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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Princesa Dona Isabel falece


A Princesa Dona Isabel falece no dia 14 de Novembro de 1921 em Castelo d'Eu.

A Princesa Dona Isabel, a Redentora, Chefe da Casa Imperial do Brasil, faleceu no Castelo d’Eu na Normandia em 14 de Novembro de 1921.

No exílio, durante seus últimos anos, a Princesa Isabel manteve contato com fiéis Brasileiros, entre eles o aviador Santos-Dumont. Com a Primeira Guerra Mundial, auxiliou soldados feridos que foram transferidos ao Castelo d’Eu, sede do Hospital Temporário nº 20 e sofreu com o tratamento de seu filho do meio e herdeiro dinástico, que havia contraído reumatismo nas trincheiras, o Príncipe Imperial Dom Luís Maria, entrando em luto permanente com a morte de seus dois filhos mais novos, Dom Antônio em 1918 e o Príncipe Imperial em 1920.

A Redentora contou com uma grande cerimônia de funeral no próprio Castelo d’Eu, sendo enterrada na Capela Real de Dreux. A Princesa nunca mais viu o Brasil desde 1889, mesmo após o fim do banimento por estar fraca demais, somente retornando à sua Pátria em 1971, com um grande funeral de Estado, sendo transladada para repousar ao lado de seus pais em Petrópolis.

Imagem: A Princesa Isabel no Castelo d’Eu, 1921.


domingo, 30 de outubro de 2016

Nasce a Princesa Pia Maria de Orléans e Bragança


Nasce a Princesa Pia Maria de Orléans e Bragança no dia 4 de março de 1913 em Boulogne-Billancourt.

A Princesa Dona Pia Maria Raniera Isabela Antonieta Vitória Teresa Amélia Gerarda Raimunda Ana Miguela Rafaela Gabriela Gonzaga de Orléans e Bragança e Bourbon, filha do Príncipe Imperial Dom Luís Maria e da Princesa Dona Maria Pia das Duas-Sicílias, nasceu em Boulogne-Billancourt, na casa de Paris da Família Imperial, em 4 de Março de 1913.

Durante sete anos, entre 1931, com o falecimento de seu irmão mais velho Dom Luís Gastão, e 1938, com o nascimento do atual Chefe da Casa Imperial do Brasil Dom Luiz Gastão, seu sobrinho, Dona Maria Pia foi intitulada Princesa imperial do Brasil.

A Princesa Dona Pia Maria passou a ser intitulada Condessa de Nicolay devido ao seu casamento com o Conde René Jean Marie Nicholas de Nicolay em 1948. Desta união nasceram dois filhos, sem direitos de sucessão ao Trono pelo casamento ter sido morganático, Louis-Jean de Nicolay, Marquês de Goussainville, casado com a Condessa Barbara Marie Anne d'Ursel de Bousies, tendo descendência, e Robert Marie Pie Benoit de Nicolay, casado com a Princesa Nathalie Laetitia Jeanne Yvonne Marie de Murat, tendo descendência.

O seu segundo filho, Robert Marie de Nicolay, teve relevância na política Francesa, sendo Conselheiro Referendário da Corte de Auditores e alcançando o cargo de Ministro de Estado.
A Condessa de Nicolay, Princesa Pia Maria do Brasil, faleceu no Castelo du Lude, aos 87 anos, em 24 de Outubro de 2000.

Imagem: Dona Pia Maria no colo de sua avó, a Princesa Isabel, cercada pelo seu avô, Conde d'Eu, pais e irmãos.


domingo, 16 de outubro de 2016

A Princesa Imperial Dona Isabel recebe do Papa Leão XIII a Rosa de Ouro


A Princesa Imperial Dona Isabel recebe do Papa Leão XIII a Rosa de Ouro no dia 28 de setembro de 1888 em Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo.

O Papa Leão XIII condecora a Princesa Imperial do Brasil Dona Isabel com a Rosa de Ouro, a maior distinção que os Soberanos Pontífices davam a chefes de Estado e a pessoas de grande relevo, nas ocasiões em que adquiriam méritos especiais, no caso da Princesa Isabel a assinatura da Lei Áurea.

