Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de abril de 2017

O Massacre da Fossa Ardeatine


24 de Março de 1944.

Neste dia decorria o Massacre da Fossa Ardeatine.

A fossa Ardeatine era um conjunto natural de grutas e cavernas na região de Roma, tendo sido no passado utilizado como pedreira para as grandes construções da Roma antiga.

As forças alemãs na Itália em 1944, país cuja metade sul estava sob o domínio aliado e a metade norte sob o domínio nazista, viviam sob constantes ataques dos rebeldes partisans.

E no dia 23 de Março, uma coluna formada pela 11ª Companhia alemã, pertencente ao 3º Batalhão do Regimento de Polícia das SS "Bozen", foram atacados numa emboscada enquanto se deslocavam por uma estreita rua em direção à Piazza di Spagna, em Roma.

O ataque foi conduzido por 16 rebeldes italianos, que fizeram explodir uma bomba, atacando os soldados em seguida com tiros de fuzil e pistola, resultando na morte de cerca de 28 soldados das SS.
O chefe de segurança de Roma, o SS Obersturmbannführer Herbert Kappler, visitou o local e, impressionado pela cena, ordenou imediatamente que fossem tomadas medidas de retaliação.
Iniciou a criação de uma lista de nomes de italianos que deveriam ser mortos e, na tarde do dia seguinte tinha listado 271 civis, muitos deles presos políticos, para além de 57 judeus.

Na tarde do dia 24 de Março foram colocados em caminhões e levados para a fossa Ardeatine, sob a supervisão dos oficiais das SS Erich Priebke e Karl Hass.

Eram levados para o interior das grutas em grupos de 5 e os soldados, muitos deles bêbados para cumprirem as ordens de execução mais facilmente, matavam as vítimas com tiros na nuca.

Para que os corpos coubessem melhor na gruta, as vítimas eram obrigadas a deitarem-se sobre os corpos dos mortos na leva anterior.

Após a execução das 335 vítimas, engenheiros militares alemães detonaram explosivos na entrada, soterrando-a parcialmente.

Os corpos foram encontrados e identificados após a guerra, com o local tendo sido transformado num Cemitério e num Monumento Nacional aberto à visitação pública.








Fonte - Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts



quinta-feira, 16 de março de 2017

Nazismo e Comunismo: Ambos sistemas políticos autoritários e genocidas


Acho engraçado isso. Quando nós falamos das grandes catástrofes sociais que foram a marca do século XX, nós imediatamente pensamos na experiência do nazismo, uma vergonha tal que ninguém ousa contestar. Porém, quando se fala de Stalin, Mao Tse Tung ou Pol Pot, sempre um esquerdista se levanta indignado, defendendo as boas intenções de seus regimes. Como podemos viver assim com dois pesos e duas medidas? Acaso Hitler também não dizia ter as melhores intenções? A verdade é que o discurso sobre o nazismo, que está legitimamente baseado na indignação natural do homem contra o horror da violência autoritária, tornou-se, muitas vezes, uma fala política em favor de uma determinada agenda que precisa, ao mesmo tempo, promover a identificação do nazismo com uma determinada ala política atual; mas ao mesmo tempo,escondem os crimes do "socialismo real."





quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Pacto Anti-Comintern


No dia 25 de Novembro de 1936, seria assinado o Pacto Anti-Comintern entre o Terceiro Império Alemão (mais conhecido como Alemanha Nazista, já que "Reich" designa "Império" ou "Reino", mas na Alemanha de Hitler não existia Imperador ou Rei nenhum) e o Império Japonês, marcando uma das diversas etapas da revolução diplomática alemã na década de 30 do século XX, e o início de uma série de tratados que culminariam em criar a aliança militar conhecida como Eixo (ou Eixo Roma-Berlim-Tóquio). Este pacto buscava a união de diferentes nações mundo afora (geralmente regimes autoritários) com o objetivo de impedir a entrada do comunismo em seus países, ou seja, bloquear a "Comintern", sigla de "Internacional Comunista". Esta organização internacional, fundada por Lenin, buscava a integração dos diversos partidos comunistas de todos os continentes em torno do mesmo objetivo: a queda do capitalismo e a ditadura do proletariado sendo cada vez mais difundida entre os diferentes países.

