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quinta-feira, 16 de março de 2017

O Maligno Império das Palavras Polidas


Quando o politicamente correto adentrou e impregnou a cultura da Civilização Ocidental, tratou logo de virar uma camisa de força e uma ditadura principalmente no nosso querido Brasil, e inclusive a literatura não deixou de ser afetada: sofreu gravíssimos abalos estruturais, mentais e até espirituais. A crescente onda de palavras polidas, “certas” e fofinhas, virou, além de uma bufa moda, uma repetição ad nauseam. Consequentemente, agigantou-se uma destrambelhada prisão mental e espiritual nos debates.

A cerceação mental imperou em todos os cantos, ao ponto de você ter de maneirar as palavras e o tom com quem fala. A polícia da fala surgiu, e logo tratou de pôr os grilhões nas mentes e bocas dos indivíduos discordantes, numa forma torpe e sem noção de cercear a liberdade dos indivíduos, tornando-se, assim, mais do que um dever, mas uma obrigação dos zeros à esquerda. Eis qual o ideal deles: “-Custe o que custar, sua liberdade cessará!”. O reino da palhaçada virou um reino de terror e insanidade, com perseguições brutais e banais, repressão de falas e de ideias, e, absurdamente, até censura física tornou-se uma rotina no mundo Ocidental.

Infelizmente, esse gigantesco e nefasto mal na nossa sociedade vêm cada vez mais ganhando espaço e aceitação pela esquerda e pela grande mídia, os quais o promovem com empenho. O politicamente correto, delimitando e conduzindo as falas dos indivíduos contrários “para não ofenderem ninguém” objetiva o propósito de todos ficarem sorridentes e contentes no final desse espetáculo nojento e deprimente. Para esse “final feliz”, acaba colocando a real expressão intelectual e argumentativa do debate sério no escanteio. Franqueza e honestidade, esqueça!, pois essa corrente está apequenando mais e mais os debates e a circulação da alta literatura no país. “Mas uma sociedade que não tolera palavras fortes será uma comunidade de cidadãos fracos: de gente que acabará sempre por impor aos outros uma mordaça mental em nome de sensibilidade particulares políticas, religiosas, morais”.[1]

Assim, podemos ver que, ano após ano, o número de jovens e de adultos sensíveis, ou melhor, supersensíveis,  às palavras sérias, duras e verdadeiras vêm aumentando brutalmente. Tanto é, que todos eles creem piamente na seguinte frase: “palavras machucam”. Inclusive suicidam-se, deixando cartas ou depoimentos cheios de convicção, por causa das palavras que machucam. A meu ver, é um hino dos mau-caráter, dos histéricos, dos calhordas. Desta forma, só faz-se crescer e ganhar corpo na sociedade os dodóis, os “oprimidinhos pelo sistema ocidental patriarcalista, cristão, branco, europeu, etc.  e, acima de tudo, o sistema capitalista”. Enfim, isso germina numa verdadeira horda de bestializados e de abobalhados. Como já dizia o George Orwell: Ignorância é Força[2]. Essas legiões de bárbaros ocos, além de destruírem seus reais sentimentos e a própria moral, tornam seus cérebros prisioneiros desse esquema de poder nefasto, que hoje em dia é a expressão pura da hegemonia cultural. Essa corja lês busca  controlar os espaços públicos e privados, para desse modo ter o poder e impor seus ditames histéricos. Tal como o nazi-fascismo e o socialismo/comunismo soviético faziam no século XX.

Muitos indivíduos acabam compactuando com esse esquema de poder cultural psicopata por pura imposição e por cair na maligna espiral do silêncio. Uma maldição monstruosa, que forma novos cidadãos da nova ordem mundial em questão de minutos[3]. E muitos deles infelizmente acabam nunca percebendo isso. Quando há um despertar mental e sentimental, já é tarde demais. Enfim, uma verdadeira lástima...