A Rosa de Ouro foi entregue à Princesa Imperial Dona Isabel com uma carta do Papa datada de 29 de Maio de 1888, chegando ao Império do Brasil em 28 de Setembro de 1888. A data escolhida foi em comemoração aos 17 anos de promulgação da Lei do Ventre Livre, durante a Primeira Regência da Princesa Dona Isabel.

O ornamento tem 46 centímetros de altura, composto de 12 ramos, 24 espinhos, 8 rosas, 12 botões e 124 folhas em ouro , com uma dedicatória de Leão XIII à Princesa Imperial Dona Isabel com a data de 13 de Maio de 1888 e uma capsula perfurada na rosa central onde eram colocadas substâncias aromáticas.

O recebimento da Rosa de Ouro contou com uma grande cerimônia na Capela Imperial, porém foi mantida na capela particular da Princesa, que a levou para o exílio consigo. Até hoje a Princesa Isabel foi a única pessoa no Brasil ter recebido a Rosa de Ouro.

Imagem: A Princesa-Mãe Dona Maria Elizabeth de Wittelsbach com a Rosa de Ouro, acervo da Pró Monarquia/Casa Imperial do Brasil


A Princesa Imperial Regente Dona Isabel assina a Lei Áurea


A Princesa Imperial Regente Dona Isabel assina a Lei Áurea no dia 13 de maio de 1888 em Paço Imperial.

Decorrente de projeto de lei que a própria Princesa Imperial Regente participou com vários políticos, é aprova a Lei Imperial n.º 3.353 em tempo recorde na Assembleia Geral, seis dias de tramitação, em 13 de Maio. A Câmara dos Deputados votou a Lei Áurea em dois dias, nas sessões de 9 e 10 de Maio, no Senado somente dois senadores se opuseram, o Barão de Cotegipe e Paulino de Sousa.

A Princesa Dona Isabel confiante que o projeto passaria no Senado desceu de Petrópolis para o Paço Imperial de trem ao meio dia, acompanhada do Conde d’Eu e dos Ministros Costa Pereira e Rodrigo Silva, chegando às 14 horas no Paço.

Com uma multidão de dez mil pessoas na frente do Paço Imperial a Princesa Imperial Regente no Salão do Trono recebe de uma comissão de senadores liderada pelo Senador Sousa Dantas que entrega o texto da Lei transformado pelo calígrafo Leopoldo Heck. A Princesa assina a Lei Áurea utilizando uma pena de ouro, cravejada com 27 diamantes e 28 pedras vermelhas, confeccionada especialmente para a ocasião e ofertada pelo povo Brasileiro à Princesa Isabel, com os dizeres “A Dona Isabel, a Redentora, o povo agradecido”, tendo no lado oposto o número e a data da Lei.
No meio do Salão do Trono repleto de deputados, senadores, ministros, embaixadores e personalidades do império, como membros da nobreza e abolicionistas, a Princesa fez um curto e emocionado discurso. O Povo em delírio invade o Paço quando o Deputado Joaquim Nabuco anuncia a abolição da escravidão às mais de 10 mil pessoas na Praça. Entre os invasores estava o jornalista abolicionista José do Patrocínio, que sem nenhuma resistência atirou-se aos pés da Princesa Regente em prantos de gratidão.

Em meio ao repicar de sinos e do espocar de foguetes, Dona Isabel, chamada pelo povo, aparece na sacada do Paço onde é aclamada pela multidão na Praça após libertar 723.719 escravos.

Imagem: “A abolição de escravatura”, Victor Meirelles, 1888, atualmente na Pinacoteca do estado de São Paulo.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Princesa Isabel muda-se temporariamente para Paris


Princesa Isabel muda-se temporariamente para Paris no mês de Abril de 1878 em Paris.

A Princesa Isabel acompanhada do Conde d’Eu e de seus filhos, partiu três meses após o nascimento de Dom Luiz Maria para uma grande estada na Europa.