Adolf Hitler, enquanto declarado anti-comunista e nacionalista exacerbado, comandaria esforços para que o avanço do comunismo pela Europa e demais continentes fosse barrado, assinando inicialmente com o Japão o Pacto, que previa a ajuda mútua para defender os interesses comuns em caso de um ataque da URSS. Um dos empecilhos que os nazistas encontraram foi que a Alemanha era, historicamente, uma aliada chinesa, e o Japão era, também historicamente, o pior inimigo dos chineses, com conflitos recentes (para a época) entre os dois. Numa vitória diplomática, eles imporiam o conceito do nacionalismo e da proteção da pátria contra os comunistas (que preocupavam o Partido Nacionalista Chinês assim como o Império Japonês, e fariam ambas as nações assinar o Pacto Anti-Comintern.

A Alemanha Nazista, em 1939, viria a romper com este tratado, assinando um Pacto de Não-Agressão com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mais conhecido como Pacto Molotov-Ribbentrop. Como poderia assinar um acordo de não agressão com a União Soviética, enquanto com os demais países do mundo fazia tratados para se proteger de um possível ataque soviético? Mas os japoneses compreenderam a política externa alemã: tratando com o Reino Unido para isolar a URSS e com estes para isolar os britânicos,

Adolf Hitler tentava ganhar tempo num possível ataque à França ou à Polônia, visando que a luta em duas frentes não ocorresse: acabaria com as democracias ocidentais antes de enfrentar as garras do urso soviético, ou vice-versa. Assim, o Pacto duraria os cinco anos pelos quais foi proposto, até que no ano de 1941 fosse renovado por mais cinco. Infelizmente para os membros deste acordo, a Alemanha Nazi não duraria mais cinco anos após 1941 para que renovassem a aliança.

IMAGEM= O Pacto Anti-Comintern, fotografado nos arquivos do Ministério das Relações Exteriores do Japão.


Horten Ho 229


Baseado no conceito da 'Asa Voadora', foi um avião de guerra (caça) supersônico da Alemanha Nazista, com asas fixas e fuselagem definida, tripulação, equipamento e cargas ficam alojados no interior protegido da sua estrutura.

Foi projetado pelo Major da Luftwaffe Walter Horten e seu irmão Oberleutnant Reimar Horten, que tinham experiência com planadores sem cauda desde 1931. Os irmãos Horten estavam convencidos que tal "asa voadora" seria um desenho de aeronave fora de série uma vez que proporcionaria o mínimo arrasto. Eles descobriram que, se a asa tivesse uma curvatura correta (em forma de sino), ela seria tanto estável como controlável. Seus primeiros protótipos propelidos foram construídos no final da década de 1930 e foram equipados com dois motores voltados para ré.

Durante o início da década de 1940 eles encontraram dificuldades para obter suporte financeiro oficial para seu projeto, até que relatórios da inteligência sobre os Estados Unidos revelaram que a Northrop Corporation estava desenvolvendo sua própria "asa voadora".

Em 1943 os irmãos Horten iniciaram o trabalho num protótipo de asa voadora impulsionada por turbo-jatos, o Horten Ho IX V2. Este caça-bombardeiro foi feito seguindo as especificações gerais de Hermann Göring, de que toda nova aeronave deveria carregar 1.000 kg de bombas, voar a 1.000 km/h e ter um alcance mínimo de 1.000 km. Devia também poder carregar canhões de 30mm.

O primeiro protótipo desta aeronave foi inicialmente feito com madeira compensada e cola, principalmente na seção das asas, para que seu peso diminuísse, além do que os suprimentos de duralumínio já estavam ficando escassos, e os custos de produção precisavam ser reduzidos. Os irmãos Horten também acreditavam que uma asa de madeira seria menos danificada que uma de metal quando atingida por um disparo de canhão. A construção em madeira, pintada com uma mistura de cola e carvão difundiria as ondas de radar, tornando o Ho-229 indetectável aos radares da época. Uma vez que o protótipo do Ho IX V2 não possuia cauda, dois flaps de mergulho, acima e debaixo de cada extremidade de asa, providenciavam o controle direcional.

O piloto obtinha controle lateral e longitudinal movendo placas centrais e distais montadas no bordo de fuga da asa. Para melhor visibilidade, o compartimento do piloto foi colocado o mais adiante possível. Os primeiros testes com o protótipo designado Ho-229V1 ainda sem motores, foram feitos em Göttingen em março de 1944. Após estes testes a aeronave viria a ser equipada com motores Jumo 004B.

Como piloto de testes foi escolhido o Leutenant Erwin Ziller, e após o primeiro vôo motorizado do protótipo Ho-229V2, em 2 de fevereiro de 1945, o piloto relatou que a aeronave tinha excelentes características aerodinâmicas. Satisfeito com o vôo inicial o Ministério do Ar alemão encomendou 40 exemplares que seriam produzidos pela Gothaer Waggonfabrik e designado 8-229. Porém ainda em fevereiro de 1945, noutro dia de testes tendo novamente como piloto o Leutenant Ziller, a aeronave durante o vôo apresentou falha no motor de estibordo e na tentativa do pouso, a aeronave tocou o solo, deslizou e tombou, ocasionando a morte de Ziller.

