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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Capitania de Humaitá


A Capitania de Humaitá, na qual peças de artilharia e sua munição esperam para serem carregadas e levadas pelos navios da Armada Imperial Brasileira (como era chamada a Marinha Brasileira à época) aos frontes de batalha no Paraguai, durante o conflito na região da Bacia do Prata chamado de "Guerra da Tríplice Aliança" ou simplesmente "Guerra do Paraguai". Note os mastros dos navios ao fundo da imagem, feita a partir da terra, e a bandeira brasileira da época do Império tremulando no mastro (canto superior esquerdo). O Império mantinha sempre suas Forças Armadas preparadas, embora uma invasão nunca fosse esperada. O estouro do conflito e a invasão à província do Mato Grosso (atualmente seriam Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) por tropas de Solano Lópes assustaram os brasileiros e levaram a uma resposta imediata de nossa Força mais bem preparada: A Armada Imperial Brasileira, segunda mais poderosa do mundo à sua época, só perdendo para o Império Britânico.

Imagem da Capitania de Humaitá


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A Artilharia brasileira em ação na Guerra do Paraguai


Artilharia brasileira em ação na Guerra do Paraguai. As nossas forças de artilharia se mostrariam uma grande vantagem frente às forças terrestres paraguaias, basicamente compostas por cavalaria e infantaria leve. Parem de pensar nos fatos relacionados à imagem, e admirem os soldados da Pátria, homens! Não é necessário uma descrição longa para uma imagem tão emblemática.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Soldados brasileiros curvam-se diante da estátua de Nossa Senhora da Conceição


Soldados brasileiros curvam-se diante da estátua de Nossa Senhora da Conceição, durante procissão. Vale lembrar que a religiosidade é um dos maiores incentivadores nos tempos de guerra, sendo o Brasil um país, à época, de religião oficialmente Católica Apostólica Romana. Em nosso país, à época do Império (1822-1889), a liberdade de culto era grande, tendo diversos grupos religiosos que perduram até hoje imigrado para cá nestes tempos. Vale lembrar que, pela Constituição de 1824, redigida por Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal, o Imperador, embora adotasse como religião oficial a católica de Roma e seguisse todos os rituais, da coroação ao funeral, tinha o poder de aceitar que ordens do Vaticano, dadas pela pessoa do Papa, seriam aplicadas ou bloqueadas em nosso território, garantindo assim uma maior autonomia nacional e dando maiores poderes ao Imperador frente à Igreja.




O acampamento de guerra do Exército Imperial Brasileiro


Um acampamento de guerra do Exército Imperial Brasileiro. Os oficiais tentavam, o máximo que podiam, organizar as tendas dos soldados em fileiras e blocos, para evitar a disseminação de doenças que eram, na guerra, as principais causadoras das mortes de soldados (sim, antes da própria guerra vinham as doenças). A disciplina, em meio ao caos da campanha, deve sempre ser mantida.




domingo, 16 de outubro de 2016

Os Voluntários da Pátria


Ao ver que apenas as forças regulares do Exército não dariam conta de defender o extenso território nacional, o Imperador Dom Pedro II inicia a valorosa campanha dos Voluntários da Pátria, em que brasileiros se dariam pela nação à luta voluntariamente, sem ter a necessidade de um alistamento forçado. O próprio Imperador Dom Pedro II seria o "Voluntário Número Um", estimulando o povo a ir à guerra. Foi uma empreitada de sucesso, e logo as fileiras estavam preenchidas para marchar contra os invasores paraguaios. No final da guerra, alguns batalhões seriam alistados obrigatoriamente, mas a massa de soldados era composta pelos "Voluntários da Pátria". Muitas vidas pagaram a defesa do país, dando-se da própria vontade. Sempre lembremos, os heróis pátrios!

A imagem de um Voluntário da Pátria.



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Batalha de Cerro Corá


Batalha de Cerro Corá no dia 1 de Março de 1870 em Cerro Corá, Amambay, Paraguay.