A família da Princesa Imperial se instalou em uma casa alugada em Paris com o intuito de buscar um tratamento médico para o braço esquerdo de Dom Pedro de Alcântara, Príncipe do Grão Pará, que era imóvel, provavelmente devido ao nascimento que havia sido muito difícil, com duração de 13 horas e precisou da utilização de fórceps.

Durante a estada em Paris a Princesa Isabel se afastou da política Brasileira para o tratamento do filho e também devido a sua nova gravidez. Com o tratamento não mostrando resultados e com o nascimento de Dom Antônio Gastão a Princesa Imperial decide retornar ao Brasil em Dezembro de 1881.

Imagem: foto da Princesa Isabel, Joaquim Insley Pacheco, 1870.



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Primeira Regência da Princesa Imperial Dona Isabel


Primeira Regência da Princesa Imperial Dona Isabel no dia 25 de maio de 1871 em Rio de Janeiro.

Em virtude da viagem do Imperador à Europa e norte da África, sua filha a Princesa Imperial do Brasil Dona Isabel de Bragança assumiu a Regência do Império do Brasil. A Princesa Imperial foi auxiliada pelo Presidente do Conselho de Ministros, José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco.

Durante sua Regência é aprovada em 28 de Setembro a Lei nº 2.040, chamada de Lei do Ventre Livre, que dava liberdade aos recém-nascidos a partir daquela data. Na Lei o senhor teria a opção de entregar o recém-nascido ao Governo Imperial, recebendo indenização ou utilizar os serviços do liberto até sua maioridade. O projeto da Lei que nasceu no Gabinete Conservador do Visconde de Rio Branco foi amplamente apoiado pelos Liberais, Na Câmara dos Deputados, o projeto de Lei obteve 65 votos favoráveis e 45 contrários. No Senado do Império, foram 33 votos a favor e 7 contra. A Lei foi o primeiro ato propriamente dito abolicionista do Império, pois apesar da Lei Eusébio de Queirós em 1850 ter proibido o tráfico, sendo este um grande passo, não concedeu nenhuma liberdade.

A Regente apoiou profundamente a Lei, sendo ela própria uma abolicionista como toda Família Imperial, e quando as notícias chegaram ao seu pai o Imperador em Alexandria trouxeram grande prestígio para Dom Pedro II e para o Império do Brasil no exterior.

Imagem: “Juramento da Constituição pela Princesa Isabel como Regente do Império do Brasil”, Victor Meirelles, década de 1870, atualmente no Senado Federal.


sábado, 1 de outubro de 2016

A Princesa Dona Maria Amélia falece


A Princesa Dona Maria Amélia falece no dia 4 de fevereiro de 1853 em Funchal.

A Princesa Dona Maria Amélia de Bragança, filha do ex-Imperador Dom Pedro I e da ex-Imperatriz Dona Amélia de Leutchenberg falece em Funchal na Ilha da Madeira em 4 de Fevereiro de 1853 vítima de tuberculose. Ela se mudou em Agosto de 1852 para a Ilha da Madeira com intuito de melhoras devido aos ares. Ela recebeu em 12 de Maio um grande funeral em Portugal. Sua morte abalou profundamente Dona Amélia, assim como ao seu noivo o Arquiduque Maximiliano de Habsburgo e o irmão que nunca conhecera Dom Pedro II.

A Princesa só foi reconhecida oficialmente como tal pelo Senado Brasileiro em 1841, uma vez que havia nascido em Paris após a abdicação do pai e não era reconhecida nem como Princesa do Brasil, nem como Infanta de Portugal.

Era uma das princesas mais belas e mais bem educadas da Europa e foi apelidada de “Princesa Flor”. Dona Maria Amélia apaixonou-se pelo Arquiduque Maximiliano de Habsburgo, futuro Imperador do México, no início de 1852, porém o casamento nunca foi efetuado devido a morte prematura da Princesa do Brasil. Maximiliano apesar de ter se casado nunca esqueceu Dona Maria Amélia, a quem sempre prestava homenagens.

Imagem: retrato da Princesa Dona Maria Amélia, Friedrich Dürck, 1849, atualmente no Museu Imperial.


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