Apesar do protótipo Ho-229V2 ter acumulado apenas duas horas de vôo, o projeto foi posto em produção na fábrica da Gotha para ser avaliado pela Luftwaffe, onde seria designado de Gotha Go 229. Várias versões produzidas, incluindo caças e aeronaves de treinamento biposto para qualquer condição de tempo, bem como os monopostos A-0 caça-bombardeiros, estavam quase completos inclusive os modelos Ho-229V3 e V4, quando a fábrica Gotha foi capturada pelo exército americano em abril de 1945. O protótipo Ho-229V3 foi levado para os Estados Unidos e hoje se encontra na coleção do Smithsonian Museum para fins de restauração.

Os irmãos Horten também tinham sido contratados para desenvolver um bombardeiro propelido por seis turbojatos com alcance de 6.500 km, bem como trabalhavam num projeto de asa voadora super-sônica e num outro para transporte de passageiros. Se a guerra com a Alemanha tivesse se prolongado, o Go 229A-0 provavelmente teria entrado em serviço na Luftwaffe no final de 1945 ou início de 1946.

Imagem: Ilustração de um esquadrão de Horten atacando durante a Segunda Guerra Mundial.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O General Werner von Fritsch, o 2º General alemão a ser morto na Segunda Guerra Mundial


26 de Setembro de 1939.

Neste dia o General Werner von Fritsch era enterrado em Berlim. Foi o 2º General alemão a ser morto na guerra.

O General von Fritsch, apesar de um grande apoiante do nazismo, via nas SS de Heinrich Himmler uma grande ameaça para a Werhmacht (as Forças Armadas alemãs).

A sua rivalidade com Himmler cresceu a tal ponto que em 1938 o General von Fritsch convocou Himmer para um duelo de pistolas, uma convocação que acabou por não ser entregue pelo General Gerd von Rundstedt, o oficial que tinha ficado responsável pela tarefa.

Toda essa rivalidade tinha começado algum tempo atrás quando Himmler e Hermann Göring acusaram o General von Fritsch de ser homossexual.

Apesar de aparentemente infundada, essa acusação levou ao fim da carreira do General von Fritsch.
Com essa acusação Himmler e Göring eliminaram um grande entrave nas Forças Armadas alemãs para o crescimento das SS.

E no dia 22 de Setembro de 1939, enquanto inspecionava a frente de combate, o General von Fritsch foi atingido por um tiro na coxa esquerda. De acordo com o seu ajudante de campo:
"Eu estava conversando com o General von Fritsch quando ele foi atingido por um tiro ou estilhaço na coxa esquerda.

Caiu imediatamente ao solo e quando nos aproximamos para prestar-lhe ajuda, limitou-se a dizer: 'Não se preocupe, está tudo bem.'
Menos de um minuto depois já estava morto."

E neste dia, 29 de Setembro, o General von Fritsch era enterrado em Berlim. Nem Himmler, nem Göring e nem Hitler estiveram presentes no enterro.

Com a sua morte as SS de Himmler tinham o caminho completamente aberto para crescerem como uma autêntica força paramilitar no interior das Forças Armadas alemãs.

General Werner von Fritsch

Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/


terça-feira, 27 de setembro de 2016

1º de Agosto do ano de 1914 - A Alemanha declara guerra à Rússia


Na metade do ano de 1914, as declarações de guerra estão à toda no Velho Continente. No dia 1º de Agosto, o Império Alemão, aliado do Império Austro-Húngaro, declararia guerra ao Império Russo, aliado da Sérvia. Estes dois países lutariam no front oriental até o ano de 1917, na Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial.

IMAGEM= "Soldado francês preparando sua correspondência" escrevendo numa mesa de madeira, na comuna francesa de Soissons, no ano de 1917.


domingo, 28 de agosto de 2016

O pacto de não-agressão entre a Alemanha e a União Soviética conhecido como o Pacto Molotov-Ribbentrop


23 de Agosto de 1939

Neste dia era assinado o pacto de não-agressão entre a Alemanha e a União Soviética conhecido como o Pacto Molotov-Ribbentrop.

A comitiva alemã, liderada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros Joachim von Ribbentrop, tinha chegado neste dia a Moscou e se encontrado em duas ocasiões com Joseph Stalin e o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Vyacheslav Molotov.

