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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Capitania de Humaitá


A Capitania de Humaitá, na qual peças de artilharia e sua munição esperam para serem carregadas e levadas pelos navios da Armada Imperial Brasileira (como era chamada a Marinha Brasileira à época) aos frontes de batalha no Paraguai, durante o conflito na região da Bacia do Prata chamado de "Guerra da Tríplice Aliança" ou simplesmente "Guerra do Paraguai". Note os mastros dos navios ao fundo da imagem, feita a partir da terra, e a bandeira brasileira da época do Império tremulando no mastro (canto superior esquerdo). O Império mantinha sempre suas Forças Armadas preparadas, embora uma invasão nunca fosse esperada. O estouro do conflito e a invasão à província do Mato Grosso (atualmente seriam Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) por tropas de Solano Lópes assustaram os brasileiros e levaram a uma resposta imediata de nossa Força mais bem preparada: A Armada Imperial Brasileira, segunda mais poderosa do mundo à sua época, só perdendo para o Império Britânico.

Imagem da Capitania de Humaitá


terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Conde d'Eu inicia sua viagem ao redor do Mundo


O Conde d'Eu inicia sua viagem ao redor do Mundo no mês de Outubro de 1897 em Paris.

A vida da Família Imperial Brasileira no exílio oscilava entre o Castelo d’Eu na Normandia, afastado das regiões urbanas, e um apartamento em Boulogne-sur-Seine em Paris, onde a Família Imperial passava o inverno em um ambiente cosmopolita e animado.

Em Outubro de 1897 o Conde d’Eu quebra a rotina realizando uma viagem ao redor do Mundo, escrevendo diários. De volta à França Gastão de Orléans publica seus diários em francês contando suas aventuras.

Imagem: O conde d’Eu como um gaúcho, Augusto Amoretty, 1885.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Soldados brasileiros curvam-se diante da estátua de Nossa Senhora da Conceição


Soldados brasileiros curvam-se diante da estátua de Nossa Senhora da Conceição, durante procissão. Vale lembrar que a religiosidade é um dos maiores incentivadores nos tempos de guerra, sendo o Brasil um país, à época, de religião oficialmente Católica Apostólica Romana. Em nosso país, à época do Império (1822-1889), a liberdade de culto era grande, tendo diversos grupos religiosos que perduram até hoje imigrado para cá nestes tempos. Vale lembrar que, pela Constituição de 1824, redigida por Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal, o Imperador, embora adotasse como religião oficial a católica de Roma e seguisse todos os rituais, da coroação ao funeral, tinha o poder de aceitar que ordens do Vaticano, dadas pela pessoa do Papa, seriam aplicadas ou bloqueadas em nosso território, garantindo assim uma maior autonomia nacional e dando maiores poderes ao Imperador frente à Igreja.




O acampamento de guerra do Exército Imperial Brasileiro


Um acampamento de guerra do Exército Imperial Brasileiro. Os oficiais tentavam, o máximo que podiam, organizar as tendas dos soldados em fileiras e blocos, para evitar a disseminação de doenças que eram, na guerra, as principais causadoras das mortes de soldados (sim, antes da própria guerra vinham as doenças). A disciplina, em meio ao caos da campanha, deve sempre ser mantida.




domingo, 28 de agosto de 2016

23 de Julho de 1840 - A declaração da maioridade


Conhecida como "Golpe da Maioridade", a jogada política que leva precocemente o imperador menino a seu trono foi "coroada" - trocadilhos à parte - no dia 23 de julho de 1840, a proposta de antecipação da maioridade de Dom Pedro II é aceita no Senado, por pressão do povo e de boa parte da classe política.

No Brasil Império da época, havia duas facções políticas, dois grupos: os conservadores e os liberais. É de praxe que usem os termos "regressistas" e "progressistas", mas prefiro os primeiros. Estes dois grupos, embora opostos, tinham uma noção comum no cenário da política brasileira: a regência precisava acabar o mais rápido possível, ou o país ruiria por completo. Diversas medidas estavam sendo tomadas para centralizar o poder no país, como por exemplo a Lei Interpretativa do Ato Adicional. Explicando rápido, o Ato Adicional aumentou a autonomia das províncias, que eram como os estados de hoje, mas como notou-se que estas estavam se tornando muito independentes, até demais pro gosto do governo central brasileiro, criou-se uma "Lei Interpretativa" para anular o Ato. Como os conservadores encabeçavam este processo de retorno ao poder centralizado, passaram a ser chamados de "regressistas". Mesmo com esta centralização do poder nas mãos dos regentes, revoltas provinciais continuavam a abalar a união nacional.

Estes dois grupos convergiam então que para evitar mais insurreições populares e revoltas regionais, o poder monárquico deveria ser restaurado em sua totalidade, pois com o retorno dos poderes constitucionais do imperador (estabelecidos pela Constituição de 1824, promulgada por Pedro I) medidas realmente efetivas poderiam ser tomadas e a figura de "pai da nação" do imperador, com sua pompa e autoridade, poderia criar um sentimento de união nacional em meio à crise política.

Os liberais formavam a oposição à época. Alguns partidários criaram o "Clube da Maioridade", que começou secretamente como "Sociedade Promotora da Maioridade" e em pouco tempo veio à tona trazendo às ruas o debate sobre a maioridade do imperador. Uma grande parcela da população da capital ficou exaltada com a notícia, outra indiferente - isso é claro quando nos deparamos com versinhos que eram bradados nas ruas. Dois exemplos são:

"Queremos Pedro II
Ainda que não tenha idade,
A Nação dispensa a Lei
Viva a maioridade!"