Quando essas hordas de bárbaros resolvem instigar um embate com alguém sério e que não se permite e não tolera entrar nesse campo do pseudodiscurso politicamente correto, e derruba todo o castelinho de cartas marcada deles, eles ficam ressentidos. Assim, na pura insanidade mental do coletivo, eles bradam os seus chavões de perdedor, que são os clássicos: fascista, homofóbico, opressor, etc. “Do século XIX para cá o ressentimento piorou muito. Ele está em toda parte. Você não pode falar nada que todo mundo se ofende; se você fizer uma crítica, todo mundo toma como pessoal”.[4]

Aqueles indivíduos sérios e dignos, que travam um honesto embate com os ditadores da fala, são os verdadeiros guerreiros de nosso tempo. São soldados que lutam constantemente em campos de batalha silenciosos, onde ninguém sabe onde há essas guerras e muito menos seus nomes. Estão por aí, lutando dia após dia na busca por um mundo menos chato e menos afrescalhado, em busca de um país menos vermelho."Se você não está preparado para usar a força em defesa da civilização, esteja preparado para aceitar a barbárie".[5]


Por: Salomão Campina

Bibliografia:

1. Vamos ao que Interessa, de João Pereira Coutinho.
2. 1984, de George Orwell.
3. Introdução à Nova Ordem Mundial, de Alexandre Costa.
4. A Era do Ressentimento, de Luiz Felipe Pondé.
5. Thomas Sowell



quinta-feira, 2 de março de 2017

Direitos Humanos: Esterco da vagabundagem


Todo aquele que resolve conduzir uma discussão pública sobre criminalidade do ponto de vista do criminoso, tecendo considerações sobre se sua condição é ou não "vida difícil e falta de oportunidades" e se esta lhe acarreta ou não dilemas morais e até mesmo sofrimento, devendo portanto o marginal ser visto com certa comiseração e como alguém que precisa de ajuda, está na melhor das hipóteses se comportando como quem pretende discutir o estupro do ponto de vista e sob a perspectiva do estuprador , focando na demagogia de "cultura de estupro, sociedade ensina que pode estuprar'' e, na péssima condição do sistema carcerário e de sua incapacidade de promover uma hipotética (e para nós, duvidosa e asquerosa) recuperação e reinserção dos mesmos na sociedade.

Pois assim como o problema da violência e da criminalidade tem que ser tratado do ponto de vista de quem está de fora dos presídios e nunca terá motivos para estar em um, como é o caso da maioria das pessoas, da mesma forma a única discussão pública cabível sobre estupro é aquela feita do ponto de vista das principais vítimas dessa prática insidiosa, que são mulheres e crianças. Quem faz uma abordagem do estupro fora desse pano de fundo, quando não é um canalha de esquerda, está apenas se mostrando um ingênuo e um tolo que caiu fácil na armadilha gramsciana da inversão de valores, ao mesmo tempo em que acredita ingenuamente estar exibindo independência intelectual.

Direitos Humanos representa a inversão de valores na sociedade, cidadão de bem e policiais feridos ou mortos não tem direito ao Estado, bandidos são defendidos pelos Direitos Humanos como ''vítimas da sociedade''





quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A Decadência da Sociedade Moderna


Quando uma sociedade mostra elevada postura de ódio ao próximo, extrema violência e total falta de cultura e educação, é um sinal claro de que este povo nega – e já não mais conhece – o Cristianismo e, principalmente, não sabe mais como ser um cristão.

A decadência moral e espiritual dessa sociedade será ilimitada, não havendo um freio para conter essa baixaria que se instaura. Qualquer ação, pensamento e conduta será legalizada nessa sociedade em caos. E, pior, além de ser permitido, será um crime condenar tudo que for legalizado nesse macabro tempo.