Stalin já tinha em cima da mesa uma proposta de aliança com o Reino Unido e com a França, mas essa proposta implicava que os soviéticos fossem para a guerra contra a Alemanha caso a Polônia fosse invadida, algo para o qual Stalin sabia que o seu exército ainda não estava preparado.

O Exército Vermelho ainda estava muito debilitado e fragilizado após as duras e brutais purgas de Stalin que resultaram na prisão, no rebaixamento ou na execução de grande parte dos oficiais militares de topo.

Mas neste dia os alemães apareceram com uma proposta tremendamente tentadora:

Tudo aquilo que Stalin precisava fazer era "ficar quieto"! Em troca receberia metade da Polônia e todos os Países Bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia).

Era uma proposta que Stalin pura e simplesmente não podia recusar!

E neste dia, perto da meia-noite, Ribbentrop e Molotov assinavam o pacto de não-agressão, tirando o Reino Unido e a França do "jogo diplomático" e abrindo caminho para o ataque alemão contra a Polônia.

Com esse acordo firmado, Hitler ficava numa situação tremendamente confortável pois podia atacar os poloneses sem temer um ataque soviético.

A divisão da Polônia entre os alemães e os soviéticos fazia parte de um "anexo secreto" cuja existência foi sempre negada por Stalin, no entanto, após o fim da União Soviética e a abertura dos antigos arquivos do tempo da guerra, o anexo viria finalmente a público.

Vyacheslav Molotov no momento da assinatura do pacto.
Atrás, em pé, vemos Joachim von Ribbentrop e Joseph Stalin.

Joachim von Ribbentrop no momento da assinatura do pacto.

Ribbentrop, Stalin e Molotov, radiantes após a assinatura do pacto.

Stalin e Ribbentrop cumprimentando-se após a assinatura do pacto.

Hitler comemorando com Ribbentrop a assinatura do pacto, no final de Agosto de 1939.

Charge da época satirizando o pacto entre os alemães e os soviéticos.
"Pergunto-me quanto tempo durará essa lua-de-mel?"

Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/


sábado, 27 de agosto de 2016

A rendição da Alemanha Nazista


7 de maio de 1945.

Há 71 anos, o general Alfred Jodl - representando o Alto Comando Alemão e com a autorização do Almirante Karl Dönitz, sucessor de Hitler - assinou os termos da rendição incondicional alemã perante as tropas aliadas. De início, o objetivo do general Jodl era restringir os termos da rendição alemã apenas às forças que ainda lutavam contra os aliados ocidentais, mas o general Eisenhower exigiu a rendição completa de todas as forças alemãs. Caso a exigência não fosse aceita, Eisenhower fecharia toda a frente ocidental, deixando os alemães à mercê do Exército Vermelho.

Após alcançar sua extensão máxima em 1942, o Terceiro Reich começou a declinar e a sofrer grandes baixas. Após uma série de fracassos, motivados principalmente por delírios do ditador nazista e por suas interferências no exército alemão, o tão sonhado Reich nazista se via, em 1945, restrito à apenas uma fração do território originalmente alemão. Delirante com uma vitória impossível, Hitler, desobedecendo aos conselhos de todos os seus generais, optou por se manter em Berlim até o último minuto, provavelmente devido à sua política de "nunca recuar".

Enclausurado em seu bunker e sendo alvo constante da artilharia soviética, Hitler cometeu suicídio no dia 30 de abril, deixando Joseph Goebbels como Chanceler e o Almirante Karl Dönitz como presidente. Goebbels se suicidou junto de sua família no dia seguinte. Após uma semana de luta por uma causa perdida, Jodl assinou, com o consentimento de Dönitz, o primeiro ato da capitulação alemã. Um dia depois, no dia 8 de maio, uma cerimônia foi realizada - exigência de Stalin - e uma nova ata foi assinada, garantindo a liquidação do Partido Nazista, o desarmamento alemão e a libertação dos prisioneiros de guerra.

Há exatos 71 anos, o general Alfred Jodl - representando o Alto Comando Alemão e com a autorização do Almirante Karl Dönitz, sucessor de Hitler - assinou os termos da rendição incondicional alemã perante as tropas aliadas. De início, o objetivo do general Jodl era restringir os termos da rendição alemã apenas às forças que ainda lutavam contra os aliados ocidentais, mas o general Eisenhower exigiu a rendição completa de todas as forças alemãs. Caso a exigência não fosse aceita, Eisenhower fecharia toda a frente ocidental, deixando os alemães à mercê do Exército Vermelho.

