proporcionais à população do nosso vasto território e às nossas dilatadas costas marítimas, e vias fluviais; luta contra o analfabetismo pela instrução primária obrigatória; justiça unitária e independente; desenvolvimento da Viação; expansão do comércio e da indústria; fomento de imigração e de grandes empresas estrangeiras (ressalvados os direitos dos atuais habitantes do país); delimitação exata das atribuições dos três poderes; enfim, a mais ampla liberdade eleitoral, o respeito dos direitos das minorias, e a formação de partidos sólidos com programas definidos, superiores às subalternas considerações de interesse pessoal.”

Jura sua disposição à Pátria e resume no meio de seu texto o governo vigente: “A República Brasileira tem sido o governo de poucos contra todos e para poucos. Em um país essencialmente democrático como o nosso, a condição do povo não tem merecido a mínima atenção.”

Imagem: “Luís, Príncipe Imperial do Brasil”, Pierre Petit, 1909.



terça-feira, 25 de outubro de 2016

O Príncipe Imperial publica seu primeiro manifesto


O Príncipe Imperial publica seu primeiro manifesto no ano de 1909.

O “Príncipe Perfeito” como foi alcunhado pelo Rei da Bélgica, Príncipe Imperial Dom Luís Maria escreve em 1909 seu primeiro manifesto aos membros do Diretório Monarquista no Rio de Janeiro, pouco tempo após sua elevação à Príncipe Imperial do Brasil e casamento com a Princesa Dona Maria Pia das Duas-Sicílias.

O documento, uma exposição das posições políticas do Príncipe Imperial, tratava da defesa do federalismo, do papel das forças armadas para manter a unidade nacional em um sistema federalista, de uma justiça unitária e independente como um dos maiores vínculos da coesão nacional, de uma educação livre e regulada pelo Estado, assim como da educação familiar. Dom Luís Maria ainda defendeu ainda a expansão da viação férrea para o desenvolvimento das indústrias e do comércio nacional, a união e entendimento da classe operária e da classe proprietária dos bens de produção para dissipar desconfianças, um novo ajuste entre a Igreja Católica e o Estado Brasileiro, mas defendendo também a laicidade dos estabelecimentos públicos. Por fim, o Príncipe Imperial argumentou em favor da restauração do Conselho de Estado, do mandato vitalício dos senadores, do reestabelecimento das ordens honoríficas, da separação dos Poderes, complementando com a proteção da “mais ampla liberdade eleitoral, o respeito do direito das minorias, a formação de partidos sólidos com programas políticos bem definidos, superiores às mesquinhas questões de interesse individual”.

Todas estas diretrizes enviadas como programa do Diretório Monárquico pelo Príncipe Imperial visavam “fazer do Brasil o que já foi, um Brasil onde se consorciem a ordem com a liberdade, o capital com o trabalho, o progresso com a probidade, o respeito ao governo com a inviolabilidade de todos direitos garantidos pela Constituição”.

Imagem: Imagem do Príncipe Imperial do Brasil, Dom Luís Maria.


Proxima  → Página inicial