A Batalha de Cerro Corá em 1º de Março de 1870 foi a última da Guerra do Paraguai, pondo fim ao governo ditatorial de Francisco Solano López. Com apenas 450 soldados, metade parte da guarda pessoal do Ditador, o Paraguai enfretou um número de soldados dez vezes maior do lado Aliado, após a recusa da rendição e a esperança de fuga.

No final da batalha o Ditador Solano López foi ferido por uma lança do Cabo José Francisco Lacerda, conhecido Chico Diabo, não aceitando a rendição foi desarmado pelos oficiais Brasileiros resistiu e levou um tiro do soldado gaúcho João Soares, morrendo em decorrências dos ferimentos. López teve o mesmo fim de muitos de seus oficiais e soldados feitos prisioneiros que não se renderam e foram executados, entre eles seu filho o Coronel Juan Francisco que resistiu, não se rendeu e cercado foi executado. Ao todo cerca de 300 Paraguaios morreram durante a Batalha, o dobro das baixas Brasileiras.

A paz seria feita em 8 de Abril e dois anos depois em 9 de Fevereiro de 1870 seria assinado o Tratado Definitivo de Paz e Amizade Perpétua entre o Império do Brasil e a República do Paraguai.

A Guerra do Paraguai foi o maior conflito na América do Sul até os dias atuais, estima-se que cerca de 75% da população Paraguaia tenha perecido em decorrência do conflito, por fome e doenças.

Entre os Brasileiros 50 mil soldados deram suas vidas pela defesa do Império do Brasil.

Imagem: “Preparativos para os festejos da vitória no Brasil”. Marc Ferrez, 1870.


Batalha de Campo Grande


Batalha de Campo Grande no dia 16 de agosto de 1869 em Eusebio Ayala (distrito).

Após tomar Caacupé em 15 de Agosto as tropas lideradas pelo Conde d’Eu seguiam perseguindo o Ditador Paraguaio Solano López paar evitar que o Exército inimigo se unisse com o Ditador. O Exército Paraguaio foi detido pela Cavalaria Imperial na planície de Campo Grande. A batalha foi iniciada às oito e meia da manhã tendo duração de oito horas e o Exército Paraguaio com cerca de seis mil soldados, quatro vezes menos que os Aliados, foi derrotado após os ataques da cavalaria, da infantaria e finalmente da artilharia comandadas pelo Conde d’Eu.

O Coronel Caballero fugiu deixando mais de dois mortos e mil feridos, com o terreno ateado de fogo para esconder seus movimentos. A Batalha de Campo Grando, ou Batalha de Los Niños ou ainda Acosta Ñu, chocou profundamente o Conde d’Eu de tantas crianças, adolescentes e idosos que lutavam nas fileiras Paraguaias, enviados por Solano López, que ao invés de se render convocou-os para completar seu desfalcado Exército. O Exército imperial com reforços Argentinos sofreu apenas 46 mortos e 259 feridos

Imagem: “Batalha de Campo Grande”, Pedro Américo, 1871, atualmente no Museu Imperial.


O Conde d'Eu assume o Comando das Tropas Aliadas


O Conde d'Eu assume o Comando das Tropas Aliadas no dia 22 de Março de 1869.

Com o pedido de licença do Marquês de Caxias, o Conde d’Eu, esposo da Princesa Imperial Dona Isabel e Príncipe da França, é indicado por Dom Pedro II ao cargo de Comandante-Chefe das Tropas Aliadas.

O Conde d’Eu já havia demonstrado interesse pela Guerra do Paraguia quando o Imperador Dom Pedro II chamou a ele e a seu primo, o Duque de Saxe, para o Cerco de Uruguaiana em 1865, para o qual interrompeu sua viagem de lua de mel pela Europa com a Princesa Isabel. O Conde d’Eu por duas vezes pediu para participar da guerra no Uruguai, porém o Conselho de Estado vetou os pedidos.