Esse estado caótico é criado por bárbaros, que, infelizmente, em toda sociedade, possuem um número, sendo alto, médio ou baixo. Mas, nas últimas décadas, temos visto que esse bando de “cupins” ou “câncer” aumentou consideravelmente como nunca antes visto. Como já dizia o grande filósofo Mário Ferreira dos Santos, “o bárbaro é o que sabe sem saber o porquê do que sabe; o civilizado o que sabe, sabendo o porquê do que sabe”. Ou seja, meus caros leitores, essas “pessoas” que se proclamam defensoras de certas bandeiras – na maioria das vezes bandeiras da esquerda –, mal sabem seus reais motivos de existência, seus fundadores e, principalmente, seus objetivos na sociedade.

Em suma, ter prudência, ética e religiosidade em nossos dias é extremamente necessário para se ter uma mente sã e um corpo são.


Bibliografia:

1. SANTOS, Mário Ferreira dos. Invasão Vertical dos Bárbaros.

2. KIRK, Russell. A Política da Prudência.

Por: Salomão Campina



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A Sociedade “Progressista”


No mundo em que vivemos, quem possui um olhar atento sobre a sociedade notará rapidamente que hoje em dia tudo ao nosso redor é exageradamente “moderno” ou, melhor dizendo, progressista. São pessoas que adoram aquilo tido por “cool”, sendo facilmente seduzidas por novas condutas, hábitos e pensamentos. Tudo aquilo que o establishment midiático denomina como “tendência”.

Muitas dessas pessoas não conseguem perceber que os valores que ergueram a Civilização Ocidental estão, dia após dia, sendo substituídos por novos “valores” e, em poucos anos, eles destruirão tudo o que demorou séculos para ser construído. Todos os dias, podemos observar inúmeras consequências nefastas que surgem dessa inversão de valores. Um bom exemplo é a destruição lenta e gradual da família tradicional (pai, mãe e filhos).

A ideia de família “moderna” vem com o intuito de extiguir valores que foram passados de geração após geração. Podemos notar que a cada dia mais e mais famílias são destruídas por brigas internas, falta de amor, religiosidade, questões financeiras etc. Se valores da moral judaico-cristã não estivessem tão esquecidos, certamente os pais protegeriam seus filhos de todo e qualquer perigo, e os casais supririam suas necessidades de amor, atenção, companheirismo etc.

Nossa sociedade atual desconhece os princípios, a ética e a moral que delinearam toda a trajetória do Ocidente. Renegam a noção do que é ser um ser humano e entender a abissal diferença entre o certo e o errado, tomando decisões conforme a conveniência de paixões cada vez mais mesquinhas. Dessa forma, caminhamos a passos largos para a bestialidade completa, aceitando sorridentemente cada novo “avanço social” por mais abjeto que seja.

Porém, o real objetivo por trás das mudanças bruscas é justamente a deturpação total de nossa cultura, de nosso modo de viver. Infelizmente, os brasileiros ainda não notaram que os fins pretendidos por esse processo maligno são a destruição completa de nosso país.

No entanto, Graças a Deus, nem todos estavam dormindo no ponto. O grande filósofo Mário Ferreira dos Santos, em agosto de 1957, disse: “Nossa época caracteriza-se por uma propaganda desenfreada da ignorância e da má-fé, levada por espíritos obscuros e destructivos, em combater a ética, em combater a moral, no seu genuíno sentido, com o intuito de favorecer aos que desejam destruir todos os laços mais profundos, que unem os sêres humanos, tornando-os, afinal, apenas utensílios de uma grande máquina social, representada pelo Estado político, utilizando para produzir em benefício de alguns, que são os eternos beneficiários do poder”.

Em suma, caros leitores, é extremamente importante nos dias atuais agirmos com a prudência conservadora de Russell Kirk em nossas vidas, com a ética e a moral cristã como normas de conduta pessoal aliadas, é claro, a uma fé sincera. E, como bem disse o poeta romano Juvenal: “Mens sana in corpore sano”.


Bibliografia:
1. KIRK, Russell. A Política da Prudência.

Por: Salomão Campina



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