Após alcançar sua extensão máxima em 1942, o Terceiro Reich começou a declinar e a sofrer grandes baixas. Após uma série de fracassos, motivados principalmente por delírios do ditador nazista e por suas interferências no exército alemão, o tão sonhado Reich nazista se via, em 1945, restrito à apenas uma fração do território originalmente alemão. Delirante com uma vitória impossível, Hitler, desobedecendo aos conselhos de todos os seus generais, optou por se manter em Berlim até o último minuto, provavelmente devido à sua política de "nunca recuar".

Enclausurado em seu bunker e sendo alvo constante da artilharia soviética, Hitler cometeu suicídio no dia 30 de abril, deixando Joseph Goebbels como Chanceler e o Almirante Karl Dönitz como presidente. Goebbels se suicidou junto de sua família no dia seguinte. Após uma semana de luta por uma causa perdida, Jodl assinou, com o consentimento de Dönitz, o primeiro ato da capitulação alemã. Um dia depois, no dia 8 de maio, uma cerimônia foi realizada - exigência de Stalin - e uma nova ata foi assinada, garantindo a liquidação do Partido Nazista, o desarmamento alemão e a libertação dos prisioneiros de guerra.

7 de maio de 1945. Há 71 anos, o general Alfred Jodl - representando o Alto Comando Alemão e com a autorização do Almirante Karl Dönitz, sucessor de Hitler - assinou os termos da rendição incondicional alemã perante as tropas aliadas.



terça-feira, 28 de junho de 2016

"Nunca tantos deveram a tão poucos." Sir Winston Churchill


Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, o conflito se encontrava em uma fase decisiva. A Luftwaffe (Força Aérea Alemã) bombardeava incansavelmente inúmeras cidades da Inglaterra e restava apenas aos bravos pilotos da RAF (Real Força Aérea Britânica) o dever e a responsabilidade de defender o território britânico e o Canal da Mancha da “blitz aérea” promovida pelos alemães.

No dia 11 de julho de 1940, o almirante Erich Raeder, comandante-em-chefe da Kriegsmarine (Marinha Alemã), disse a Hitler que uma invasão marítima só poderia ser contemplada como um último recurso e somente após a superioridade aérea plena ter sido alcançada pelos alemães. Com a Kriegsmarine enfraquecida, a poderosa Luftwaffe tinha em suas mãos a tarefa de criar condições favoráveis para uma invasão.


Nos meses de julho e de agosto de 1940, uma série de batalhas aéreas pelo controle do Canal da Mancha (Kanalkampf) entre a Luftwaffe e a RAF deu início a Batalha da Inglaterra. No dia 13 de agosto de 1940, a Royal Air Force resistiu a um ataque massivo dos alemães (Adlertag) que, apesar de terem conseguido infligir muitos danos e fazer vítimas sobretudo em solo, não obteve êxito em dominar o espaço aéreo britânico. No dia 20 de agosto de 1940, Winston Churchill, durante um discurso na Câmara dos Comuns, proferiu a célebre frase:

"A gratidão de todos os lares em nossa ilha, em nosso Império e certamente no mundo inteiro, exceto nas casas dos culpados, vai para os aviadores britânicos que, sem se intimidarem com as probabilidades, incansáveis em seu desafio constante e perigo mortal, estão virando a maré da Guerra Mundial com sua bravura e devoção. Nunca antes no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos. Todos os corações estão com os pilotos de caça, cujas brilhantes ações que vemos com nossos próprios olhos dia após dia, nunca deveremos esquecer, noite após noite, mês após mês, nossos esquadrões de bombardeiros viajam para a longínqua Alemanha, encontrando seus alvos na escuridão por sua grandes habilidades de navegação, apontando seus ataques, muitas vezes sob fogo pesado, muitas vezes com perdas graves, com deliberada e cuidadosa discriminação, infligem golpes devastadores sobre toda a estrutura técnica e bélica do poder nazista….”

Por Mozarth Magro

Artigo histórico publicado também no Blog Mozarth Magro.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

O primeiro encontro de Adolf Hitler e Benito Mussolini


14 de Junho de 1934.

Neste dia Adolf Hitler e Benito Mussolini encontravam-se pela primeira vez em Veneza, na Itália.

Apesar da suntuosa recepção e das boas maneiras de Mussolini para com o seu convidado, em privado a reunião foi tudo menos amistosa.

Ao chegar ao aeroporto de Veneza Hitler, vestindo-se como um civil, é visto nas fotografias visivelmente incomodado ao lado de um Mussolini vergando uma bem decorada farda militar.