O Príncipe Gastão era oficial de alto escalão com prestígio e notória capacidade, visto que já havia participado da Guerra do Marrocos entre 1859 e 1860. Aplicou no Exército Imperial táticas de estratégia e organização diversificadas, participou ativamente de batalhas como o Marquês de Caxias fazia e ainda aboliu a escravidão do Paraguai, concedendo liberdade à 25 mil escravos.

Imagem: “Princípe Gastão de Orléans, Conde d’Eu”, Alberto Henschel, 1882.


Batalha do Avaí


Batalha do Avaí no dia 11 de Dezembro de 1868.

Prosseguindo em marcha, o Exército Imperial, liderado pelo Marquês de Caxias perseguiu o Coronel Paraguiao Caballero, que refez sua tropa com duas divisões vindas de Villeta na margem esquerda do Arroio Avaí. Ao invés de obedecer as ordens de Solano López, o Coronel não se aquartelou e resolveu enfrentar o Exército Imperial e o exército argentino.

O Exército Aliado cercava os Paraguaios e foram ajudados por uma chuva torrencial que dicultou as manobras Paraguaias. O General Osório, Barão do Herval iniciou um violento ataque com reforços de Caxias. O Coronel Caballero abandonou sua artilharia e tentou montaro Exército com três mil e quinhentos sobreviventes, em vão, conta-se que conseguiu escapar do cerco com mais 100 Paraguaios do seu Exército original de 5.593 soldados, enquanto o Exército Imperial teve somente 297 mortos.

Após a vitória no Avaí mais duas batalhas foram travadas até a entrada em Assunção, Lomas Valentinas, cuja fortificação foi atacada e a rendição sem combate do Forte de Angostura. Assunção foi evacuada pelos paraguaios e ocupada em 1.º de janeiro de 1869 por Tropas Imperiais a comando do Coronel Hermes Ernesto da Fonseca, dias depois Caxias entrava em Assunção.O Marquês de Caxias pediu licença para deixar seu posto devido a problema de saúde no dia 18 de janeiro.

Imagem: “A Batalha do Avaí”, Pedro Américo, 1872-1877, Museu Nacional de Belas Artes.


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Batalha de Itororó


Batalha de Itororó no dia 6 de dezembro de 1868.

Planejando um ataque à cidade Paraguaia de Villeta, o Marquês de Caxias mobilizou seus soldados, porém Solano López que sabia do plano Aliado sabia que teriam que passar pela Ponte de Itororó e mobilizou o Coronel Benardino Caballero para entrincheirar os soldados e colocar a artilharia apontada para ponte, pois se o Exército Imperial atravessase, atravessaria sob uma chuva de balas.

Seis investidas do Exército Imperial foram necessárias para tomar a ponte, a primeira logo no amanhacer, a última às 13 horas, quando o Marquês de Caxias cansado de esperar os reforços trazidos pelo General Osório lançou sua famosa frase “Sigam-me os que forem Brasileiros” e montado atravessou a ponte junto com o Exército Imperial, que teve a moral levantada pelo gesto do Marechal e mesmo enfraquecido tomou definitivamente a ponte. A Batalha deixou cerca de 300 mortos e mil e quatrocentos feridos no lado Brasileiro, porém foi uma vitória, apesar de sofrida. Com a tomada da ponte a cidade de Villeta foi tomada.

Imagem: “Caxias lidera as tropas Brasileiras em Itororó”, Fleiuss, 1866.


Passagem de Humaitá


Passagem de Humaitá no dia 19 de fevereiro de 1868 em Humaitá, Neembucu, Paraguay.

A Fortaleza de Humaitá controlava o acesso por via fluvial à capital do Paraguai, Assunção, sendo o maior complexo defensivo Paraguaio.