"Por subir Pedrinho ao trono,
Não fique o povo contente;
Não pode ser coisa boa
Servindo com a mesma gente."

Acabou que a pressão popular e política fez efeito, e parlamentares liberais procuraram o jovem Pedro de Alcântara para perguntar-lhe se se sentia preparado e aceitava ser sagrado Imperador imediatamente ou ao completar quinze anos, em dezembro do mesmo ano. A resposta do garoto teria sido "Quero já!". A proposta de antecipação da maioridade de Pedro II, considerando-o assim capaz de exercer suas funções enquanto Imperador do Brasil, que foi enviada ao Senado no dia 21 de julho foi, mesmo com a regência conservadora tentando adiar para novembro a votação, foi aprovada pelo Senado no dia 23 de julho de 1840. No mesmo dia, Pedro II faria o seguinte juramento:

"Juro manter a religião Católica Apostólica Romana, a integridade e indivisibilidade do Império, observar e fazer observar a Constituição política da nação brasileira, e mais leis do Império, e prover ao bem geral do Brasil, quanto em mim couber"

Pedro II vem a reinar sobre o Brasil por 49 anos.

#John

Para saber mais sobre o tema:

- Vida e reinado de Pedro II: https://www.facebook.com/AHistoriaeOFato/photos/pb.626531384038143.-2207520000.1437586191./890046764353269/?type=3&theater

- Exílio e falecimento de Pedro II: https://www.facebook.com/AHistoriaeOFato/photos/pb.626531384038143.-2207520000.1437586191./890046764353269/?type=3&theater

IMAGEM= A Coroação de Dom Pedro II aos 15 anos de idade em 18 de julho de 1841, por Manuel de Araújo Porto-Alegre., a proposta de antecipação da maioridade de Dom Pedro II é aceita no Senado, por pressão do povo e de boa parte da classe política.

No Brasil Império da época, havia duas facções políticas, dois grupos: os conservadores e os liberais. É de praxe que usem os termos "regressistas" e "progressistas", mas prefiro os primeiros. Estes dois grupos, embora opostos, tinham uma noção comum no cenário da política brasileira: a regência precisava acabar o mais rápido possível, ou o país ruiria por completo. Diversas medidas estavam sendo tomadas para centralizar o poder no país, como por exemplo a Lei Interpretativa do Ato Adicional. Explicando rápido, o Ato Adicional aumentou a autonomia das províncias, que eram como os estados de hoje, mas como notou-se que estas estavam se tornando muito independentes, até demais pro gosto do governo central brasileiro, criou-se uma "Lei Interpretativa" para anular o Ato. Como os conservadores encabeçavam este processo de retorno ao poder centralizado, passaram a ser chamados de "regressistas". Mesmo com esta centralização do poder nas mãos dos regentes, revoltas provinciais continuavam a abalar a união nacional.

Estes dois grupos convergiam então que para evitar mais insurreições populares e revoltas regionais, o poder monárquico deveria ser restaurado em sua totalidade, pois com o retorno dos poderes constitucionais do imperador (estabelecidos pela Constituição de 1824, promulgada por Pedro I) medidas realmente efetivas poderiam ser tomadas e a figura de "pai da nação" do imperador, com sua pompa e autoridade, poderia criar um sentimento de união nacional em meio à crise política.

Os liberais formavam a oposição à época. Alguns partidários criaram o "Clube da Maioridade", que começou secretamente como "Sociedade Promotora da Maioridade" e em pouco tempo veio à tona trazendo às ruas o debate sobre a maioridade do imperador. Uma grande parcela da população da capital ficou exaltada com a notícia, outra indiferente - isso é claro quando nos deparamos com versinhos que eram bradados nas ruas. Dois exemplos são:

"Queremos Pedro II
Ainda que não tenha idade,
A Nação dispensa a Lei
Viva a maioridade!"

"Por subir Pedrinho ao trono,
Não fique o povo contente;
Não pode ser coisa boa
Servindo com a mesma gente."

Acabou que a pressão popular e política fez efeito, e parlamentares liberais procuraram o jovem Pedro de Alcântara para perguntar-lhe se se sentia preparado e aceitava ser sagrado Imperador imediatamente ou ao completar quinze anos, em dezembro do mesmo ano. A resposta do garoto teria sido "Quero já!". A proposta de antecipação da maioridade de Pedro II, considerando-o assim capaz de exercer suas funções enquanto Imperador do Brasil, que foi enviada ao Senado no dia 21 de julho foi, mesmo com a regência conservadora tentando adiar para novembro a votação, foi aprovada pelo Senado no dia 23 de julho de 1840. No mesmo dia, Pedro II faria o seguinte juramento:

"Juro manter a religião Católica Apostólica Romana, a integridade e indivisibilidade do Império, observar e fazer observar a Constituição política da nação brasileira, e mais leis do Império, e prover ao bem geral do Brasil, quanto em mim couber"

Pedro II vem a reinar sobre o Brasil por 49 anos.

IMAGEM= A Coroação de Dom Pedro II aos 15 anos de idade em 18 de julho de 1841, por Manuel de Araújo Porto-Alegre.



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