Nessa época Mussolini já estava no poder na Itália há mais de 12 anos e, por isso, já era bem "formado" nas técnicas de ostentação, já Hitler tinha subido ao poder na Alemanha apenas há pouco mais de 1 ano.

A agenda principal da reunião rondava a Áustria. De acordo com testemunhas, Hitler, à beira da histeria, teria dito que:
"(...) É meu desejo, e desejo do povo alemão, que a Áustria se torne parte integrante do Reich!"
Ao que Mussolini teria respondido:
"E é do meu desejo que ela permaneça independente."

Os italianos tinham grandes pretensões na Suíça e viam com relutância e preocupação a expansão alemã para a fronteira daquele país através da anexação da Áustria.

No fim da reunião nenhum olhou nos olhos do outro. Despediram-se e afastaram-se rapidamente. Encontrariam-se mais tarde neste dia para um concerto de Wagner e para a habitual parada militar.

No aeroporto a despedida foi fria. Hitler acenou, Mussolini acenou de volta e viraram as costas.

Após o avião decolar Mussolini, perguntado sobre qual foi a sua impressão sobre Hitler, limitou-se a responder:
"Um macaquinho maluco."

Hitler sendo recebido por Mussolini em Veneza.


Hitler sendo recebido por Mussolini em Veneza.

Hitler sendo recebido por Mussolini em Veneza.

Hitler e Mussolini da varanda do Palácio Ducal, em Veneza.


Hitler e Mussolini em Veneza.
Já se nota ali uma certa tensão no ar.


Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts 


terça-feira, 14 de junho de 2016

Lippisch P.13a, o avião movido a carvão


O Lippisch P.13a foi um protótipo de avião experimental desenvolvido pela Alemanha Nazista no final da Segunda Guerra Mundial. Era um avião peculiar, sendo uma asa voadora com a cabine acoplada ao estabilizador vertical. A maior de suas peculiaridades, todavia, não era o design, mas sim seu motor movido a carvão. Como a Alemanha estava com uma extrema carência de combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação no final da Segunda Guerra, o excêntrico projetista Dr. Alexander Lippisch elaborou um avião movido a carvão.

Esse avião seria um pequeno caça interceptador independente dos combustíveis tradicionais. Todavia, seu motor a carvão necessitaria de uma velocidade prévia antes de começar a operar. Para isso, ou seriam usados foguetes para a decolagem ou o avião seria rebocado por um outro avião até alcançar 320 km/h e começar a operar. Após alcançar esta velocidade, o ar passaria pela turbina em um fluxo determinado, levando os gases da queima do carvão para a parte traseira do avião. Lá, eles seriam misturados sob alta pressão com ar limpo, obtido através de uma entrada de ar independente. Essa mistura sairia do avião através de um bocal, que visava aumentar a pressão e, consequentemente, o empuxo.

Não se sabe qual seria o armamento instalado na aeronave. A estimativa é que fossem canhões de 20mm ou metralhadoras pesadas de 15mm.

O protótipo ainda estava sendo testado quando foi capturado por forças americanas, que ordenaram que a equipe de Lippisch o concluíssem e então o enviassem para solo americano. Lá, novos testes foram realizados, testes esses com resultados positivos. O avião apresentava grande estabilidade em mach 2.6, e alguns de seus elementos foram incorporados nos aviões da NASA da década de 1950.









segunda-feira, 13 de junho de 2016

A queda do muro de Berlim


Entre todos os eventos ocorridos nos dias 9 de Novembro na História da Alemanha, este é o mais marcante. Não representa apenas o fim de uma construção que separava os berlinenses do Oeste e da República Federal da Alemanha (dominada pelos EEUUA, França e Reino Unido) e do Leste, da República Democrática Alemã (dominada pela União Soviética). Representa o fim de uma era de divisão, a queda da cortina de ferro em si. 

A partir da destruição do muro, a humanidade deixaria de ser dividida por regime e forma de governo, ou ao menos deixava de ser formalmente segregada como tal. Entendamos o motivo: a Guerra Fria estava em seu auge no ano de 1961, quando começou a construção do muro, feita pela República Democrática Alemã, socialista. Esta se iniciou com o objetivo de parar a emigração massiva de berlinenses ocidentais para o exclave da Alemanha Ocidental de Berlim Ocidental, em que quem mandava eram os Aliados (EEUUA, França e Reino Unido) e quem regia a vida das pessoas era o capitalismo. 