Em 1º de Agosto de 1867 o Presidente da Argentina Bartolomeu Mitre no comando supremo das tropas Aliadas deu ordens para que a Esquadra Imperial forçasse a passagem em Curupaiti e Humaitá. Em 15 de agosto, duas divisões de cinco encouraçados ultrapassaram, sem perdas, Curupaiti, porém foram detidas pelos canhões da Fortaleza de Humaitá. O Comando Brasileiro consideravam imprudente prosseguir pelo Rio sob a forte defesa Paraguia, enquanto os ataques terrestres não envolvessem os arredores da Fortaleza. Os ataques foram iniciados somente em 18 de Agosto.

Os Exércitos Aliados, a partir de Tuiu-Cuê , tomaram São Solano, Vila do Pilar e Tayi, às margens do rio Paraguai, completando o Cercode Humaitá por terra cortando as comuniações entre Humaitá e Assunção. Os Paraguaios tentaram retomar a posição na Segunda Batalha de Tuiuti em Novembro, porém saíram derrotados em uma difícil vitória Aliada. Em 9 de Fevereiro de 1868 o Marquês de Caxias assume o Comando Geral das tropas Aliadas.

Em 19 de Fevereiro a Esquadra Imperial forçou a famosa “Passagem de Humaitá”. Nessa altura a Fortaleza já estava totalmente cercada, porém só foi tomada em 25 de julho de 1868.

Imagem: “Passagem de Humaitá”, Almirante Trajano Augusto de Carvalho, 1868.



terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Marquês de Caxias é nomeado Comandante-Chefe das Tropas Imperiais


O Marquês de Caxias é nomeado Comandante-Chefe das Tropas Imperiais no dia 10 de outubro de 1866.

Após a vergonhosa derrota em Curupati a Argentina começa a ter uma participação menor na Guerra do Paraguai, assim como o Uruguai, com forças simbólicas ou representativas. O Comandante-Chefe do Exército General Osório, Barão do Herval, havia tido desentendimentos com o Presidente Argentino Bartolomeu Mitre no comando supremo das tropas da Tríplice Aliança e havia sofrido ferimentos na Batalha de Tuiuti, por isso o Imperador nomeia o Marquês de Caxias como Comandante-Chefe das tropas Imperiais.

Caxias encontra o exercito estagnado e mal organizado após a derrota. O Marquês o organiza o exército, organiza o corpo de saúde e abastecimento, acalmou a Esquadra Imperial que estava ressentida com o comando de Mitre e introduziu a estratégia de cerco para as trincheiras e fortes dominados pelos Paraguaios. De fato atuou como Comandante-Chefe Geral da tropas Aliadas com a ausência de Mitre, porém só foi oficializado em 9 de Fevereiro de 1868.

As ações do Exército Imperial só voltaram em Julho de 1867, neste meio tempo o Ditador López reorganizou suas tropas na Fortaleza de Humaitá.

Imagem: “retrato de Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias”, Joaquim da Rocha Fragoso, 1875.


domingo, 9 de outubro de 2016

Batalhas de Curuzu e Curupaiti


Batalhas de Curuzu e Curupaiti no mês de Setembro de 1866 em Paraguai.

A Batalha de Curuzu, realizada entre 1º e 3 de Setembro de 1866 foi uma grande vitória. A Fortaleza de Curuzu foi tomada após três dias de luta. Uma Esquadra Brasileira composta de 6 Encouraçados e 7 Canhoneiras bombardeou a fortaleza no primeiro dia e com 800 soldados acabaram com os ataques ao navios do Império, no segundo dia o Barão de Porto Alegre com cerca de 8 mil soldados desembarcou repelindo o inimigo e no dia seguinte conquistou a fortaleza, causando baixas 832 soldados e 1.300 feridos ao Exército Paraguaio.

O restante do Exército foi perseguido até as trincheiras de Curupati, recebendo reforços Argentinos. A Batalha de Curupati, no dia 22 de Setembro foi uma derrota pra o Exército Aliado, pois mesmo com 20 mil soldados, quatro vezes o número Paraguaio, e auxílio de 18 navios da Armada Imperial, o Exército Aliado sofreu baixas de 1.395, com 3.581 feridos e 66 desaparecidos, enquanto os Paraguaios tiveram somente 54 soldados mortos.

Imagem: “O Barão de Porto Alegre liderando as tropas em Curuzu”, Victor Meirelles, 1870.


Batalha de Tuiuti


Batalha de Tuiuti no dia 24 de maio de 1866 em Tuyutí, Buenos Aires, Argentina.

A grande vitória Brasileira e Aliada sobre os Paraguaios na Primeira Batalha de Tuiuti aconteceu em 24 de Maio.

Com a decisão de em uma grande batalha encerrar as Guerra do Paraguai fazendo o Exército Aliado recuar, o Ditador Paraguaio tentou cercar o Exército Imperial e o exército Argentino na Batalha de Tuiuti.

Apesar da falta de comando pelo chefe supremo das tropas, o Presidente Argentino Bartolomeu Mitre, o General Osório, futuro Marquês do Herval tomou o controle do Exército. A Batalha durou seis horas e foi uma das mais sangrentas da guerra. Com superioridade numérica de quase 10 mil soldados, com 32 mil ao todo o Exército Aliado fez baixas de quatro mil soldados, deixando seis mil feridos e aprisionando 370, enquanto o Exército aliado apenas sofreu cerca de mil baixas, porém chegou a ter três mil feridos.

Após a Primeira Batalha de Tuiuti, o Exército Paraguaio nunca mais conseguiu se recuperar por completo, resistindo em trincheiras ou em fortalezas.

Imagem: “Episodio de la 2da División Buenos Aires en la batalla de Tuyutí”, Candido López, 1866.


sábado, 8 de outubro de 2016

Batalha de Estero Bellaco


Batalha de Estero Bellaco no dia 2 de maio de 1866 em Ñeembucú (departamento).

A Batalha de Estero Bellaco que ocorreu em 2 de maio de 1866 em Ñeembucú no Paraguai foi fruto de um ataque surpresa do General Paraguaio José Eduvigis Díaz ao acampamento da Tríplice Aliança. O ataque, por ser surpresa, foi no início bem sucedido, porém, em menor número, com seis mil contra oito, o Exército Paraguaio foi derrotado e bateu em retirada.

As baixas dos aliados foram de mil e quinhentos soldados, já os Paraguaios sofreram com dois mil e quinhentas baixas, o mesmo número de feridos e 300 prisioneiros.

Imagem: “Aspecto da Guerra do Paraguai”, Victor Meirelles, 1868-1870, atualmente na Pinacoteca do Estado de São Paulo.


Rendição de Uruguaiana


Rendição de Uruguaiana no dia 18 de setembro de 1865 em Uruguaiana.

Com a chegada do Imperador Dom Pedro II uma semana antes e com número quase dobrado de soldados Brasileiros, o cerco de Uruguaiana chega ao fim.

Dom Pedro II entregou os termos de rendição que foram aceitos pelo Exercito Paraguaio, que estava doente, desnutrido e em farrapos. Foram feitos cinco mil prisioneiros, que foram divididos igualmente entre os aliados.

Ainda em Uruguaiana, o Imperador Dom Pedro II recebeu o Embaixador Britânico Edward Thornton, com pedido de desculpas do Governo Britânico ao Imperador pela Questão Christie, levando ao retorno das relações diplomáticas entre o Reino Unido e o Império do Brasil em 23 de Setembro.

Ao chegar no Rio de Janeiro Dom Pedro II foi recebido como herói com grandes celebrações.

Imagem: Rendição de Uruguaiana à Dom Pedro II, Victor Meirelles, 1865.


Dom Pedro II decide ir à frente de batalha


Dom Pedro II decide ir à frente de batalha no dia 10 de Julho de 1865.