Este muro solidificaria a Cortina de Ferro, uma barreira imaginária entre os países socialistas e capitalistas, e mostraria a que ponto a Guerra Fria, a batalha ideológica, a nossa sociedade como um todo poderia chegar. Um muro, com cercas elétricas, cães de guarda, torres de vigia e soldados armados com ordem de matar quem quer que quisesse passar para o outro lado. Familiares, do dia para a noite, não podiam mais se ver. Mães e filhos separados, pelo motivo de morar em um outro distrito da cidade, dominado por outro regime. Justo a União Soviética, cujo hino nacional se chamava "A Internacional", e pregava a união de todo o globo sob o ideal do comunismo e da igualdade de Karl Marx. Aí vai um trecho: "Senhores, patrões, chefes supremos; nada esperamos de nenhum; sejamos nós que conquistemos; a terra mãe livre e comum". Sentiu a hipocrisia? A Alemanha e seu povo já sofria o pior dos ultrajes: Fora partida ao meio e entregue a estrangeiros. Agora, Berlim, a capital nacional, tinha sido, em concreto e cimento, dividida ao meio, cortada em duas. 

O muro duraria 28 anos juntamente com a divisão da Alemanha e com a Guerra Fria, com o Mundo sempre a um passo de uma guerra nuclear de dimensões catastróficas. 

Os Aliados, que já tinham passado aperto durante o Cerco de Berlim, em que as linhas de suprimentos ao exclave da República Federal da Alemanha foram completamente cortadas por Joseph Stalin, que assim forçava os países adversários a lhe entregarem o resto da cidade sem recorrer a um conflito belicoso, não tomaram atitudes drásticas quanto à construção: um protesto ou outro viria dos líderes das nações, mas nada muito efetivo. Ronald Reagan afirmaria, à frente do Portão de Brandemburgo, famoso ponto turístico berlinense, uma famosa citação: "Sr. Gorbachev, abra o portão, Sr. Gorbachev, derrube este muro!". Assim, desafiava Gorbachev, líder da União Soviética à época, a acabar com o Muro de Berlim e finalizar "com chaves de ouro" o processo de diálogo que estava sendo estabelecido entre o Bloco Capitalista e o Bloco Socialista. 

No ano de 1989, com o aumento dos protestos e da pressão popular pelo direito de ir e vir, no fatídico dia de nove de novembro, um místico dia nas terras alemãs, um mal entendido ocorreria: Gunter Schabowski, da imprensa da Alemanha Oriental, daria um comunicado oficial antes do tempo, anunciando a abertura da fronteira interna entre a Alemanha Socialista e Berlim Ocidental. O comunicado estava previsto para 10 de Novembro, pois os órgãos governamentais e as Forças Armadas deviam ser avisadas e informadas antes do anúncio. Em questão de horas, milhares de pessoas estavam nos postos de guarda do muro, pedindo aos soldados que abrissem a fronteira. Estes, confusos por não terem recebido ordens e tendo uma multidão à sua frente, deixaram com que o povo passasse, e na noite do dia 9 de Novembro de 1989 começaria a destruição do famigerado Muro de Berlim, num primeiro passo para a total reunificação alemã. Na manhã do dia seguinte, o muro começaria a ser efetivamente esmigalhado, embora já estivesse sendo ocupado desde a noite do dia 9. Berlinenses que nunca se viram se uniram em prol da união nacional. Deputados cantaram o Hino Alemão espontaneamente, durante sessões do Parlamento. 

O sentimento de ser alemão e o orgulho disto estava de volta aos lares berlinenses, após quase três décadas de divisão causada pelo muro. A "queda do muro", como é conhecido o evento histórico, marca formalmente o fim da Guerra Fria e da Cortina de Ferro. Uma nova era, de efetiva globalização, estaria por vir.

IMAGEM= Manifestantes ocupam o Muro de Berlim em frente ao Portão de Brandemburgo, a Nove de Novembro de 1989, há exatos 25 anos atrás.



sexta-feira, 10 de junho de 2016

31 de Julho - A Constituição de Weimar é aprovada


No dia 31 de julho de 1919, seria aprovada pelo Parlamento Imperial Alemão (reichstag) a Constituição do Império Alemão (Die Verfassung des Deutschen Reichs), que regeria a Alemanha por todo o período conhecido como a República de Weimar e supostamente no Terceiro Império Alemão (Terceiro Reich, Adolf Hitler... Lembram?). Mas como pode uma Constituição "Imperial" formar uma república? Simples: o termo alemão "reich" é traduzido como "império", mas não no sentido literal de uma nação reinada por um imperador, mas no sentido de "país", "comunidade", "reino". Ou seja, "Império Alemão" não designa no pós-Primeira Guerra a forma de governo dos alemães, apenas o nome pelo qual eles conheciam o país.