Apesar ser desaconselhado tanto pelo Gabinete Ministerial, quanto pelo Conselho de Estado e pela Assembleia Geral o Imperador decidiu ir à frente de batalha pessoalmente devido aos problemas no cenário de guerra.

Partiu da Corte em 11 de Julho, chegando rapidamente ao Rio Grande do Sul sendo recebido com grandes celebrações e seguiu cavalgando até o front, dormindo em tenda de campanha. O Imperador chegou à cidade brasileira de Uruguaiana, tomada pelos Paraguaios e cercada pelo Exército Brasileiro em 11 de Setembro com uma força de quase 18 mil soldados, dez vezes maior que a Paraguaia. O Imperador agiu bravamente para dar moral aos seus soldados, cavalgando dentro da linha de fogo e colocou seus dois genros o Conde d'Eu e o Duque de Saxe, veteranos de guerra na Europa no comando das tropas.

Imagem: Dom Pedro II vestindo a pilcha gaúcha em Porto Alegre a caminho do Cenário de Guerra, Luigi Terragano, 1865.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O Ditador do Paraguai declara Guerra ao Império do Brasil


O Ditador do Paraguai declara Guerra ao Império do Brasil no dia 13 de dezembro de 1864 em Assunção

Tem início a Guerra do Paraguai com a declaração de guerra emitida pelo Ditador Paraguaio Francisco Solano López em 13 de Dezembro de 1864.

Dias antes, em 11 de Novembro, o Ditador ordenou que o navio Marquês de Olinda que levava a bordo o recém-indicado Governador da Província do Mato Grosso, o Coronel Frederico Carneiro de Campos fosse apreendido em represália à Guerra contra Aguirre no Uruguai, uma vez que os Blancos eram seus aliados. O Governador e os outros passageiros do navio morreram na Fortaleza de Humaitá por maus tratos ou fome em 1867.

López declarou Guerra à Argentina em 18 de Março de 1865 e abriu três frentes de guerra, uma no Mato Grosso, no Rio Grande do Sul e na Província de Corrientes na Argentina.

Imagem: “retrato de Francisco Solano López”, Aurelio García, 1866, atualmente no Palácio do Governo.


sábado, 24 de setembro de 2016

Guerra do Paraguai: Negros, escravidão e liberdade


A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul, entre 1864 e 1870, envolvendo o Império do Brasil, a Argentina e o Uruguai no Tratado da Tríplice Aliança contra o Paraguai ditatorial de Solano López, ceifando a vida de cerca de 400 mil vidas ao todo.

Esta guerra exigiu o maior esforço de guerra do Brasil em toda a sua história militar, tendo sido enviados 200 mil brasileiros para o combate.

Cerca de 60 à 70% das tropas brasileiras enviadas eram compostas por negros e mestiços. Muitos eram escravos enviados por fazendeiros, com promessa de alforria e negros já alforriados. Muitos escravos eram incentivados à lutarem como Voluntários da Pátria em troca de sua alforria caso sobrevivessem à guerra.

As tropas negras combateram, em sua imensa maioria, em posições perigosas, quase sempre na linha de frente. Apesar de tudo, não havia distinção racista entre os negros e os grandes comandantes das Forças Armadas Imperiais, como o General Osório, o Duque de Caxias, Marquês de Tamandaré, Almirante Barroso e o Príncipe Imperial Consorte Gastão de Orleans ,Conde d'Eu.

Havia o corpo dos Zuavos da Bahia, uma companhia de voluntários negros incorporada ao Exército Imperial, que remontava as milícias negras coloniais. Usando uniformes distintos, mais de mil homens marcharam para a guerra, identificando-se como defensores negros do Império. Nas palavras do próprio Conde d'Eu, Príncipe Imperial Consorte: “A Companhia de Zuavos da Bahia como a mais linda tropa do Exército” com seus oficiais” inteiramente a par de todos os pormenores do serviço e orgulhoso de seu Batalhão”

Pouco depois de as tropas aliadas atravessarem o rio Paraná e invadirem o sul do Paraguai em abril de 1866, Francisco Otaviano de Almeida Rosa escreveu jubiloso, de Buenos Aires, ao ministro da guerra: "Um abraço pelos nossos triunfos. Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!". O entusiasmo do diplomata brasileiro pelos feitos militares dos seus patrícios não brancos coloca a questão do impacto da guerra na política racial brasileira. Na época, o Brasil era a maior sociedade escravista nas Américas, com um milhão e meio de homens e mulheres escravizados. Mas pelo menos quatro milhões de afrodescendentes livres ou libertos viviam no país e constituíam dois quintos da população total de dez milhões de habitantes.

A Guerra foi uma experiência racialmente compartilhada que forjou a nacionalidade nos campos de batalha.4 A história de Cândido da Fonseca Galvão, mais conhecido como Dom Obá II (o título iorubá por ele adotado no Rio de Janeiro na década de 1880), que serviu numa das companhias de Zuavos Baianos revela a complexidade da experiência de guerra para a população negra. Profundamente monarquista, Dom Obá destacava seu serviço ao Imperador como evidência do seu pertencimento à nação brasileira, mas também publicava críticas sofisticadas da discriminação racial que ele e o resto da população negra enfrentavam.

Ao final da guerra, as promessas aos negros foram parcialmente cumpridas, tendo muitos de fato sido libertos, porém alguns senhores de terras reclamavam sua "propriedade" de volta. Os que foram libertos, apesar de todos os preconceitos, viviam com sua distinta honra de voluntários da pátria que lutaram pela integridade de sua nação, pelo seu Imperador, e tornaram-se verdadeiramente patriotas.

José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, foi enviado pelo Governo Imperial como Ministro Plenipotenciário ao Paraguai, incumbido de criar um novo governo, democrático, para este país. Ocupando este cargo, foi abolida a escravidão na República do Paraguai em 1870.

Estes são soldados brasileiros, que incluem mulatos e negros. Faziam parte da guarda pessoal do Marquês e Caxias.


domingo, 28 de agosto de 2016

24 de Maio de 1866 - A Batalha de Tuiuti


Há 150 anos acontecia, às margens do Lago Tuiuti, no Paraguai, a batalha mais sangrenta da história militar da América do Sul - e uma das mais importantes da Guerra do Paraguai - A Batalha de Tuiuti. A batalha reuniu mais de 50.000 homens e deixou um saldo de mais de 12.000 baixas paraguaias.

O ditador paraguaio Solano Lopez havia reunido, às vésperas da batalha, um contingente superior a 20.000 homens, em uma tentativa de empurrar as tropas aliadas de volta ao rio Paraná. No fim da manhã, o exército paraguaio lançou seu ataque. Com o contingente dividido em 3 setores, o plano paraguaio era cortar o Exército Imperial Brasileiro ao meio e, juntamente, atacar os flancos uruguaio e argentino. Sem uma atitude do Comandante-em-chefe aliado,o general argentino Bartolomeu Mitre, houve surpresa, confusão e, inicialmente, um risco de derrota.

Diante da ausência de Mitre, um general brasileiro, Osório, assumiu o Comando-chefe da batalha, intervindo energicamente e transformando a quase derrota em vitória. Não menos importante foi a atuação do tenente-coronel francês Emílio Luís Mallet que, no comando do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, varreu a poderosa cavalaria cabocla e frustrou os planos de Solano, mantendo o Exército Brasileiro unido em um só setor.

Segundo um relato do então alferes Dionísio Cerqueira, "Os batalhões avançavam; a artilharia rugia rápida, a revolver; era um contínuo trovejar. Parecia uma tempestade. Cornetas tocavam a carga; lanças se enristavam, cruzavam-se baionetas, rasgavam-se os corpos sadios dos heróis; espadas brandidas a duas mãos, como os montantes nos pares de Carlos Magno, abriam crânios, cortavam braços, decepavam cabeças."





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