A Constituição de Weimar seria assinada pelo primeiro presidente alemão, Friedrich Elbert, em 11 de agosto do mesmo ano, e tornava a Alemanha uma república parlamentarista. Nos quase 14 anos em que vigorou, teve de lidar com a crise social e econômica pela qual a Alemanha passava no período chamado "entre guerras". A partir de 1933, com a posse de Adolf Hitler como Führer da Alemanha e o início do Terceiro Reich, a constituição é "jogada de escanteio" e o parlamento, que deveria ser realmente o detentor do poder no país, passa a ser apenas uma instituição de fachada para apoiar os atos da ditadura nazista.

A Assembleia Nacional convocada para redigir o texto da constituição vem a discordar internamente e a ter acalorados debates sobre temas como qual seria a bandeira alemã, o ensino religioso nas escolas e quais seriam os direitos das províncias (os estados, aqui no Brasil) frente ao governo central. Na metade de 1919 chega-se a um acordo, mas mesmo assim, na votação pela aprovação do texto final 67 delegados abstiveram-se do voto.

No texto da constituição é estabelecido que todo estudante alemão deveria receber a constituição quando da sua formatura. Ele também estabelece o sufrágio universal, ou seja, o voto para todos os alemães (acima dos 20 anos).



IMAGEM= A Constituição de Weimar em formato de livreto, como era dada aos alunos assim que se formavam.



quinta-feira, 9 de junho de 2016

A grande ofensiva do Exército Vermelho contra a Finlândia


9 de Junho de 1944.

Neste dia o Exército Vermelho iniciava uma grande ofensiva contra a Finlândia no âmbito da Guerra da Continuação.

A Guerra da Continuação começou no dia 25 de Junho de 1941, apenas 3 dias após a invasão alemã da União Soviética. O objetivo dos finlandeses com essa guerra era recuperar os territórios perdidos para os soviéticos no fim da Guerra de Inverno, que decorreu entre Novembro de 1939 e Março de 1940.

Naquela guerra os finlandeses, apesar de causarem incríveis baixas na força soviética invasora (perto de 50% dos soldados soviéticos foram mortos ou feridos), foram obrigados a assinar um armistício com os soviéticos pois já não tinham recursos para mantê-la por mais tempo.
Nesse armistício os finlandeses foram obrigados a ceder vastas extensões territoriais para os soviéticos.

Mas no dia 22 de Junho de 1941, quando Adolf Hitler invadiu a União Soviética no âmbito da Operação Barbarossa, os finlandeses viram aí a oportunidade para recuperar esses territórios. Por esse motivo, no dia 25 de Junho, uniam-se aos alemães na invasão soviética.

Nos primeiros meses o ataque finlandês correu muito bem e antes do inverno de 1941 já tinham reconquistado os territórios perdidos, para além de grandes extensões adjacentes, no entanto, no inverno de 1942 a situação começaria a mudar para as forças do Eixo, algo que afetaria também a Finlândia.

Apesar da ajuda material e logística da Alemanha, os finlandeses não tinham capacidade de manter uma guerra defensiva por muito tempo, mas mesmo assim entrincheiraram-se e, à semelhança do que aconteceu na Guerra de Inverna, causaram muitas baixas às forças soviéticas que avançavam.

E neste dia o Exército Vermelho, em coordenação com a invasão aliada na Normandia (Dia D), lançava uma grande ofensiva contra o Istmo Kareliano, ao norte de Leningrado.

Do lado soviético a força de ataque era composta por 451 mil soldados, 10.500 peças de artilharia, quase 1.000 blindados e 1.600 aviões.

Do lado finlandês as defesas eram formadas por 300 mil soldados, 2 mil peças de artilharia, 110 blindados e 250 aviões.

A ofensiva resultaria em grandes baixas para ambos os lados, mas principalmente para os soviéticos, e acabaria com um armistício no dia 19 de Setembro de 1944.

Nesse armistício a Finlândia perderia mais territórios do que já tinha perdido no fim da Guerra de Inverno, mas ao menos permaneceria independente e fora da esfera de influência soviética.

Soldados finlandeses passando ao lado de um T-34 soviético destruído.
Reparem que os equipamentos finlandeses eram idênticos aos equipamentos alemães.

    O auge da expansão finlandesa durante a Guerra de Continuação (território marcado a vermelho).

A situação da frente finlandesa em Setembro de 1944, poucos dias antes do fim da guerra.

Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial - Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts


Proxima  → Página inicial